quinta-feira, 19 de outubro de 2017

SERAPIÃO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade, tendo ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira-lata que atendia pelo nome de “Malhado”.
Eles não tinham onde dormir. Onde anoiteciam, lá dormiam. Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte.
Serapião não pedia dinheiro. Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou um almoço, feito com sobras de comida. Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa, mudando o visual, o que o tornava alvo de brincadeiras.
Serapião era conhecido como um homem bom, que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade. Não bebia, era educado e estava sempre tranquilo, mesmo quando não havia recebido nem um pouco de comida.
Dizia sempre que Deus lhe daria na hora certa e que, na hora que Deus determinava, alguém lhe estendia uma porção de alimentos... E, tão logo recebia ajuda, agradecia com reverência, rogando a Deus pela pessoa que o ajudara. Uma porção de tudo que ganhava dava primeiro para o Malhado, que, comia e, paciente, ficava esperando por mais um pouco.
Certo dia, alguém lhe perguntou como ele tinha conhecido e qual era a idade de Malhado. Ele respondeu:
- Eu não tenho ideia... Nossa amizade começou com um pedaço de pão. Ele parecia estar faminto, lhe ofereci um pouco do meu almoço, ele aceitou e agradeceu, abanando o rabo. Daí, não me largou mais! Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso...
- E como vocês se ajudam?
- Ele me vigia quando estou dormindo; ninguém pode chegar perto que ele late e ataca. Quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode.
Continuando a conversa, o homem indagou:
- Serapião, você tem algum desejo na vida?
- Sim - respondeu ele - tenho vontade de comer um cachorro quente, daqueles que a Zezé vende ali na esquina.
- Só isso?
- É... No momento, é só isso que eu desejo.
- Pois bem, vou satisfazer agora mesmo esse grande desejo - disse o homem.
O homem saiu e comprou um cachorro quente para o mendigo. Assim que viu o alimento, Serapião arregalou os olhos, deu um sorriso e agradeceu a dádiva. Em seguida, tirou a salsicha e deu para o Malhado, comendo apenas o pão com o molho.
O homem não entendeu aquele gesto do mendigo, pois imaginava ser a salsicha o melhor pedaço, e perguntou:
- Por que você deu logo a salsicha, para o Malhado?
Ele, com a boca cheia, ele respondeu:
 - Para o meu amigo, o melhor pedaço!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

O AMIGO E A BRASA SOLITÁRIA

Texto de Captain Raymond Maig
ROYAL NAVY - 1869

Um Oficial de Marinha, já na reserva, comparecia assiduamente às reuniões de um grupo de amigos de farda, e, de repente, deixou de participar de suas atividades.
Algo o fez afastar-se...
Depois de algumas semanas, um colega de turma, velho Capitão-de-Mar-e- Guerra, integrante do grupo, surgiu em sua casa para visitá-lo. Era uma noite muito fria, típica do final do outono londrino. O amigo o encontrou na casa, sozinho, sentado diante da lareira, onde o fogo estava brilhante e acolhedor, a pitar um belo cachimbo, cujo fumo irlandês espalhava um suave perfume adocicado e defumado no ambiente.
Adivinhando o motivo da visita do amigo, ele lhe deu as boas-vindas, serviu-lhe um copo de um bom whisky das Highlands, e, aproximando-se da lareira ofereceu-lhe uma cadeira grande e confortável, próxima à chaminé e ficou quieto, esperando.
Nos minutos seguintes, houve um grande silêncio...
Os dois velhos lobos do mar somente admiravam a dança das chamas em volta dos troncos cortados de lenha, que queimavam ardendo em leves estalidos, num tenro e agradável calor. Depois de alguns minutos, o amigo aproximou-se da lareira, examinando as brasas que se formaram, e cuidadosamente escolheu uma delas, a maior e mais incandescente de todas, empurrando-a lateralmente, para fora do fogo. Sentando-se novamente, permaneceu silencioso e imóvel, ambos observando as brasas.
O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado, mas também quieto.
Dentro de pouco tempo, a chama da brasa solitária diminuiu, até que após um brilho discreto e momentâneo, seu fogo apagou-se de repente. O que, naquela brasa, antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um frio, morto e reles pedaço preto de carvão, recoberto de uma camada de cinza, espessa e esbranquiçada.
Nenhuma palavra tinha sido pronunciada desde a protocolar saudação inicial entre os dois amigos, que tantas histórias de mares e portos tinham a compartilhar, e assim continuavam. O amigo olhou o relógio sobre uma fina cristaleira na sala, sacou o seu, pela corrente de dentro do pequeno bolso sob o cinto, e comparou as horas que marcavam. Levantou-se, foi até a lareira e movimentou novamente o pedaço de carvão já apagado, frio e inútil, colocando-o novamente no fogo, em meio as brasas ardentes. Quase que imediatamente, aquele carvão inerte voltou a desprender-se como uma nova chama, alimentado pela luz e o calor das labaredas dos demais pedaços de carvão em brasa ao redor dele.
Então, o amigo aproximou-se da porta para ir-se embora. Foi quando seu anfitrião, após abraçá-lo longamente, emocionado, disse:
- Meu caro e velho amigo, obrigado por sua visita e pela belíssima lição que me deu hoje. Retornarei aos nossos encontros e ao nosso grupo de amigos, que tanto bem sempre me fez!
À reflexão
· Aos amigos membros de um grupo:
Sempre vale a pena lembrar que eles fazem parte da "chama" do grupo e que separado dele perdem seu brilho! Vale lembrar-lhes que também são responsáveis de “manter acesas as chamas” do encontro entre cada um dos seus membros e de promover a união entre todos eles, para que o fogo seja sempre realmente forte e duradouro!
· Aos irmãos e filhos:
Uma família se mantém “com a chama acesa” quando os membros não esquecem que a união acima de qualquer diferença é que possibilitará que o "barco vença" o navegar da vida, com bom ou mau tempo!
· Você, brasa que aquece, lembre:
Cada madeira que constitui o feixe não é igual e nem queima da mesma forma, porém, o conjunto emite luz intensa e é quem aquece a todos e ao ambiente onde vivem. Juntos é que somos fortes! Faça seu sonho ser maior que suas dificuldades!

terça-feira, 17 de outubro de 2017

SESSÃO SORRISO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

A POUSADA
Um avião caiu na floresta. Restaram apenas três sobreviventes: um indiano, um judeu e um argentino.
Caminhando entre as árvores da grande floresta, encontraram uma pequena casa e pediram para passar a noite.
O dono da casa disse:
- Minha casa é muito pequena, posso acomodar somente duas pessoas. Logo, um de vocês terá que dormir no curral.
O indiano respondeu:
- Eu dormirei no curral, sou indiano e hinduísta; necessito praticar o bem.
Após uns 30 minutos, batem à porta da casa. Era o indiano, que disse:
- Não posso ficar no curral. Lá tem uma vaca, que é um animal sagrado. Eu não posso dormir junto a um animal sagrado.
Então, o judeu se prontificou:
- Eu dormirei no curral. Somos um povo muito humilde e sem preconceitos.
Após uns 30 minutos, batem à porta da casa. Era o judeu, que disse:
- Não posso ficar no curral. Lá tem um porco, que é um animal impuro. Eu não posso dormir junto a um animal que não seja puro.
Então, o argentino, "muy chateado da vida", aceitou dormir no curral.
Após uns 30 minutos, batem à porta da casa...
Eram o porco e a vaca!

BRIGA DE VIZINHOS
O cara era tão casca-grossa que era odiado por toda vizinhança.
Um dia, ele estava sentado na janela de seu quarto e cutucava o nariz com o dedo. Sua vizinha, destas que perde o vizinho, mas não perde a piada, perguntou:
- Aí, vizinho, limpando o salão, hein? Vai ter baile hoje?
O casca grosa "que perde a vizinha, mas não perde a piada", rebateu:
- Não vai se assanhando não, que piranha não entra.
A vizinha, revoltada, não perde a chance de provocar uma contenda, tratou logo de ameaçar:
- Seu grosso, estúpido! Vou contar para meu pai, viu?
O cara não perde a pose e retruca:
- Num adianta não, que viado também não entra!

HABLAS ESPAÑOL?
Todo mundo acha que o Espanhol é uma língua fácil, que dá para entendê-la, embora nunca a tenham estudado.
Vamos testar, então, como você se sairá?
Traduza a frase abaixo:
- Allá viene un tarado pelado, con su saco en las manos, corriendo atrás de la buseta.
Traduziu? Tens certeza?
Muito bem, veja como anda seu espanhol…
A tradução da frase é:
- Lá vem um tonto careca, com seu paletó nas mãos, correndo atrás do micro-ônibus.
E aí, errou feio, foi?
Além de não saber espanhol, só pensa besteira, né?

AULA DE LATIM
Se você tem menos de 60 anos, provavelmente nunca estudou Latim. Mas seus pais (ou avós), com certeza, estudaram!
O Latim é a língua-mãe da nossa velha e querida língua portuguesa. Portanto, quem aprendeu o Latim, é um craque em português!
De qualquer forma, vejamos se você será capaz de traduzir a seguinte frase, escrita em Latim:
- Ademus ad montem fodere putas cum porribus nostrus.
Traduziu? Tens certeza?
Muito bem, veja como anda seu Latim, porque a tradução da frase é:
- Vamos à montanha plantar batatas com as nossas enxadas.

O TELEGRAMA
Paulo, um matuto metido a sabido e “rabo-de-saia” de primeira, viajou para a capital com a finalidade de fazer compras.
Chegando na metrópole, procurou de imediato fazer aquilo que mais gosta : raparigar!
A coisa tava tão boa que ele resolveu esticar a sua permanência na cidade. Para justificar, mandou um telegrama para a sua mulher:
- Chiquinha, querida, vou precisar demorar mais uns três dias para terminar de fazer as compras. Beijos, Paulo.
Francisca, cansada das estripulias do marido, respondeu:
- Paulinho, amor, fique o tempo que for necessário; o que você está comprando aí, eu estou dando de graça por aqui. Beijos da sua Chiquinha.

O VELHINHO EMPREENDEDOR
Duas garotas muito gostosas e bonitas, verdadeiros aviões, vestindo minúsculos shorts, deixando à mostras suas coxas bem torneadas, resolveram sacanear um velhinho de 80 anos, que estava sentadinho no seu cantinho...
Aproximaram-se dele e uma delas perguntou :
- Oi, vovô simpático, tudo bem? O que você faria com duas  garotas tão gostosas quanto nós duas? 
E o velhinho prontamente respondeu:
- Com vocês duas? Nada, minhas filhas...
E, diante do riso cínico das garotas, completou:
- Mas, com 4 ou 5 de vocês, abriria um puteiro...