sexta-feira, 27 de abril de 2012

TORCIDAS ORGANIZADAS

Texto de Rubens Mário
  PROFESSOR E ADMINISTRADOR DE EMPRESAS

No último sábado, antes, durante e depois do clássico CRBxCSA, foram reacendidos todos os problemas que há anos vêm causando, as chamadas, equivocadamente, “torcidas organizadas”: “Mancha azul” e “Comando vermelho” - a última, após várias interpelações do Ministério Público Estadual, simplesmente, mudou a sua razão social para: “Comando alvirrubro”. Como já era esperado e temido por todos, principalmente, pasmem! Pelas pessoas que não são adeptas do futebol, os “espetáculos” de selvageria mais uma vez se consumaram.
Num primeiro momento, pode até parecer estranho afirmarmos que as maiores vítimas foram pessoas alheias ao evento esportivo, mas, apesar das autoridades, infelizmente, ainda não terem diagnosticado, as arruaças são perpetradas fora do estádio, afinal, no interior do mesmo, a fiscalização é, até certo ponto, exagerada. Dentro do estádio, os maus elementos não têm às suas disposições, quaisquer tipos de armas, dispostas, facilmente, quando saem transtornados às ruas após o final do jogo; aí, ficam evidentes dois fatos: primeiro, a proibição da venda de cervejas dentro do Trapichão, não surte tantos efeitos; segundo, o objetivo das gangues não é o resultado do jogo, pois, as desordens são feitas, independente do time da cor da facção, ganhar ou perder. Fica bastante claro que os meliantes já saem das suas sedes devidamente entorpecidos e, lá dentro, conseguem usar mais drogas livremente - é óbvio que o  sujeito com um copão de cerveja fica bem mais visível que um outro com um cigarro de maconha, por exemplo.
Ao longo dos anos, quando dos  embates dos meliantes com os órgãos governamentais responsáveis pela segurança, temos observado, apenas, medidas empíricas e paliativas,  geralmente, desvinculadas de racionalidades; apenas, determinações impróprias, que servem, tão somente, para acirrar os ânimos das três partes envolvidas nos terríveis e descabidos conflitos; quando as duas facções e a policia militar se defrontam – em  algumas vezes, na entrada do estádio - também pela ausência de um melhor preparo de alguns policiais, os papéis se invertem, e as três entidades acabam se confundindo. Nesse último clássico, tomaram a equivocada decisão de proibir a entrada dos baderneiros com suas respectivas indumentárias! O resultado mais uma vez, foi desastroso! Daí, diante da inconstitucional “Lei do cacete”, utilizada por alguns maus policiais, o “justo acabou pagando pelo pecador”, já que, nesse momento, ninguém estava identificado! Logo, sobrou bordoada, balas de borracha e Spray de pimenta para “gregos e troianos”.
Qualquer cidadão, mesmo os desprovidos de uma inteligência elementar, sabe que as badernas em dias de grandes jogos, são realizadas fora do estádio e são perpetradas por elementos de várias idades, inclusive menores, aficionados das duas facções. Logo, o problema nasce bem longe do local do jogo, e, consequentemente, todas essas medidas e ações enérgicas no estádio, tornam-se sempre inconsistentes.
Enquanto não conseguirmos compreender que nenhum problema, principalmente, social, nasce e se prolifera do nada, teremos cada vez mais dificuldades para combatê-lo com eficácia. É praticamente impossível se tomar uma decisão, e depois se obter a resolução esperada, quando o problema já está estabelecido e, logicamente, os ânimos, tanto dos causadores, quanto dos combatentes, estão exaltados. Temos que entender que tomada de decisão e resolução de problemas são processos ligeiramente diferentes, mas que não podem ser dissociados.  A grande verdade, é que, quando não cuidamos da prevenção, não temos outro remédio no futuro, senão, a terrível e, invariavelmente, danosa repressão.
É fulcral esclarecermos que as genuínas torcidas organizadas devem fazer parte da beleza do espetáculo, com suas bandeiras, charangas, orquestras e seus cânticos de paixão ao seu clube; aliás, ainda temos esses tipos de grupos sociais, à exemplo da "CRB Chopp", ou da “Azulcrinante”, compostos por pessoas decentes e que, acima de tudo, se toleram e se respeitam.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O ATIRADOR DE ELITE

Texto de Aloisio Guimarães

Em 2005 foi realizado um plebiscito para decidir sobre a comercialização de armas de fogo em todo o país. Foi a denominada "Campanha do Desarmamento".
Mesmo de uma família pacífica, sem inimigos, acredito que todos os homens da família, exceto eu, votaram favoráveis à comercialização de armas. Confesso que fiquei muito surpreso, tanto que, no auge da campanha, indaguei a um dos meus sobrinhos:
- Cara, você não tem coragem nem de matar uma barata! Por que peste vai votar favorável à venda de armas de fogo?
Ele respondeu:
- Tio, eu estou defendendo o meu direito. O direito de um dia possuir uma arma. O governo tem que desarmar o bandido e não o homem de bem!
Apesar de ser meu sobrinho, era uma justificativa digna de um perfeito babaca! O direito que ele defendeu para si (e consegui!) é o mesmo direito dado ao marginal, ao psicopata... Contudo, com uma diferença muito significativa: por sua formação e índole pacífica, ele nunca irá comprar nem usar arma nenhuma!
Por outro lado, desde quando é que "um homem de bem" precisa comprar arma ou andar armado?  "Para se defender" é um argumento muito pobre! O homem de bem jamais vai saber manusear uma arma quanto mais andar armado; neste caso, quem corre perigo é ele mesmo!
O resultado final do plebiscito em todo o Brasil foi semelhante ao que acontecia na minha família: venceu, folgadamente, a comercialização de armas!
É muito fácil verificar que, em qualquer cidade do país, após o resultado desse plebiscito, cresceu rapidamente o número de assaltos à mão armada. Até parece que a bandidagem viu no resultado do plebiscito uma espécie de "liberou geral"!
Aparentemente, ficou muito fácil comprar uma arma, muito mais do que antes! Pelo que podemos tirar dos noticiários policiais, parece até que todo mundo está andando!
Outro dia, no meu bairro, um cidadão discutiu com seu genro, foi na esquina (na esquina mesmo!), comprou um revólver, voltou para casa e matou o genro!
- Quem perdeu com o resultado do plebiscito?
Perdeu a paz, a segurança, a vida...
Hoje, quando saímos de casa, rezamos para não sermos assaltados. E, quando somos assaltados, temos que implorar a um "vagabundo qualquer" pela nossa vida!
Votei pelo desarmamento baseado na "lei da oferta e procura": com a proibição da venda de armas, a quantidade delas em circulação ia cair drasticamente. Os preços subiriam, uma vez que somente seriam encontradas no chamado mercado negro.
- Acabaria com a compra e venda de armas?
Claro que não! As quadrilhas de assaltantes de bancos e os traficantes continuariam comprando armas, como sempre fizeram, custassem quanto custassem.
- Qual então o resultado prático para o cidadão comum?
Muito simples: aquele “ladrãozinho vagabundo”, que assalta (e mata!) os nossos filhos, para roubar, por exemplo, a porcaria de um celular ou um par de tênis, não ia mais ter condições de comprar um revólver!  Nossos filhos continuariam a ser assaltados ou roubados, mas as chances deles serem assassinados seriam bem menores...
Acredito que o povo está colhendo aquilo que plantou!
Tenho a certeza de que dezenas de pessoas que votaram favoráveis, hoje estão arrependidas...
Quanto a mim, eu ando armado:
- A minha arma é, e sempre foi, Deus!

terça-feira, 24 de abril de 2012

NOTA DE FALECIMENTO

Texto de Aloisio Guimarães

21 de Abril: Dia de Tiradentes.
22 de Abril: Dia do Descobrimento do Brasil
Estas duas datas das mais importantes da nossa história - sábado e domingo passados - acabam de “passar em branco”!
- Quantos sites, blogs, noticiário de televisão e jornais, lembraram ao povo brasileiro que datas eram e quais os seus significados?  Quase nenhum!
- Quantos brasileiros sabem quem foi Joaquim José da Silva Xavier?  Popularmente falando: "meia dúzia"!  O nosso maior herói, aquele que foi morto e esquartejado em defesa do Brasil, hoje é um “joão-ninguém”, um ilustre desconhecido!
Em qualquer país do mundo, seus heróis são cultivados e homenageados; aqui, esquecidos...
- Quantos brasileiros se lembraram de que o dia 22 de abril foi o aniversário do descobrimento do nosso país?  Quase ninguém!
- Quantos sabem dizer quem foi Pedro Álvares Cabral? Poucos.
- Que Nação é esta, que não tem heróis? Que não tem memória? Que assiste calada a mutilação de seu hino, tocado apenas pela metade, nos eventos esportivos?
A tudo Isso eu chamo de falta de civismo e de patriotismo.
Até mesmo Trancredo Neves, festejado como aquele que sepultou a ditadura, derrotando Maluf (representante da direita) no Colégio Eleitoral, foi esquecido; esqueceram a data da sua morte!
E esses mesmo "patriotas" distribuem dezenas de e-mails, criticando o Pedro Bial, quando chama os participantes do “educativo” programa Big Brother de “NOSSOS HERÓIS”?
Não estou defendendo o programa e nem o seu apresentador. Estou reclamando é da falta de coerência dos que o criticam: metem o pau nos "heróis do Pedro Bial", mas esquecem de reverenciar os seus!
A Memória do Brasil morreu, sem direto a missa de sétimo dia...

ISSO É QUE É GRATIDÃO!

 POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
 
Debbie Stevens, de 47 anos, decidiu doar um rim para a sua chefe Jackie Brucia (foto ao lado). na Automotive Group,  Flórida.
Até aí tudo bem... Acontece que dias depois, logo após a recuperação da sua chefe, a doadora foi demitida do emprego!
Entrevistada pelo New York posto, Debbie declarou:
- Eu decidi me tornar uma doadora para a minha chefe, e ela destruiu o meu coração(...) Eu não queria que ela morresse. Senti como se estivesse dando a ela vida de volta!
Na verdade, a sua chefe não recebeu diretamente o rim dela porque era incompatível. Mesmo assim, o seu rim foi de fundamental importância, funcionando como "moeda de troca": o rim de Debbie foi para um paciente em Saint Louis (Missouri) e, em troca, a chefe recebeu um rim de doador de São Francisco (Califórnia).
Após a operação, mesmo sentindo dores em função da cirurgia, Debbie voltou ao trabalho antes da licença expirar ao passo que a sua chefe, ficou em casa, se recuperando do transplante.
Quando a chefe reassumiu as funções, a vida de Debbie virou um inferno, sendo humilhada publicamente pela Jackie, ao menor sinal de erro no trabalho. O ponto culminante da história foi a sua demissão sumária, pela Jackie, por faltar 3 dias ao trabalho, por motivo de doença.
Debbie está processando a empresa.

domingo, 22 de abril de 2012

O GRANDE FILÓSOFO

Texto de Aloisio Guimarães

Nos ano 70, tempo da ditadura militar, ainda estudante jovem no saudoso Colégio Estadual Humberto Mendes de Palmeira dos Índios, pensava em ser Filósofo.
Nesta época era comum que jovens estudantes, influenciados pela "onda vermelha" que começa a tomar corpo, além de querer passar a imagem de "politizados", acharem chique a demonstração pública de conhecerem o pensamento dos grandes filósofos: Max, Sócrates, Platão, Tomás de Aquino, Voltaire, Rousseau, Marx, Nietzsche...
O meu pai, que Deus o tenha, era um verdadeiro “casca grossa”. E como todo pai queria ter um filho "doutor", ele não gostou nada da minha intenção.
Certo dia ele me chamou e me fez desistir dos meus sonhos com um argumento curto e grosso:
- Meu filho, se você quer morrer de fome, se forme em Filosofia. A única coisa "boa" que vai acontecer é que você vai passar o resto da sua vida tentando descobrir se "penico de barro enferruja ou não". Garanto-lhe que você "vai ganhar um dinheirão" quando encontrar a resposta para este grande enigma da humanidade!
Tendo ouvido tal argumento, desisti no ato. Fui ser engenheiro...
Hoje, dou a mão à palmatória:
- Ainda não descobri se penico de barro enferruja ou não!

sábado, 21 de abril de 2012

SESSÃO DAS DEZ

Texto de Aloisio Guimarães

Novamente, sem ter nada melhor para fazer, resolvi vasculhar e conhecer o badaladíssimo YouTube, motivado pelos constantes alardes da mídia de que “- O vídeo de Fulano foi baixado 2.000.000 vezes esta semana!” ou ainda que “- O vídeo de Beltrano é a mais nova sensação do YouTube”...
Mais uma vez, vou recorrer ao matuto nordestino:
- Fiquei beje!
São milhões e milhões de vídeos! Porém, a grande maioria deles são vídeos caseiros, mal feitos, idiotas, repetitivos, de péssimo gosto... Eu acho que, “peneirando”, apenas uns 20% deles é aproveitável. O resto é lixo, mas é lixo mesmo!
Ao contrário das famosas “Comunidades do Orkut", é possível sim, que a divulgação de um vídeo existente no Youtube seja quase que instantânea. Basta que alguém o coloque no site e o divulgue ou então que alguém o tenha assistido, por acaso ou propositalmente, e encaminhá-lo para amigos. Todos nós sabemos que a propagação de qualquer coisa na internet é exponencial. Postado aqui, em poucos minutos, tem alguém no Japão que o assistiu!
O YouTube é um site/serviço de grande utilidade, mas acho que não está sendo aproveitado de forma adequada. Entendo que deveria ocorrer uma filtragem nas postagens dos vídeos.
Não estou falando em censura. Deus me livre!
Apenas defendo a criação de qualquer um mecanismo capaz de minimizar, principalmente, a repetição, dezenas de vezes, de um mesmo vídeo. Com isso, tornar mais ágil encontrarmos aquilo que procuramos. Como o site é aberto a todos, pelo grande número de repetições, chega a ser cansativo a busca de algo interessante.
Agora, cá pra nós:
- No meio de milhões e milhões de vídeos é mais fácil alguém ganhar na Loteria Federal do que ter um vídeo “descoberto” por acaso?
É inacreditável como, do nada, alguém fica famoso porque “descobriram ao acaso” um vídeo dele no YouTube, cantando ou fazendo gracinha ou palhaçada!
Como eu não acredito em Papai Noel, duvido que esse fulano não tenha provocado ser “descoberto”, isto é, que ele mesmo não tenha encaminhado o vídeo para amigos...
O que se vê é muita bobagem junta! É muita gente, de todas as idades, se expondo ao ridículo, querendo ficar famoso a qualquer preço!
E quase todos os programas de auditório da televisão começam a passar muitas destas porcarias que colocam no YouTube!
Uma coisa fica provada: o humor e gosto do brasileiro são muito pobres.
Até a próxima sessão...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

ATENÇÃO, MOTORISTAS!

Texto de Aloisio Guimarães

Da próxima vez que você for entrar num posto de combustível para abastecer, fique atento ao painel do seu carro.
Nele, como em qualquer outro carro, há uma indicação exata, muito sutil, que lhe revela qual o lado do carro que vai receber o combustível:
- Veja que existe o desenho de uma bomba de gasolina, perto da letra E (empty) do marcador de combustível  do seu carro. Repare que essa bomba tem uma mangueira desenhada:
- O seu carro será abastecido do lado do motorista quando a mangueira da bomba estiver do lado esquerdo da bomba, ou seja, do lado do motorista.
- O seu carro será abastecido do lado do passageiro quando a mangueira da bomba estiver do lado direito da bomba, ou seja, do lado do passageiro.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

POR ONDE ANDARÁ PAPAI?

Texto de Aloisio Guimarães

Uma mulher, de 28 anos, publicou um pequeno anúncio no site "Craigslist" na tentativa de encontrar o pai do seu futuro filho, gerado na prática de “sexo casual”, num dos banheiros, durante o show da banda Motörhead, em Chicago.
No anúncio, ela se descreve como a moça de cabelo azul, vestido com meias arrastão e botas de motoqueiro. O homem tinha um moicano vermelho, piercings, uma língua de "víbora" e tatuagens de pentagrama. Em seguida, ela relata detalhes “calientes” do que aconteceu no reservado, como o pênis bem dotado do rapaz e que ele tapou a sua boca para que ela não fizesse muito barulho.
A notícia se espalhou rapidamente e virou febre na internet. Ainda não se sabe se o futuro papai metaleiro já soube.
Se você foi a este show, quem sabe...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O GARANHÃO DE 82 FILHOS

Texto de Aloisio Guimarães

Ed Houben, um cidadão holandês de 42 anos, afirma que é doador profissional de esperma e que já tem 82 filhos em diversos países.
Ele é o que pode ser chamado de “personal father”.
Trabalha por conta própria, vive disso e, com orgulho, afirma que a taxa de sucesso do seu trabalho é de 80%. O seu trabalho se realiza por meio de recipientes apropriados para a colheita do material e, em alguns casos, ele executa as suas tarefas "de corpo presente”, caso seja de interesse da mulher, o que torna o seu trabalho também uma diversão!
A prática do "trabalho de corpo presente” só começou em 2004, quando um casal o procurou e o marido queria que o filho fosse concebido com “intimidade e emoção”. Ele afirma que foi neste caso que ele perdeu a virgindade, e isso somente aos 34 anos e após já ter vários filhos!
Além das mulheres heterossexuais, ele atende a muitos casais de lésbicas, principalmente alemãs, que fogem das duras regras naquele país.
Apesar de não ser ilegal do ponto de vista biológico, os cientistas afirmam que é uma temeridade, pois torna muito alto o risco de que dois irmãos venham a ter relações sexuais sem que saibam do parentesco entre eles, porque os filhos de  consanguíneos têm maior probabilidade de apresentarem problemas genéticos.

NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS

Texto de Aloisio Guimarães

Quando criança, em Palmeira dos Índios, não perdia as matinês do Cine Palácio (de propriedade de Itamar Malta), principalmente quando eram filmes do gênero “bang-bang”: "A Árvore dos enforcados", "Billy The Kid", "Sete homens e um destino", "Duelo ao pôr do sol", "Jesse James", "O dólar furado", "Álamo", "Os brutos também amam", "O homem que matou o facínora"...
São excelentes e inesquecíveis filmes, tanto que alguns deles ainda são procurados e assistidos nos dias atuais!
De todos eles, talvez o maior clássico seja "No Tempo das Diligências", com John Wayne (direção de John Ford). Este filmaço mostra a história de nove pessoas que são obrigadas a embarcar em uma perigosa viagem de diligência, através do território indígena, no estado do Arizona. Cada uma das personagens tem um motivo pessoal que o obriga a realizar a viagem. O filme é repleto de cenas clássicas dos westerns americanos: combates com índios, duelos na cidade...
Excetuando-se os "filmes de índios", como "No Tempo das Diligências", normalmente, os filmes de cowboy tinham sempre o mesmo enredo:
- Um forasteiro que chegava a um lugarejo qualquer, perdido no meio-oeste americano, e terminava livrando-o do domínio do fazendeiro mau-caráter, que expulsava os pequenos colonos de suas terras e delas se apoderava. No final, após a realizar a "limpeza" que fazia na cidade, ele terminava ficando com a mocinha, lógico!
No desenrolar da trama, sempre ocorriam assaltos às diligências e trens; assaltos a bancos; o “Manda-Chuva” da cidade tinha sua casa sempre cercada de capangas; os membros das quadrilhas, vez por outra, resgatavam os seus líderes presos nas cadeias; às vezes, o armazém que abastecia o lugarejo de suprimentos era assaltado...
Tais recordações fazem com que eu lhe pergunte:
- Existe alguma semelhança com os dias atuais?
- Hoje em dia ocorrem assaltos aos meios de transportes (ônibus, vans, táxis...)?
- Será que hoje são registrados assaltos a bancos, loterias, correios...?
- Será que hoje encontramos seguranças armados em portas das casas e das lojas?
- Será que os líderes de gang criminosas de hoje são resgatados por seus comandados?
 - Será que os nossos armazéns (lojas, mercearias, butiques...) estão sendo assaltados?
Se você respondeu "sim" para a maioria das questões acima, então, meu amigo, você está vivendo no Velho Oeste Americano, no ano de 1880!
Quem sabe, daqui a um século, você não estará vivendo no ano 2012?
Ah, antes que eu esqueça:
- Naquele tempo os criminosos eram enforcados!

NOVO MÉTODO ANTICONCEPCIONAL NO AMAPÁ

Texto de Aloisio Guimarães

Um casal da cidade de Serra do Navio, no estado do Amapá, ficou estupefato ao receber o receituário do Dr. Olivença Rebelo Junior, que receitou "a prática do sexo anal" como meio de conter as gestações indesejadas.
O casal tem renda mensal é de um salário mínimo e possui cinco filhos. Ambos, de 23 anos, ficaram revoltados com a indicação clínica e denunciaram o doutor sodomita ao Conselho Regional de Medicina.
Os postos de saúde de Serra do Navio não possuem métodos anticoncepcionais para distribuição por orientação do prefeito, que é católico fundamentalista e crê que somente os métodos naturais devam ser utilizados.
O prefeito da cidade, Botelho Manasais, afirma:
- Camisinha é coisa do inimigo. O negócio é jogar descalço.
O Dr. Olivença não nega o receituário e justifica dizendo que:
- Este povo não devia nem fazer sexo; devia ter responsabilidade. Não sabe gozar fora que gozem na bunda.
O CRM estuda a possibilidade de caçar o registro profissional do médico sodomita e indenizar a família.
O marido disse que até gostou da sugestão médica, no entanto sua esposa ficou revoltada e disse que:
- Sexo por trás é coisa do satanás!
O advogado da família exige a cassação do registro profissional do Dr. Olivença e uma indenização por danos morais no valor de R$ 900,00.
FONTE: Jornal de Amapá - 08/04/2012 - página 33.

terça-feira, 10 de abril de 2012

SOCORRO, EU QUERO SER MULTADO!

Texto de Aloisio Guimarães

Moro em Alagoas, estado que tem as mais belas praias do Brasil: "Ponta Verde", "Pajuçara", "Paripueira", "Sonho Verde", "Francês", "Praia do Gunga", "Maragogi", "Japaratinga", "Praia do Peba", "Barra de São Miguel"...
Por conta dessa fama, toda a nossa orla é frequentada, diariamente, por milhares de turistas e nativos.
Até aí, tudo bem...
Acontece que em alguns finais de semana, principalmente nos "feriadões", dias de maior movimentação de veículos nas rodovias, com destino ao litoral do estado, as “lombadas eletrônicas” são desligadas, sob a desculpa de que "é para evitar congestionamentos"!
- Como é que é mesmo? Evitar congestionamentos?
- Quer dizer que gastam milhares de reais do nosso dinheiro, instalando esses equipamentos para disciplinar e limitar a velocidade dos carros daqueles motoristas que não respeitam a vida humana e, justamente nos dias que deveriam funcionar, são desativadas?
E esse "privilégio" não é exclusivo apenas dos alagoanos. Basta ir ao vizinho estado de Pernambuco, que acontece a mesma coisa!
Se isso não bastasse, a chamada “Lei Seca” ninguém já está respeitando muito, o que aumenta substancialmente as chances de que acidentes venham a ocorrer, principalmente nas rodovias litorâneas! É notória a grande quantidade de motoristas que dirigem após beberem álcool!
“Oficialmente” é o mesmo que dizer aos motoristas imprudentes e irresponsáveis:
- Estão liberados! Corram, matem ou morram, porque o tráfego não pode parar!
É o fim da picada!
Para os responsáveis (ou seriam irresponsáveis?), o desconforto de um congestionamento ou a lentidão do tráfego de veículos tem que ser evitado a todo custo, mesmo que isto coloque em risco vidas humanas e se tenha gasto milhares de reais com instalações de dispositivos controladores de velocidade!
Acho que além de velho, sou burro... Não me sai da cabeça a ideia de que nesses dias é que a fiscalização deveria ser intensificada porque a vida humana está em primeiro lugar!
E por ser burro, imploro:
- Por favor, quando eu for passar, liguem a lombada e me multem se cometer excesso de velocidade! Não quero perder o costume de respeitar a vida humana!
Espero que não seja preciso que um parente seu morra, vítima de um motorista imprudente ou “bebum”, para que você me dê razão!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

LA VIOLETERA

Texto de Aloisio Guimarães

Os mais novos nunca ouviram falar nela, mas os seus pais e avós, com certeza: Sarita Montiel!
- Quem foi Sarita Montiel?
- Espanhola, cantora e atriz, de beleza marcante, foi musa e admirada por milhares de homens, mundo afora, durante a década de 60.
O seu sucesso na Espanha foi enorme, fazendo com que fosse convidada para ir trabalhar em Hollywood, contracenando com os astros mais populares da época.
O seu maior sucesso foi o filme La Violetera. Um dramalhão, mas um filmaço!
No filme, ela é Soledad - uma moça pobre, que vende, cantando, violetas, na porta do teatro de Madrid. Sua voz chama a atenção de Fernando, nascendo uma forte paixão entre eles. Escandalizando a alta sociedade, Fernando instala Soledad em um apartamento e anuncia seu noivado com a moça, mas, após a morte do irmão, ele termina o romance. Só e abandonada, ela começa uma carreira vitoriosa de cantora e, apesar de casados com outras pessoas, eles nunca conseguem esquecer um do outro, até que uma tragédia os coloca frente a frente novamente.
A música do filme, também chamada La Violetera, foi um enorme sucesso no mundo todo, tornando Sarita Montiel eternizada com o apelido de “La Violetera”!
Se compararmos as épocas (não existia nenhuma influência da internet, televisão, revistas, quase que diárias), este filme fez mais sucesso de público do que Titanic, Harry Potter, Jurassic Park, Avatar...
Nos anos 80, não lembro a data, Sarita Montiel (já madura, é verdade) fez uma turnê pelo Brasil e esteve em Maceió.
Claro que fui!
O Teatro Deodoro lotado... Ela começa cantar La Violetera, desce do palco para a plateia e termina a música sentada no meu colo, abraçada ao meu pescoço!
Inesquecível!

sábado, 7 de abril de 2012

DE MÃE PARA MÃE

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Teoricamente, trata-se de uma Carta Aberta remetida por uma mãe a um dos jornais de São Paulo, após mais uma rebelião na FEBEM.
De mãe para mãe,
Hoje vi seu enérgico protesto, diante das câmeras de televisão, contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM, em São Paulo, para outra dependência da FEBEM, no interior do Estado.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência.
Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que, não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação, contam com o apoio de comissões, pastorais, órgãos e entidades de defesa de direitos humanos.
Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro: enorme é a distância que me separa do meu filho. Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo. Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos, porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família.
Felizmente, conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, um importante papel de amigo e conselheiro espiritual.
Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou, estupidamente, num assalto a uma videolocadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia, para pagar os estudos à noite.
No próximo domingo, quando você estiver se abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo...
Ah, ia me esquecendo! Mesmo eu também ganhando pouco e sustentando a casa, você pode ficar tranquila, viu? Que eu estarei pagando, de novo, o colchão que seu querido filho queimou na última rebelião da FEBEM!
 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

CAMPUS UNIVERSITÁRIO

Texto de Aloisio Guimarães

Todos os meios de comunicações noticiaram a invasão de presos, em fuga da penitenciária, no Campus da Universidade Federal de Alagoas - UFAL, na cidade de Arapiraca.
Não conheço os demais. Coincidentemente, os Campus da UFAL em Maceió e Arapiraca, as maiores cidades alagoanas, ficam vizinhos a penitenciárias.
- Por que será?
Se existem culpados, são todos aqueles que permitiram e/ou autorizaram tal situação.
Em Arapiraca, o culpado é quem permitiu a construção do Campus no local aonde ele está edificado, uma vez que o presídio já existia. Em Maceió, é o oposto: a Cidade Universitária da UFAL é anterior à construção do grande complexo prisional que hoje a circunda.
Todas as duas situações são perigosas. Mas, se fizermos um comparativo, a meu ver, o caso de Maceió é infinitamente mais grave do que o de Arapiraca.
Na cidade de Arapiraca, popularmente falando, “só vai lá quem tem negócio”, uma vez que o Campus fica distante da cidade, às margens da rodovia AL-115, que liga as cidades de Arapiraca e Palmeira dos Índios, passando por Igaci. Em Maceió, é justamente o contrário: "entra todo mundo", decorrente da sua localização, da falta de isolamento externo eficaz e da facilidade de acesso de pedestres ao seu interior.
A Cidade Universitária de Maceió, além de está localizada próxima ao grande complexo prisional do estado (Baldomero Cavalcante, Cadeião, Rubens Quintela...) - onde antes só havia o Presídio São Leonardo - é vizinha a vários conjuntos habitacionais populosos, sendo, dia e noite, livre via de passagem e circulação de centenas de pessoas residentes na área. Na situação atual, inexiste qualquer controle de quem nele entra ou sai, quer seja a pé ou de bicicletas. O que se vê é apenas um tímido controle da entrada e saída de veículos. Com acesso livre, cheia de árvores e mal iluminada, ela é, principalmente à noite, uma arapuca para todos que ali estudam e trabalham, estando sujeitos a todo tipo de sorte.
A universidade tem que servir a população, mas não dessa forma.
Entendo que o Campus Universitário é, antes de tudo, um local de estudo e pesquisa. Sendo assim, diante do alto índice de violência no país e de fatos desagradáveis acontecidos nos campus de outros estados - e que já começam a acontecer por aqui - defendo o isolamento completo dos nossos Campus.
- Que tal começar pela construção de um muro, em todo o seu entorno, dificultando o acesso de quem não é estudante, professor ou funcionário?
- Será que serão necessários dezenas de, roubos, assaltos, estupros, invasões... Para que se pense em medidas preventivas?
Que os responsáveis, cujos salários são pagos por nós, tirem a bunda da cadeira, saiam do conforto do ar condicionado dos seus gabinetes e cumpram o seu papel.
JÁ!