terça-feira, 30 de outubro de 2012

O PARTO, A PRÓSTATA E A VINGANÇA

Texto de Luiz F Veríssimo

Ela com 19 e eu com 20 anos de idade...
Lua de mel, viagens, prestações da casa própria e o primeiro bebê, tudo uma beleza.
Anos oitenta, a moda na época era ter uma filmadora do Paraguai. Sempre tinha ou tem um vizinho ou mesmo amigo contrabandista disposto a trazer aquela muambinha por um precinho muito bom!
Hora do parto, ela tinha muita vergonha, mas eu, teimoso, desejava muito eternizar aquele momento. Invadi a sala de parto com a câmera no ombro e chorei enquanto filmava o parto do meu primeiro filho.
- Não, amor! Que vergonha!
Todo mundo que chegava lá em casa era obrigado a assistir ao filme. Perdi a conta de quantas cópias eu fiz do parto e distribuí entre amigos, parentes e parentes dos amigos. Meu filho e minha esposa eram os meus orgulho e tesouro. Três anos se passaram...  Aí, nova gravidez, novo parto, nova filmagem, nova crise de choro, tudo como antes. Como ela "categoricamente" me disse que não queria que eu a filmasse dessa vez, sem ela esperar, invadi a sala de parto e mais uma vez com a câmera ao ombro cumpri o mesmo ritual.
As pessoas que me conhecem sabem que em mim havia naquele momento apenas o amor de pai e marido apaixonado nesse ato. O fato de fazer diversas cópias da fita era apenas uma demonstração de meu orgulho.
Agora, eu com 50 ela com 49...
Nada que se comparasse ao fato de ela, nessa semana, num instinto de vingança, invadisse a sala do meu urologista, com a câmera ao ombro, filmando o meu exame de próstata.
Eu lá, com as pernas naquelas malditas perneiras, o cara com um dedo (ele jura que era só um!) quase na minha garganta e minha mulher gritando:
- Ah, doutor, que maravilha! Vou fazer duas mil cópias dessa fita! Semana que vem estou enviando uma para o senhor!
Meus olhos saindo da órbita fuzilaram aquela cachorra, mas a dor era tanta que não conseguia nem falar. O miserável do médico, para se exibir, girou o dedão!!! Ah! Eu na hora vi o teto a dois centímetros do meu nariz. E a minha mulher continuou a gritar, como se fosse um diretor de cinema:
- Isso, doutor! Agora gire de novo, mais devagar dessa vez. Vou dar um close agora...
Na hora alcancei um sapato no chão e joguei na maldita.
Agora, amigos, estou escrevendo este e-mail pedindo aos amigos, parentes e outro mais que se receberem uma cópia do filme, que o enviem de volta para mim. Eu pago a taxa de reembolso.
 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

DIA DO FUNCIONÁRIO PÚBLICO

Texto de Aloisio Guimarães

Ontem foi o Dia do Funcionário Público.
Será que é mesmo um dia para ser comemorado?
Desde que me entendo por gente, o funcionalismo público, de qualquer esfera (federal, estadual ou municipal) somente tem o reconhecimento do seu trabalho, e valor, no período pré-eleitoral, quando todos os candidatos, sem exceção, pregam a valorização dos funcionários públicos, dizendo que vão ser seus parceiros na administração, que vão capacitá-los, que vão corrigir distorções salariais...
Eleitos, passam a enxergar no servidor público um preguiçoso, que vive faltando ao trabalho, que atende pessimamente a população, que ganha muito e não trabalha... Do dia para a noite, o funcionário público passa a ser o vilão da máquina pública! Não nego, infelizmente, que muitos agem desta forma, contribuindo para a péssima imagem da categoria, mas a grande maioria é de pessoas honestas, trabalhadoras e abnegadas!
Ao menor sintoma de dificuldade financeira, os governantes falam logo em “apertar o cinto”, em “fazer o dever de casa”, em “reforma administrativa”, em extinguir cargos e funções... Tudo isso para justificar a negativa de aumento de salário e quaisquer demissões que pretendam determinar. Sem piedade, nessas horas, eles enxergam o trabalhador apenas como número e não como um ser humano.
A Lei de Responsabilidade Fiscal é o instrumento legal justificador para negar direitos do trabalhador e usada também para justificar o não cumprimento das promessas eleitoreiras.
Mas uma coisa eles não justificam: a necessidade de milhares de cargos comissionados existentes na administração direta e indireta, onde a maioria é desnecessária e ocupada por "cabo eleitoral". A existência destes cargos consome milhões de reais do erário, dinheiro que poderia, além de melhorar os salários dos funcionários públicos efetivos, ser aplicado em escolas, saúde, educação e segurança.
E não esqueçamos que o Brasil é governado pelo "Partido dos Trabalhadores", imagina se fosse pelo "Partido dos Patrões"!
No fundo, a culpa é mesmo do funcionalismo, que acredita nos mesmos!
Espero um dia poder comemorar...

sábado, 27 de outubro de 2012

O TIO HENRY

Texto de Aloisio Guimarães

De vez em quando, surge mundo afora o relato de alguém que tem muitos anos de vida e a sua receita para alcançar a longevidade.

O exemplo que será mostrado hoje foi enviado pelo engenheiro e professor Audemaro Araújo, "mestre e expoente singular das matemáticas alagoanas".

O texto serve para provar que nem sempre as receitas balanceadas, com alimentos light e/ou diet, são obrigatórias para uma vida saudável e duradoura.

Isto posto, vamos ao nosso herói:

Henry Allingham é um britânico que nasceu em Londres em 1896, quando ainda quem reinava era a Rainha Vitória, mãe da Rainha Elizabeth. Como dizem os matutos da Serra do Candará, zona rural de Palmeira dos Índios, ele nasceu no "tempo do ronca"!

Mas como ninguém é eterno, o velho Henry morreu em 18 de julho de 2009, portanto com 113 anos.

Quando jovem, ele lutou na I Guerra Mundial, atuando no primeiro esquadrão da Royal Air Force - RAF, força aérea britânica, tendo participado das batalhas de Yopres e Jutlândia. Ele foi o último membro deste esquadrão a falecer.

Durante entrevista, respondendo à pergunta padrão sobre a sua receita de longa vida, o velho Henry disse que viveu seus 113 aninhos à base de cigarros, uísque, cerveja e muitas mulheres fogosas. Agora, prestem muita atenção: segundo ele, "o grande segredo foi não ter repetido mulher durante uma mesma semana"!

Em outras palavras, ele viveu intensamente na maior esbórnia!

Pense num cabra macho! Pensou? Esse cara foi o Henry!

- E você, amigão? Comendo salada de soja, bebendo água feito um filho da puta, cheio dos regimes, preocupado com colesterol, triglicerídeos, ferrentina, pressão alta, bursite, dormindo cedo, caminhando como um desgraçado, malhando feito louco, suando "mais do que pano de cuscuz", se queixando de dor nas pernas, nas juntas... E tudo isso para comer a mesma mulher?

Para com isso, cara!
 
Deixa de brincadeira, siga o exemplo do "tio" Henry!
 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O PROFESSOR ATEU

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Um dia, na sala de aula, o professor de matemática estava explicando a teoria da evolução aos alunos.

Num determinado instante ele perguntou a um dos seus alunos:

- Tomás, estás vendo a árvore lá fora?

- Sim - respondeu o menino.

O Professor voltou a perguntar:

- Estás vendo a grama?

E o menino respondeu prontamente:

- Sim.

Então, o professor mandou Tomás sair da sala e lhe disse para olhar pra cima e ver se ele enxergava o céu. Quando Tomás voltou, disse:

- Sim, professor, eu vi o céu.

- Viste Deus? - perguntou o professor.

O menino respondeu que não. O professor, olhando para os demais alunos disse :

- É disso que eu estou falando! Tomás não pode ver Deus, porque Deus não está ali! Podemos concluir, então, que Deus não existe.

Nesse momento, Pedrinho se levantou e pediu permissão ao professor para fazer mais algumas perguntas a Tomás.

- Tomás, estás vendo a grama lá fora?

- Sim.

- Estás vendo as árvores?

- Sim.

- Estás vendo o professor?

- Sim.

- Tomás, estás vendo o cérebro dele?

- Não... - disse Tomás.

Pedrinho, então, dirigindo-se aos seus colegas de turma, disse:

- Meus colegas, de acordo com o que aprendemos na aula hoje, podemos concluir que o nosso professor não tem cérebro!

NÃO ESPERE PRECISAR DE DEUS PARA ACREDITAR NELE!
 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

O SONHO DOS RATOS

Texto de Rubem Alves

Era uma vez um bando de ratos que vivia no buraco do assoalho de uma casa velha. Havia ratos de todos os tipos: grandes e pequenos, pretos e brancos, velhos e jovens, fortes e fracos, da roça e da cidade. Mas ninguém ligava para as diferenças, porque todos estavam irmanados em torno de um sonho comum: um queijo enorme, amarelo, cheiroso, bem pertinho dos seus narizes. Comer o queijo seria a suprema felicidade... Bem pertinho é modo de dizer. Na verdade, o queijo estava imensamente longe, porque entre ele e os ratos estava um gato...
O gato era malvado, tinha dentes afiados e não dormia nunca. Por vezes fingia dormir. Mas bastava que um ratinho mais corajoso se aventurasse para fora do buraco para que o gato desse um pulo e... Era uma vez um ratinho!
Os ratos odiavam o gato. Quanto mais o odiavam, mais irmãos se sentiam. O ódio a um inimigo comum os tornava cúmplices de um mesmo desejo: queriam que o gato morresse ou sonhavam com um cachorro...
Como nada pudessem fazer, reuniram-se para conversar. Faziam discursos, denunciavam o comportamento do gato (não se sabe bem para quem), e chegaram mesmo a escrever livros com a crítica filosófica dos gatos. Diziam que um dia chegaria em que os gatos seriam abolidos e todos seriam iguais.
- Quando se estabelecer a ditadura dos ratos - diziam os camundongos - então todos serão felizes...
- O queijo é grande o bastante para todos - dizia um.
- Socializaremos o queijo - dizia outro.
Todos batiam palmas e cantavam as mesmas canções. Era comovente ver tanta fraternidade. Como seria bonito quando o gato morresse! Sonhavam... Nos seus sonhos comiam o queijo. E, quanto mais o comiam, mais ele crescia. Porque esta é uma das propriedades dos queijos sonhados:  não diminuem; crescem sempre. E marchavam juntos, rabos entrelaçados, gritando:
- Ao queijo, já!
Sem que ninguém pudesse explicar como, o fato é que, ao acordarem, numa bela manhã, o gato tinha sumido.
O queijo continuava lá, mais belo do que nunca. Bastaria dar uns poucos passos para fora do buraco. Olharam cuidadosamente ao redor. Aquilo poderia ser um truque do gato. Mas não era. O gato havia desaparecido mesmo. Chegara o dia glorioso, e dos ratos surgiu um brado retumbante de alegria.
Todos se lançaram ao queijo, irmanados numa fome comum. E foi então que a transformação aconteceu. Bastou a primeira mordida. Compreenderam, repentinamente, que os queijos de verdade são diferentes dos queijos sonhados. Quando comidos, em vez de crescer, diminuem.  Assim, quanto maior o número dos ratos a comer o queijo, menor o naco para cada um.
Os ratos começaram a olhar uns para os outros como se fossem  inimigos. Olharam, cada um para a boca dos outros, para ver quanto do queijo haviam comido. E os olhares se enfureceram. Arreganharam os dentes. Esqueceram-se do gato. Eram seus próprios inimigos. A briga começou. Os mais fortes expulsaram os mais fracos a dentadas. E, ato contínuo, começaram a brigar entre si. Alguns ameaçaram chamar o gato, alegando que só assim se restabeleceria a ordem.
O projeto de socialização do queijo foi aprovado nos seguintes termos: "Qualquer pedaço de queijo poderá ser tomado dos seus proprietários  para ser dado aos ratos magros, desde que este pedaço tenha sido abandonado pelo dono".
Mas como rato algum jamais abandonou um queijo, os ratos magros foram condenados a ficar esperando...
Os ratinhos magros e fracos, de dentro do buraco escuro, não podiam compreender  o que havia acontecido. O mais inexplicável era a transformação que se operara no focinho dos ratos fortes, agora donos do queijo. Tinham todo o jeito do gato, o olhar malvado, os dentes à mostra. Os ratos magros nem mais conseguiam perceber a diferença entre o gato de antes e os ratos de agora.
Os ratos fortes se tornavam cada vez mais fortes. Diziam mentiras para enganar os outros ratos.
Os ratos fracos acreditavam nas mentiras por ignorância ou por medo. Por medo, muitos ratos fracos defendiam os ratos fortes, na esperança ganhar alguma migalha de queijo.
Os ratos fortes criaram impostos. Sempre aumentavam estes impostos. Precisavam arrecadar dinheiro para poder ficar mais fortes e assim poder cuidar do queijo. Precisam de mais e mais impostos, porque só eles poderiam cuidar da saúde dos ratos fracos!
Todo rato que fica dono do queijo vira gato. Não é por acidente que os nomes são tão parecidos...
 

domingo, 21 de outubro de 2012

AVENIDA BRAZIU

Texto de Aloisio Guimarães

O Brasil “parou” para saber quem foi o assassino do Max, no final da novela global Avenida Brasil. 
Durante os dias que antecederam o último capítulo da famosa novela, dezenas de revistas, sites, blogs, jornais, programas de televisão e emissoras de rádio comentaram sobre esta bobagem, desviando mais uma vez a atenção do povo sobre as verdadeiras mazelas da vida do país. Num passe de mágica, a grande preocupação do brasileiro passou a ser "Quem matou Max?", com se a vida fosse mil maravilhas!
É bom lembrar que estamos em um período eleitoral em algumas das maiores e mais importantes cidades do país: São Paulo, Salvador e Fortaleza. Quando deveriam estar preocupados com os destinos da sua cidade e protestar contra o mensalão; contra a falta de saúde, a falta de segurança, a falta de transporte público e a falta de educação, os paulistanos, soteropolitanos e cearenses estavam era mais preocupados em saber quem seria o criminoso em uma obra de ficção!
Dezenas de reportagens invadiram a mídia nacional, com grupos de amigos, ou melhor, de falsos amigos que assistiram juntos a esta grande revelação, com estardalhaço equivalente à descoberta da cura da AIDS, por exemplo.
Segundo notícias divulgadas, até a presidente Dilma teria mudado a data de um comício, em apoio ao seu candidato petista à prefeitura de São Paulo, por causa do final da novela. Em ultima análise, ele que se lixasse, mas a novela era mais importante! É o fim da picada!
Mais uma vez, vou remar contra a maré:
- Não engulo como as várias situações, exageradamente absurdas, criadas pelos novelistas da atualidade, são aceitas com naturalidade, como se acontecessem no nosso cotidiano.
- Não entra na minha cabecinha que vilões ou vilãs, façam tantos “malfeitos”, a quase todo mundo, e somente no último capítulo sejam desmascarados.
- Não consigo entender como o surrado esquema do “Quem matou quem?” ainda faça sucesso. Já é a milésima vez que se usa deste artifício para conseguir audiência...
- Não aceito passivamente que os rostos das personagens praticamente não tenham envelhecidos ao logo do tempo, desde o primeiro até o último capítulo, quando, na trama, se passaram cerca de 20 anos!
Minha pouca inteligência não consegue engolir nada disso...
Por tudo que ouvimos e lemos, acho que eu e minha mulher devemos ter sido uma das poucas exceções nesta história toda porque não assistimos e não gostamos desta novela! Ou melhor, assistimos apenas o primeiro capítulo e nada mais!
Mas tudo na vida tem seu o preço: não foi à toa o massacre de chamadas que a Globo fez para que o último capítulo da  sua novela alcançasse o estrondoso sucesso de audiência que teve. Inocentemente, o povo, alienado com todo este frisson, contribuiu com a sua audiência para encher os bolsos da Globo. Segundo o site da revista Forbes, a novela “Avenida Brasil”, lhe rendeu cerca de US$ 1 bilhão com publicidade! Isso mesmo: um bilhão de dólares! Portanto, em outras palavras, além da queda o coice!
- Pessoal, o Programa do Ratinho já vai começar! Fui...

sábado, 20 de outubro de 2012

AS MÃOS ENRUGADAS

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Um jovem de nível acadêmico excelente candidatou-se para ser gerente de uma grande empresa.
O diretor descobriu através do currículo que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.
Durante a entrevista de emprego, o diretor perguntou:
- Você teve alguma bolsa na escola?
- Nenhuma.
- Foi o teu pai que pagou as tuas mensalidades?
- O meu pai faleceu quando tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades.
- Onde trabalha a tua mãe?
- A minha mãe lava roupa.
O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos, macias e perfeitas.
- Alguma vez ajudaste a tua mãe a lavar as roupas?
- Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu.
O diretor disse:
- Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltar para casa, limpas as mãos da tua mãe e depois venha me ver amanhã de manhã.
O jovem sentiu que as chances de ser contratado eram altas e resolver atender ao pedido do diretor. Quando chegou a casa, pediu à sua mãe que o deixasse limpar as mãos dela. A mãe achou estranho, mas e mostrou-lhe as suas mãos.
Então o rapaz começou a limpar lentamente as mãos da sua mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia... Era a primeira vez que reparava que as mãos dela estavam muito enrugadas, com demasiadas contusões e que algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpas com água.
Esta era a primeira vez que o jovem percebia que aquele par de mãos, que lavavam roupa todo o dia, tinham pago as mensalidades da sua faculdade. As contusões nas mãos da mãe eram o preço pago pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro.
Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as roupas no lugar da sua mãe...
Na manhã seguinte, ele voltou ao gabinete do diretor.
- Diz-me, o que fizeste e aprendeste ontem em tua casa?
- Eu limpei as mãos da minha mãe e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram.
- E o que você sentiu?
- Primeiro: agora sei o que é dar valor às coisas; sem a minha mãe, não haveria "um eu", com sucesso de hoje. Segundo: ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro: agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar.
Ouvindo isto, o diretor disse:
- Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Estás contratado.
- Existe alguém com as mãos enrugadas por você?

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

UM DEFEITO NA MULHER

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Quando Deus fez a mulher, já estava nas horas extras de seu sexto dia de trabalho.
Um anjo apareceu e Lhe perguntou:
- Por que gastas tanto tempo com esta invenção?
E o Senhor respondeu:
- Você viu minha “Folha de Especificações” para ela? Deve ser completamente lavável, porém não ser de plástico, ter mais de 200 partes móveis, todas arredondadas e macias e ser capaz de funcionar com uma dieta de qualquer coisa e sobras, ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo, ter um beijo que possa curar desde um joelho raspado até um coração ferido e fazer tudo isso com somente duas mãos.
O anjo se maravilhou com os requisitos.
- Somente duas mãos? Impossível! E este é somente o modelo Standard? É muito trabalho para um só dia... Espere até amanhã para terminá-la, Senhor.
- Não o farei - protestou o Senhor - Estou muito perto de terminar esta criação, que é a favorita de Meu próprio coração. Ela já se cura sozinha, quando está doente e pode trabalhar 18 horas por dia.
O anjo se aproximou mais e tocou a mulher.
- Porém a fizeste tão suave, Senhor!
- É suave - disse Deus - porém a fiz também forte. Não tens ideia do que pode aguentar ou conseguir.
- Será capaz de pensar? - perguntou o anjo.
Deus respondeu:
- Não somente será capaz de pensar, mas também de raciocinar e negociar...
O anjo estendeu a mão e tocou a pálpebra da mulher...
- Senhor, parece que este modelo tem um vazamento! Eu Te disse que estavas colocando muitas coisas nela...
- Isso não é nenhum vazamento, é uma lágrima! - corrigiu o Senhor.
- E para que serve a lágrima?
Então Deus disse:
- As lágrimas são sua maneira de expressar sua sorte, suas penas, seu desengano, seu amor, sua solidão, seu sofrimento e seu orgulho.
- És um gênio, Senhor. A mulher é verdadeiramente maravilhosa...
- Sim, ela é! A mulher tem forças que maravilham os homens. Aguentam dificuldades, carregam grandes cargas físicas e emocionais, porém, têm amor e sorte. Sorriem, quando querem gritar. Cantam, quando querem chorar. Choram, quando estão felizes e riem, quando estão nervosas. Lutam pelo que acreditam. Enfrentam a injustiça. Não aceitam "não" como resposta, quando elas acreditam que haja uma solução melhor. Se privam para que sua família possa ter algo. Vão ao médico com uma amiga que tem medo de ir. Amam incondicionalmente. Choram quando seus filhos triunfam e se alegram quando suas amizades conseguem prêmios. São felizes, quando ouvem falar de um nascimento ou casamento. Seu coração se despedaça, quando morre uma amiga. Sofrem com a perda de um ser querido, mas são ainda mais fortes quando pensam que já não há mais forças. Sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração ferido. Porém, há um defeito incorrigível na mulher: É que ela se esquece do quanto vale!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A ADVOGADA EVANGÉLICA

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES 
Inusitada petição de uma advogada do Rio de Janeiro, dirigida ao Juiz da 16ª Vara do Trabalho. Como o caso é verídico, para preservar a sua identidade, o seu nome e inscrição na OAB/RJ serão trocados, como também o nome do cliente.
Exmº. Sr. Dr. Juiz da 16ª. Vara do Trabalho do Rio de Janeiro.
Maria de Tal da Silva, advogada do reclamante João dos Grudes dos Santos, vem, ante a presença de V. Exª, informar que, de uma forma ou de outra, resolveu renunciar aos poderes doados pelo autor na folha da procuração.
Que a presente renúncia tem motivos justificadores suficientes, trazendo  desânimo até a alma; senão, vejamos agora:
1 - A ilustre advogada renunciante é considerada, pela maioria, a maior advogada de Duque de Caxias (RJ), a mais brilhante, pois sou competente, conheço muito o direito, o errado e o certo. Minha insatisfação é originária da mudança no nome de  "Justiça do Trabalho". Antes, chamava-se Junta de Conciliação e Julgamento e agora passou a chamar-se "Vara". Esta nova denominação me trouxe e me traz diariamente imensos e grandes constrangimentos.
2 - Antes, para vir fazer audiências ou acompanhar processos eu entrava na Junta, e agora sou obrigada a dizer "estou entrando na Vara", "fui à Vara", "fiquei esperando sentada na Vara". Não concordo. Sou mulher, evangélica e não gosto de gracejos. Deixo a "Vara" para quem gosta de vara, funcionários, varejistas, homossexuais, fiquem na vara, permaneçam na vara, trabalhem com vara. Saio desgostosa por não concordar com o termo pornográfico, vara pra lá, vara pra cá...
Em tempo:
Outro dia, estava entrando no prédio da Justiça do Trabalho e o meu celular tocou. Era meu marido. Ele me perguntou: onde você está? E olha só o constrangimento da minha resposta:  "Entrando na décima Vara". Assim, comunico minha renúncia. Já comuniquei verbalmente a meu ex-cliente, tudo na forma da lei.
Assim posto, peço e aguardo deferimento.
São João de Meriti - Rio de Janeiro, 05-05-2002.
Maria de Tal da Silva
Advogada
OAB - RJ 007.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A MULHER QUE EU AMO

Texto de Aloisio Guimarães

 
A mulher que eu amo...

Nem tem os lábios carnudos,
Não é morena,
Não é loira,
Nem mulata,
Nem negra,
Não é alta,
Nem baixinha,
Mas é a mulher que eu amo.
A mulher que eu amo
Não é princesa,
Nem é bruxa.
Não é bonita,
Não é feia.
Com certeza, é uma mulher comum
(com exceção do seu nome),
Mas é a mulher que eu amo.
A mulher que eu amo
Não é superdotada,
Nem é burra,
É de inteligência acima da média,
Por isso é a mulher que eu amo.
A mulher que eu amo
Dirige,
Cozinha,
Lava,
Passa...
Por isso é a mulher que eu amo.
A mulher que eu amo
Pode não ser mais jovem,
A pele enrugada,
Os cabelos brancos...
Pouco importa
Porque é a mulher que eu amo.
A mulher que eu amo
Pode não ter mais a saúde perfeita...
Bico de papagaio,
Hérnias de discos,
Circulação,
Varizes,
Pressão alta...
Mas é a mulher que amo.
A mulher que eu amo
Não tem vícios
(a não ser academia).
Não bebe,
Não fuma,
Não cheira...
Por isso é a mulher que eu amo.
A mulher que eu amo
Não trai
Nunca traiu!
Por isso é a mulher que eu amo.
A mulher que eu amo
É esposa,
Amante,
Enfermeira,
Companheira,
Confidente,
Amiga,
Colega...
Por isso é a mulher que eu amo.
A mulher que eu amo
É a mãe da minha filha,
Por isso é a mulher que amo.
A mulher que eu amo
É a mulher que já fiz sofrer,
Sorrir,
Chorar,
Sonhar...
Por isso é a mulher que amo.
A mulher que eu amo
É a mulher que me ama,
Que me atura.
Que diz que eu sou o seu "mô",
Seu amante
Seu macho,
Seu marido,
Seu homem,
E que me faz feliz.
Por isso é que eu te amo. 

Evangelina,

Tentei ser um poeta para dizer-lhe tudo que sinto e que você merece ouvir neste dia especial, mas apenas, consegui escrever o texto acima. Que Deus te abençoe, com muita saúde, paz e muitos anos de vida.
Feliz aniversário.
Um beijo.

Maceió, 16.10.2012