quarta-feira, 29 de maio de 2013

A TERCEIRA IDADE

Texto de Ariano Suassuna

Sou com muito orgulho um velho escritor brasileiro. Agora eu não gosto é desses nomes que andam dizendo por ai pra substituir a palavra velhice. Inventaram uma tal de terceira idade e acho que esse nome tá errado, porque as idades são cinco: infância, adolescência, juventude, maturidade e velhice. Se dividem em três idades é porque estão comparando com a fruta, aí só tem três opções: verde, madura e podre.

DEZ COISAS QUE LEVEI ANOS PARA APRENDER

Texto de Luiz F Veríssimo

01. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
02. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
03. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
04. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
05. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.
06. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.
07. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".
08. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".
09. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.
10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic

terça-feira, 28 de maio de 2013

COLOCANDO OS PONTOS NOS "iS"

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
 

• O " i " NA VIDA DOS AMERICANOS:
iPHONE,
iPOD,
iPAD,
iMAC,
i30,
iBM,
iNTEL...

• O " i " NA VIDA DOS BRASILEIROS :
iPTU
iPVA
iCMS
iSS
iNSS
iRPF
iPI
iOF...
 

O ENTERRO DO COLAÇO

Texto de Carlito Lima

No final dos anos 70 conheci uma das figuras marcantes na política alagoana, Rubens Colaço, líder dos estivadores, dirigente do Partido Comunista Brasileiro.
Na época chegou a Maceió, Paulo Cavalcante, deputado pernambucano, ex-preso político no quartel onde eu servia como tenente em 1964, a 2ª Companhia de Guardas no Recife.  Paulo pediu aos companheiros de partido para ter algum contato com seu ex-“carcereiro”, o tenente Lima. Rubens Colaço logo me telefonou. Passamos um fim de semana mostrando as belezas de Maceió a Paulo, junto com Geraldo Majella e Alberto Jambo. Pajuçara, Ponta Verde, Jatiúca, Praia do Francês, passeio na Lagoa com direito a banho no Broma, Marechal Deodoro, bons papos, boas cervejas, peixe e camarão, comunista também gosta de coisa boa. Paulo Cavalcante recordou muitas histórias durante sua prisão na Companhia de Guardas. Escreveu um livro, “O Caso Conto Como O Caso Foi”, ao ler fiquei emocionado com opiniões a respeito do ex-“carcereiro” que virou amigo.
Assim consolidei minha amizade com Colaço. Nos bares da cidade encontrava-me com o velho guerreiro; sempre um bom papo, excelente humor e copo. Certa vez um lavador de carro encontrou no meu fusca uma dentadura, eu havia tomado umas cervejas com Rubens no dia anterior, fui até sua casa. Encontrei-o banguela. Vibrou quando avistou sua amada dentadura. Voltou a ter aquele sorriso maroto.
Anos depois Colaço morreu, houve uma comoção entre os moradores de Jaraguá, do Poço, Ponta da Terra e adjacências. Os estivadores do caís do porto pararam de trabalhar para homenagear o grande líder. Os pobres, os descamisados, os sem terra, sem teto, perdiam seu pai, seu irmão, seu farol, seu guru.
O enterro saiu de sua casa repleta de estivadores, catraieiros, gente do povo, choravam a morte de um homem que se dedicou às causas populares. Em pouco tempo a cachaça e a cerveja rolaram. O choro e a emoção aumentavam com a branquinha. Intelectuais, políticos, desocupados, até um padre e uma cafetina se apinhavam na casa. Seus amigos de copo e de luta prestavam a última e dolorosa homenagem.
Passava da hora de sair o enterro. Ninguém disposto a fechar o caixão. Até que Seu Gilberto (pai de Edberto Ticianeli) advertiu, tinha chegado o momento; a família acatou.
Ao segurar na tampa do caixão, um dos chorosos amigos, cheio de cachaça na cabeça, pediu para adiar o enterro, ficar mais um pouco com Colaço.
Formou-se uma calorosa discussão. Fizeram reunião na sala ao lado. Depois de muito discutir, Seu Gilberto irritado com os companheiros bêbados, insistentes, saiu da sala, desabafou num rompante:
- Tudo bem façam o que quiserem. Peguem o defunto com caixão e tudo e enfiem no cu.
Deu-se um mal estar. A família do morto resolveu levá-lo naquela hora. Tamparam o caixão, foram em direção à sua última morada no cemitério de Jaraguá. O féretro seguiu a pé, alguém orientava o percurso.
Ao chegar ao cemitério, mandaram entrar à direita. Nesse momento, um fiel amigo, cheio da cachaça, gritou:
- Parem o enterro! O companheiro Rubens nunca entrou à direita quando vivo, sempre foi coerente com seus princípios e não será agora depois de morto que ele vá entrar à direita. Rubens Colaço só entra à esquerda!
Nessa altura os acompanhantes, alguns com a branquinha na mão, começaram a aplaudir. Os companheiros inflamados gritavam:
- Muito bem! Viva Rubens Colaço! Ninguém entra à direita!
Não houve argumento. Fizeram um enorme e complicado itinerário dando arrodeios nas quadras de tumbas e mausoléus.
Assim, com ajuda dos companheiros, o grande Colaço continuou coerente, digno dentro de um caixão, entrando sempre às esquerdas, chegou finalmente em sua morada no cemitério de Jaraguá.
Hoje deve estar sentado à esquerda de Deus pai, todo poderoso.

domingo, 26 de maio de 2013

UMA PAIXÃO INCONDICIONAL

Texto de Rubens Mário
PROFESSOR E ADMINISTRADOR DE EMPRESAS

Há algumas décadas fui apresentado pelo meu saudoso pai - o alfaiate Mário Costa - a uma paixão, avassaladora, desmedida e incontrolável. Como todas as paixões, em alguns momentos, são até, irracionais! Lembro, quando ainda muito pequeno, do meu pai, quando o CRB fazia um gol, aumentando, ao máximo, o volume da velha radiola. Aquilo me extasiava! Quando havia um clássico, ele me segurava pela mão, e, de ônibus, seguíamos para a saudosa “Pajuçara” ou para o “Mutange”. Dentro dos coletivos, misturados - naquela época a maioria era do CSA - as inocentes provocações sempre terminavam em sorrisos. Quando o jogo era no “Mutange”, passávamos na frente dos azulinos e ficávamos num pedacinho de arquibancada lá no fundo do velho estádio. Na “Pajuçara”, sempre ficávamos na primeira arquibancada coberta. Naquela época não existiam as cadeiras, e os torcedores comuns podiam assistir aos jogos lá, inclusive, misturados aos adversários.
Algum tempo depois, já adolescente, junto com os colegas do Prado, já íamos sozinhos para os jogos noturnos; sem dinheiro, chegara a fase das “maiações”! No “Mutange”, lembro que seguíamos a pé, pela linha do trem, e entravamos por um terreno que ficava ao lado do final do muro do campo; após passar por alguns brejos, conseguíamos o nosso “sujo” objetivo. Quando os jogos eram na nossa “Pajuçara”, a aventura era muito maior e muito mais gostosa! A nossa façanha se iniciava, sempre a pés, pela praia do Sobral; no caminho, já em Jaraguá, subíamos, sorrateiramente, as escadas dos velhos casarões da Rua Barão de Jaraguá, e, até levar uma carreira dos gigolôs das “raparigas”, espiávamos pelas brechas das portas - ali, naquela época, funcionava a saudosa “zona”, do chamado, “baixo meretricio”. A desabalada “carreira” nos ajudava a chegar mais rápido à nossa próxima aventura: ver o nosso CRB jogar, sem pagar! Inicialmente, ficávamos circulando o estádio para escolher o lugar menos difícil de pular o muro. Nos jogos noturnos, o lugar mais concorrido pelos “maiões” era um sitio que existia por trás do gol dos fundos e que pertencia ao Sr. Sebastião Costa. Um fato bastante pitoresco é que no local, dentre os vários coqueiros, havia um que ficava frontal ao campo e que foi escolhido por um cidadão, que fez no alto da planta, uma plataforma em forma de banco, de onde ele assistia sem pagar a todos os jogos do CRB. Esse cidadão - um negro alto e esguio - funcionário do dono do sitio, era apelidado de Mário “Beleza”. Mas, voltando à nossa paixão, o  nosso maior empecilho para assistir aos jogos sem pagar, era um outro sujeito, bem parecido com o Mario “Beleza”, alcunhado, não sei porque, de “Nêgo Caçota” - filho do Sr. “Mané Veinho”, dedicado serviçal do Saudoso Colégio Estadual de Alagoas, onde eu estudava. O tal “Nêgo Caçota”, funcionário da limpeza pública municipal, era bastante “malvado” e exercia as suas funções de vigia do campo, de modo bastante extremado, sempre “armado” com “bandas” de tijolos, que as atirava, sem piedade, na cabeça do primeiro que ousasse subir no muro e tentar pular para dentro do campo. Quando algum menino, auxiliado pelas “tibacas” de coqueiro, conseguia burlar a primeira vigilância do terrível “Caçota”, e pulava o muro, geralmente, era pego, num segundo momento, e obrigado, ai, sem o auxilio das preciosas “tibacas”, a pular de volta pelo mesmo lugar! Esse caminho inverso era ainda mais complicado, porque, pelo lado de dentro o muro tornava-se mais alto; mas, com o “negão” agarrado no nosso braço, tínhamos que, com muito esforço, pular de volta para o sítio; muitas vezes terminávamos a noite assistindo ao jogo, apenas pelo rádio, ali mesmo, e esperando a hora do portão abrir para vermos o finzinho da partida; mas, tudo sempre valia a pena pela nossa paixão pelo querido Regatas.
Hoje, recordo com muitas saudades aquelas aventuras movidas pela paixão sem limites ao CRB, rememorada com a conquista do bi campeonato. Foi uma festa indescritível! Como cresceu a nossa torcida! Fui com os meus dois filhos - Rubinho e Mirella - levamos papeis picados, e ficamos nas grandes arquibancadas; para a surpresa da minha filha, não presenciamos as tão comentadas violências, exceto, um grupo de jovens marginais, fumando maconha coletivamente, na frente de todos, e alguns cânticos imorais partidos dos anônimos componentes da “Comando Alvirrubro”. No mais, foi mais uma grande demonstração da paixão incondicional que uma boa parte dos alagoanos nutre por esse centenário campeão.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

EFEITO ANGELINA JOLIE

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Manoel Joaquim da Silva, um português precavido, de 35 anos, na onda da antecipação de Angelina Jolie, fez uma cirurgia de amputação de pênis, ao saber que seu pai e seu avô haviam ficado broxas. 

domingo, 19 de maio de 2013

BLITZ

Texto de Aloisio Guimarães

É notório e cristalino que a violência anda à solta no Brasil e que ninguém toma nenhuma atitude concreta e eficaz para acabá-la. A única coisa que cada um sabe fazer é, durante as campanhas eleitorais, pregar “que vai combater a violência como mãos de ferro”, enganando a boa fé do eleitor, para conseguir votos. Alguém tem dúvidas que este vai ser o "mote" das campanhas eleitorais do próximo ano? Eu não! Depois das eleições, como “eles” andam sempre cheios de seguranças e em carros blindados, o combate à violência é “uma banana para o Zé Povinho”!
Longe de mim querer cercear a liberdade de imprensa. Entendo e defendo que, somente com uma imprensa livre e descompromissada com partidos e ideologias políticas, é que, por exemplo, casos de corrupções serão denunciados e os responsáveis punidos. A denúncia, o julgamento e a condenação dos acusado do “mensalão do PT” é o maior exemplo da necessidade e da utilidade da liberdade de imprensa para o povo.
Com fins e interesses diversos, a imprensa alagoana, nos últimos tempos tem se tornado quase que exclusivamente uma página policial, como se a violência existisse apenas aqui em Alagoas. Entendo que o estardalhaço feito muito mais prejudica a imagem do nosso estado, em todos os sentidos, do que contribuir para a diminuição e a erradicação da violência (uma utopia).
Explico um dos ponto onde baseio o meu pensamento:
Se não bastasse o avanço tecnológico, que permite ao cidadão, inclusive ao bandido, ter acesso imediato às informações via celular/internet, tornando possível avisar aos seus comparsas onde está sendo verificada uma blitz policial, por exemplo, quase todos os sites e blogs da nossa cidade, na ânsia de informar, de dar furos de reportagem ou até mesmo em ser o “gostosão”, alcançando popularidade maior que os outros, informam constantemente quando uma blitz policial está sendo realizada, com todos os detalhes: quais as polícias envolvidas, quantos homens, aonde é a blitz, etc., etc., etc.
Pergunto:
- Um marginal que tem acesso a todas as informações, no exato momento que a operação policial está em andamento, vai passar por lá?
Claro que não, só se for um otário! Foi alertado, mesmo que inconscientemente! Portanto, o número de prisões e apreensão de armas, drogas, motos e carros roubados são inferiores ao que poderia ocorrer.
Volto a perguntar:
- Por que os sites e blogs não deixam para noticiar uma operação policial apenas quando ela estiver terminada, apresentado seus resultados?
Entendo que, somente assim, é que os blogs poderão contribuir com a polícia (e população), diminuindo o número de bandidos alertados e, consequentemente, possibilitando uma maior eficácia nas operações policiais.
O homem de bem não precisa ser informado quando e onde uma blitz está sendo realizada porque nada tem a temer. Alguns podem até não gostar da abordagem policial ou da maneira como são abordados, mas acham necessárias.
Pensem nisso.

RELACIONAMENTO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

 

terça-feira, 14 de maio de 2013

BELEZA E CORAGEM

Texto de Aloisio Guimarães

A atriz Angelina Jolie, 37 anos, acaba de anunciar que se submeteu a uma mastectomia dupla (retirada dos dois seios), diante das chances de 87% dela desenvolver câncer de mama e 50% de câncer do ovário. "Na verdade, eu tenho um gene falho, o BRCA1, que aumenta consideravelmente minhas chances de desenvolver câncer de mama e câncer de ovário", disse. Ela elogiou seu marido, Brad Pitt, por seu amor e apoio.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

ADEUS, COMPANHEIRA

Texto de Fábio Blanco

Miraram na raposa, acertaram na ovelha.
É isso que acontece quando uma lei é feita apenas para satisfazer grupos ideológicos.
- E as empregadas domésticas?
Venderam a elas a ideia de que agora teriam os direitos idênticos aos de todos os empregados formais, que passariam a gozar de férias, FGTS, horas extras... E algumas estavam até comemorando, pois, se o pessoal lá de Brasília falou que elas têm direito, então, a partir de agora, bastaria exigi-los.
Doce ilusão! O que elas estão recebendo, e em massa, são comunicações de dispensa.
- Alguém pensou que seria diferente?
Acreditem, o poder público não pode direcionar o mercado como muitas pessoas acham que ele pode. Ele tenta, cria normas, faz leis, impõe regras, mas, no fim das contas, o fator decisivo sempre será a oferta e a procura.
O que os fazedores de lei esqueceram, neste caso, é que o trabalho doméstico, se muitas vezes parece indispensável, é uma necessidade de natureza bastante diversa em comparação ao trabalho em uma empresa comercial. Esta, por definição, precisa de empregados para existir, para prestar seus serviços, fabricar seus produtos, vender seus bens. Sem funcionários uma empresa não existe. O trabalho doméstico, pelo contrário, por mais que pareça indispensável, em sua ausência não se altera a natureza do domicílio. Pode causar alguns transtornos, mas o lar permanece um lar, com ou sem empregada.
Ora, bastava dar uma olhadinha para países mais ricos, como os EUA e Canadá, para saber que o endurecimento de regras trabalhistas, ao invés de colaborar para o implemento de direitos, de fato, impedem sua efetivação.
Nesses países o trabalho doméstico é quase inexistente. Com exceção de pessoas com muito dinheiro, poucos se atrevem a contratar um trabalhador doméstico com todos os encargos que lhe são peculiares. Porém, nesses países mais ricos o impacto dessa impossibilidade é absorvido por outras oportunidades de emprego. Aqui no Brasil, porém, onde ainda para pessoas sem formação específica a oferta de trabalho não é assim tão abundante, conceder direitos formais, ao invés de conceder ganhos para os supostos beneficiados, é o que acaba promovendo é o desemprego.
O resultado dessa lei será, portanto: a demissão em massa de trabalhadoras domésticas, lançando-as para o trabalho autônomo de diaristas, com o óbvio aumento de oferta desse tipo de serviço, com a consequente diminuição dos valores de remuneração, exatamente por causa da concorrência. Quiseram favorecer os empregados, acabaram apenas favorecendo os patrões. Principalmente aqueles que sempre fugiram de arcar com os custos trabalhistas. Miraram na raposa, acertaram na ovelha.
É isso que acontece quando uma lei é feita apenas para satisfazer grupos ideológicos. Estes, normalmente, são terrivelmente míopes para a história e para os fatos. Veem tudo pela ótica do explorador e explorado, pela luta de classes e não percebem que, na realidade, as relações são bem mais complexas do que isso.  O que mais ouvi, nestes dias, foi a retórica da libertação das domésticas, o fim de sua escravidão, e que essa era a última conquista que restava na área trabalhista. Porém, será que nunca se perguntaram o motivo delas possuírem menos direitos que os trabalhadores de empresas? Talvez, sim. Porém, como é de praxe, concluíram que isso se devia a preconceito, interesse ou segregação.
Ao que parece, nenhum deles parou para pensar é que a natureza do trabalho doméstico é completamente diferente do trabalho empresarial.
Melhor dito: o empregador doméstico jamais pode ser colocado em pé de igualdade com o empresário. Este, ao pagar salários, incorpora esses gastos nos preços de seus produtos e serviços. Por isso, o número de funcionários que possui depende, diretamente, da projeção de vendas e negócios que espera realizar. O empregador domiciliar, pelo contrário, paga sua empregada doméstica com o dinheiro de seu próprio bolso, sem possibilidade de reembolso. Aqui, funcionário é apenas gasto; lá, é investimento.
Por tudo isso, já se pode considerar esta uma das piores leis trabalhistas da história.

domingo, 12 de maio de 2013

MAMÃE

Texto de Aloisio Guimarães

Mamãe,
Enquanto eu viver, jamais esquecerei o quanto você foi uma péssima mãe. Jamais sairá da minha cabeça tudo aquilo que muitas crianças faziam e que você me proibia... Quantas lágrimas eu derramei, porque você nunca permitiu que eu:
• Desrespeitasse os adultos.
• Maltratasse as crianças.
• Faltasse à escola.
• Desrespeitasse as professoras.
• Falasse palavrões.
• Andasse embriagado.
• Fumasse maconha...
Foi por essas e outras que nunca saiu da minha mente:
• As broncas que levei de você.
• As centenas de puxões de orelha que você me deu.
• Os castigos, as palmadas e as pisas que levei de tuas mãos...
• Os remédios (e purgantes) que você me obrigou a tomar, com a desculpa que era para eu "ficar bom".
Jamais esquecerei que você sempre se intrometia na minha vida, se achando no direito de escolher até os amigos que eu devia ter: eu queria fazer parte da "galera do mal", impondo medo a todos os outros meninos e você não permitiu!
Como você foi egoísta, pensando somente no seu bem-estar...
Você é a culpada da pessoa que hoje sou!

sábado, 11 de maio de 2013

VOCÊ AGUENTA BRINCADEIRA?

Texto de Aloisio Guimarães

- Você aguenta brincadeira?
Durante muitos anos, mulheres e homens que moravam na região de Palmeira dos Índios, Quebrangulo e Paulo Jacinto, se esquivaram de responder a esta simples pergunta tal qual o diabo foge da cruz.
Explico:
Como sabemos, o jumento, como a própria espécie insinua, é um animal “agraciado pela natureza”. Aconteceu que, nos anos 60, existia na cidade de Quebrangulo um jumento que, além dos requisitos que a natureza lhe deu, ainda por cima, era “superdotado”.
Pense no tamanho...
Naquela época não existiam tantos carros e motos, sendo comum, nas cidades pequenas, os animais andarem vagando pelas ruas da cidade. Como Quebrangulo era uma cidade pequena (e ainda é), o nosso jumento, pouco a pouco, foi tendo a sua "presença" notada pelo povo, principalmente pela turma da cachaça que, sem nada melhor que fazer, fica fofocando e zoando com a cara de todo mundo. Então, quando o jumento passava, os biriteiros diziam, na sacanagem, que o “instrumento” do jumento “não era de brincadeira”.
Devagarzinho, tais comentários sobre a anatomia privilegiada do animal foi se alastrando pela cidade de modo que, naturalmente, ele ficou conhecido como “Brincadeira”, de forma que, quando o jumento apontava no começo da rua, logo avisavam:
- “Brincadeira” vem aí...
Em pouco tempo, quando os amigos se reuniam para “jogar conversa fora”, contar piadas e bater papo, quando alguém se metia a engraçadinho, diziam-lhe:
- Bicho, já que você está “tirando onda” com a cara de todo mundo, você aguenta “brincadeira”?...
E assim, devido à proximidade da cidade de Quebrangulo com Palmeira dos Índios e Paulo Jacinto, a fama do animal logo se espalhou pela região, trazendo consigo esta perguntinha marota...
Agora, que você já sabe de tudo, cá para nós...
- Você também aguenta “brincadeira”? 
 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

CABARÉ PROCESSA A IGREJA

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

AQUIRAZ, CEARÁ: 

Tarcilia Bezerra começou a construção de uma expansão de seu cabaré, para aumentar suas "atividades" em constante crescimento, após a criação de Seguro desemprego para pescadores e vários tipos de Bolsas.

A Igreja Universal da cidade iniciou uma intensa campanha para bloquear a expansão do cabaré - com sessões de orações pela manhã, à tarde e à noite.

O trabalho da ampliação e reforma progrediu célere até a semana antes da grande reabertura, quando um raio atingiu o cabaré da Tarcilia, queimando as instalações elétricas, provocando um incêndio que destruiu o telhado e grande parte da construção.

Após a destruição do cabaré, o pastor e os crentes da igreja ficaram bastante presunçosos e se gabavam para todos "o grande poder da oração".

Tarcilia, processou a igreja, o pastor e toda a congregação com o fundamento de que a Igreja "foi a responsável pelo fim de seu prédio e seu negócio - seja através de intervenção divina, direta ou indireta e ações ou meios".

Na sua resposta a ação, a igreja, veementemente e vorazmente negou toda e qualquer responsabilidade ou qualquer ligação com o fim do edifício.

O juiz leu a reclamação do autor e a resposta do réu, e na audiência de abertura, ele comentou:

- Eu não sei como diabos eu vou decidir neste caso, mas parece que a partir do que li até agora, temos uma proprietária de puteiro, que firmemente acredita no poder das orações, e uma igreja inteira, que pensa que as orações não valem nada.
 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

CHEIRINHO DE XIBIU

Texto de Aloisio Guimarães

Uma empresa alemã fabrica e vende o Vulva Original, um perfume com a essencia natural da vagina, produzida através do suor e do movimento na parte íntima feminina.
O fabricante afirma que o seu produto está sob normas e leis internacionais rigorosas e que os riscos contra saúde estão excluídos, se o produto for usado como prescrito.
O perfume é vendido em frasco de cristal, com 30 ml, aplicador em forma roll on, e a unidade custa  24,90 €, cerca de R$ 60,00.
Esse comercial, faço questão de fazer:
Os interessados, homens ou mulheres (que porventura também gostem da "fruta"), podem adquirir o produto no endereço http://www.smellmeand.com
 As mulheres já podem perder o medo... Qualquer fedor, é só dizer:
 - Estou usando Vulva Original...
 E os homens não precisam mais ficar procurando cheirinho no bigode...

SE LIGA, MANÉ...

Texto de Aloisio Guimarães

Atenção meninos e meninas! 


Se quando você passar, ouvir alguém comentar:
- Essa Coca é Fanta...
Não se iluda: a fábrica não comete esse tipo de erro.
Na verdade, estão é chamando você de "bicha" ou "sapatão".

terça-feira, 7 de maio de 2013

A VENDEDORA DO ANO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Dizem que, num dia considerado muito fraco, ela vende aproximadamente 300 caipirinhas e que cobra somente R$ 5,00 por dose (ou seria por “mamada”?).



Agora, responda:
- É ou não é uma puta ideia?
Por favor, avisem prá ela que todo final de semana estou na praia de Jatiúca, doido para tomar umas caipirinhas, com tira-gosto de “bacalhau”!

UM DIA NA TORCIDA ORGANIZADA

Texto de Rubens Mário
PROFESSOR E ADMINISTRADOR DE EMPRESAS

No domingo passado, resolvi fazer um trabalho de pesquisa, ou, mais precisamente, uma pesquisa de campo, a cerca de torcidas organizadas. Há muitos anos, alimentado pela paixão herdada do meu pai – Mário Costa – acompanhei o meu CRB, em jogos pelas cidades do interior. Naquela época, ainda não havia explodido as “guerras” das torcidas organizadas. Lembro muito bem de festejos de títulos em Palmeira dos Índios e Arapiraca, sem quaisquer tipos de agressões dos torcedores locais.
Aproveitando que o CRB jogaria na cidade sertaneja de Olho D'água das Flores, e, também curioso de conhecer uma parte da realidade do nosso sertão, resolvi viajar junto com uma torcida organizada; escolhi a CRB Chopp, comandada pelo meu amigo, João Tigre; para o inusitado desafio, ousei convidar os meus filhos – Rubinho e Mirella – que, para a minha surpresa, aceitaram, prontamente, o convite; a Mirella, de 16 anos, nunca simpatizou com o nosso futebol e Rubinho, de 24 anos, bacharel em física, há muitos anos, também, para a minha tristeza, não queria mais saber de CRB, apesar de, à exemplo do que meu pai fazia comigo, o levar, desde pequenino, aos jogos do nosso clube. Mas, devido as violências nos jogos e as patifarias internas do clube, há muitos anos, não quis mais frequentar ou ouvir os jogos do CRB. É bem verdade que, no meu subconsciente, acredito que eles aceitaram o desafio, mais fixados, na questão do conhecimento da realidade das cidades sertanejas castigadas pela terrível seca. Mas, vamos ao objeto do trabalho: Chegamos às 9:00 horas no local marcado, e, aos poucos, foram chegando os componentes da torcida; eram pessoas de todas as idades e de diversas condições sociais. Tivemos uma pequena decepção inicial, o que atrapalharia uma parte dos nossos planos – chegar mais cedo e conhecer um pouco da cidade. Sentamos nas primeiras poltronas; os mais jovens, portando diversos isopores lotados de cervejas e refrigerantes, se posicionaram na traseira do coletivo. Imediatamente, os líderes: João Tigre, professor Mota e Jorge Leite, usaram a palavra e fizeram diversas recomendações, enfatizando a limpeza e conservação do coletivo e a manutenção do respeito, evitando a pronuncia de palavrões. Por volta das 10:30 h, o ônibus partiu. Durante a nossa viagem, entre uma conversa e outra com o meu ex-aluno do Lyceu Alagoano, “Joãozinho”, que sentou-se ao meu lado, me extasiava, junto com os meus filhos, com a surpreendente paisagem verde que nos aparecia à cada cidade percorrida. A minha filha não cansava de tirar fotos e comentar cada coisa diferente que nos aparecia! Dentro do ônibus, a turma da retaguarda, não parava de cantar músicas alusivas ao clube e proferir gozações com o pessoal da frente – a vitima preferida era o Jorge Leite, que o chamavam, não sei porque, de “poca urna”. No corredor, a “Fubá”, espécie de musa da torcida, acompanhada do seu marido, “Serginho” Andrade, sempre com um copo na mão, não paravam um só instante! Foi assim, a viagem toda, tanto na ida, quanto na volta.
Paramos em Arapiraca e, com uma disciplina impressionante, todos desceram para almoçar. Fiquei estupefato! Nem parecia que aquela multidão formava uma torcida organizada e que a maioria já tinha tomado muita cerveja! Não aconteceu qualquer incidente! Voltamos ao nosso confortável transporte e, finalmente, às 14:30 h, chegamos ao nosso destino.
Quando descemos do ônibus, começou a minha grande decepção! De pronto, lembrei-me dos meus tempos de “pelada”, quando jogava por alguns times amadores! Na verdade, alguns “campos” daquela época, tinham um aspecto até bem melhor que aquele! Mas, o pior, ainda estava por vir! As coisas mais terríveis estavam guardadas lá dentro! Um espaço sujo e acanhado! O sanitário, para os dois sexos, era uma casinha imunda, e, sem porta, pasmem! “Puleiros” frágeis, prestes a desabar, serviam como arquibancadas! O campo de jogo, pequeno e irregular, totalmente, insalubre, era indigno para profissionais que expunham as suas integridades físicas a cada lance. Graças à garra dos nossos atletas saímos com um heroico empate.
Infelizmente, não podemos conhecer a cidade, mas, essa viagem serviu para mostrar a mim e aos meus filhos que ainda podemos ser educados e cordiais, mesmo em torcidas organizadas. Parabéns ao J. Tigre, ao Prof. Mota e ao Jorge Leite.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

EU AMO O TRAPICHE

Texto de Gabi César
Publicitária

Aproveitando o sucesso da campanha EU AMO A GRUTA, que por sinal está muito bem resolvida e linda, venho aqui deixar a minha homenagem ao meu bairro.
EU AMO O TRAPICHE.
Amo o zumbido dos mosquitos e a ardência que eles provocam em minha pele.
Amo a oportunidade de exercitar os braços quando preciso encher os baldes por falta de água nas torneiras.
Amo a adrenalina de ficar imaginando ladrões invadindo a minha casa novamente.
Amo o romantismo forçado e rotineiro de um jantar à luz de velas quando falta energia.
Amo o silêncio e a educação dos evangélicos frequentadores da igrejinha da minha rua.
Amo o alvoroço dos dias dos clássicos no Rei Pelé.
E como não podia deixar de citar, amo o aroma diferenciado de fezes que minha praia oferece.
Enfim, moro num dos bairros mais antigos de Maceió e infelizmente, hoje já não é como foi um dia. Não há mais tranquilidade, não há mais pessoas conversando na porta nem crianças brincando na rua.
Quase não há coisa boa, mas o bairro dos meus avós, hoje é o meu.
Portanto, dá-lhe repelente e muito senso de humor.