quinta-feira, 29 de agosto de 2013

TURMA DE CABRA MACHO!

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
                      DIÁRIO OFICIAL ELETRÔNICO DE FLORIANÓPOLIS - DIA 07/08/2013

DECRETO N. 11. 945, de 02 de agosto de 2013.

DISPÕE SOBRE A CONTRATAÇÃO OU ATUAÇÃO DE PROFISSIONAL MÉDICO COM DIPLOMA DE GRADUAÇÃO EXPEDIDO POR UNIVERSIDADES ESTRANGEIRAS, NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL.

O PREFEITO MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS, no uso de suas atribuições legais que lhe são conferidas pelo inciso III do art. 74, da Lei Orgânica do Município e em conformidade com a Medida Provisória n. 621, de 8 de julho de 2013 e, ainda, com a Lei Federal n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) CONSIDERANDO que os diplomas de graduação expedidos por universidades estrangeiras deverão ser revalidados por universidades públicas que tenham curso do mesmo nível e área ou equivalente, respeitando-se os acordos internacionais de reciprocidade ou equiparação, conforme preconiza o § 8º do art. 48, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

DECRETA:

Art. 1º Fica a Secretaria Municipal de Saúde impedida de contratar ou permitir a atuação em função típica, na Administração Pública Municipal, de profissional médico com diploma de graduação emitido por Universidades estrangeiras, sem a posterior revalidação de seu diploma por Universidades Públicas brasileiras, conforme estabelece a Lei Federal n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Florianópolis, aos 02 de agosto de 2013.

CESAR SOUZA JUNIOR
PREFEITO MUNICIPAL
JULIO CESAR MARCELLINO JR.
PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO
ERON GIORDANI
SECRETÁRIO MUNICIPAL DA CASA CIVIL.
 

POR QUE CERTAS PALAVRAS CAEM EM DESUSO?

Texto de Mário Alberto P de Paiva

- Aquele abilolado está namorando aquela gasguita que tem os cambitos mais finos que canela de sabiá. 
Pela frase acima, quem tem mais de 40 anos já deve ter percebido que muitas palavras e expressões que se usavam até bem pouco tempo não as usamos mais. Para adentrarmos ao colégio, no início do ano letivo, tínhamos que ir ao serviço de Saúde Pública para fazer uma abreugrafia cujo aparelho estava no outro lado de um biombo. As casas, muitas delas bangalôs, eram arrodeadas de alpendres; onde, nas salas, além do sumier, sempre tínhamos uma cristaleira enfeitada com biscuit, uma eletrola (que é uma vitrola elétrica), para tocar disco. Na copa, a petisqueira guardava doces, sobremesas, bolos e o lambedor, que era o melhor remédio para gripe; substituía qualquer cachete. No quarto, junto ao criado-mudo, ficava o urinol para mictar durante a noite; e, em cima, a quartinha, com água. Os petizes, quando muito danados, eram chamados de azougue e quase sempre faziam uma arte, se arranhavam, produzindo uma pereba ou tuita; o pai, além de uns croques, cascudos ou cocorotes, ainda os colocava de castigo, sem direito a fita da matinal no cinema aos sábado e nem tão pouco o sorvete com carlito. Às meninas que estavam ficando mocinhas, as mães faziam penteados armados com laquê, presos com biliro ou invisível, que é a mesma coisa, ou um belo diadema; estava chegando a hora das moçoilas usarem corpete, saieta e porta-seios. O automóvel era dirigido por um chofer particular que usava um casquete na cabeça e tinha toda responsabilidade sobre o veículo, evitar os catabis, atenção ao atravessar uma pinguela, não dar bigu a desconhecido e tinha também obrigação de manter o carro limpo, principalmente a boleia, com o tabelier lustrando. Quando viajava, para economizar combustível, a marcha utilizada deveria ser a prise e tomar todo o cuidado quando fosse dar rier para não amassar o pára-choques; a rodagem deveria sempre ser verificada e em caso de problema com um dos pneus, usaria o suporte. Aos recém-nascidos, costumavam dar de lembrança um par de chiquitos e os mais abastados presenteavam com trancelim de ouro. As lojas, armarinhos e as empresas de modo geral, nos finais de ano, sempre mandavam confeccionar cromos, com calendários, para distribuir com seus fregueses. Os barbeiros perguntavam ao cliente se a liberdade do cabelo era no meio ou de lado. Sentir-se mal, era ter um farnesim. Urinar, no mictório. Escrever para alguém, era uma missiva. Se tinha ânsia de vômito, cuidado aonde ia lançar. Se na cozinha a buchada não estava bem lavada, subia aquele pituim. Palavras chulas não se permitia usar. "Vá prá baixa da égua, filho de uma mãe", "Você parece um três vezes oito", "Fruviôco" e "Fiofó" eram o extremo. Ah! Na minha casa, para se fazer ponche de cajá ou mangaba ainda se usa a urupema.
Maceió, 08 de setembro de 1999.
MÁRIO ALBERTO DE P. DE PAIVA

 

PROCURADO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Um norte-americano, não identificado, foi multado em cerca de US$ 200 por ter engolido um "dedo de pé", ao provar um tradicional drinque em um bar de um hotel na cidade de Dawson City, Yukon, no Canadá.
O tal drinque nada mais é do que uma dose do uísque Yukon Gold, servido em um copo que tem no seu interior um dos dedos de um pé humano, desidratado e conservado em sal.

Segundo reza a tradição, como sendo uma espécie de "tira-gosto" permanente, o cliente deve apenas tocar seus lábios no tal dedo.

Para evitar o dedo seja roubado ou engolido, os donos do restaurante estipularam a multa. Apesar da penalidade, o misterioso americano resolveu comer o tira-gosto, literalmente. Depois de engolir o dedo, ele colocou o valor da multa sobre a mesa e se mandou do local.

O hotel colocou um anúncio no seu site à procura de um doador de dedo e assim manter a tradição de pé:

- Você se habilita?

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

MÉDICOS CUBANOS, VOCÊS ESTÃO EM CASA!

Texto de Aloisio Guimarães




O NÚMERO MAIS POTENTE

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

- Você sabe qual é o número que tem o maior poder sexual?
 - O 69?
- Não, não... 69, aliás, é como apartamento, no centro: a posição até que é boa, mas a vista...
- Então, seria o 24, veado no jogo do bicho?
- Não...
- Seria o 11, um atrás do outro?
- As bichas adoram, mas não, não...
- Seria o 41, um de quatro e outro atrás?
- Também não...
- Então, qual é o número com o maior poder sexual?
- É o 13. Esse sim é potente! Quem digitou esse número na última eleição, conseguiu foder 190 milhões de brasileiros de uma só vez!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

PERGUNTA INDISCRETA...

Texto de Aloisio Guimarães

Se o governo do vai desembolsar R$ 10.000,00 para pagar por cada um dos médicos cubanos e todo mundo está cansado de saber que o médico só vai receber perto de R$ 4.000,00, isso é ou não é pagar por um serviço superfaturado?
- Quem pode responder? O MPF? O TCU?...

domingo, 25 de agosto de 2013

CHARGES

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

 
 

ASILO POLÍTICO PARA OS MÉDICOS CUBANOS, JÁ!

Texto de Aloisio Guimarães

O governo do PT está trazendo de Cuba 4.000 médicos para atender a população brasileira, com a desculpa de que está faltando médico no país. Na verdade, todo mundo sabe que não falta médico no Brasil. O que falta é investimento na área, passando também por um salário justo. Todo mundo está careca de saber da ausência de leitos nos hospitais, com corredores abarrotados de doentes, e da falta de equipamentos neles e nos postos de saúde.
Numa media autoritária e supostamente ilegal, sem a obrigatoriedade do Revalida, ninguém tem dúvidas de que a grande maioria dos cubanos vai trabalhar no Norte e Nordeste, região carente, onde "qualquer um é bem vindo", mesmo que pouco saiba sobre as nossas doenças, aliado à dificuldade da língua, para passar a ideia aos pobres (eleitores) que a saúde no Brasil está melhorando com o governo petista.
Um dos maiores absurdos, na minha ótica. é que, pelo que dizem todos os noticiários, o governo vai pagar R$ 10.000,00 (dez mil reais) por cada médico cubano e tem a cara de pau de dizer que não sabe quanto o governo cubano vai repassar a cada um deles! E se, de repente, os médicos receberem migalhas, não seria trabalho escravo?
Entendo que todo médico brasileiro, que é servidor público federal, deve imediatamente requerer a isonomia salarial com os médicos cubanos que aqui estão chegando, exigindo um salário-base de R$ 10.000,00 (dez mil reais), acrescido de moradia e alimentação. Caso contrário, não reclamem! 
Diante do inevitável e em agradecimento ao alto espírito humanitário dos médicos cubanos, que vão salvar a vida de milhões de pobres brasileiros, trabalhando em péssimas condições, nos lugares mais desfavorecidos do país, nada mais justo do que dar o asilo político para aqueles que desertarem. 

sábado, 24 de agosto de 2013

AS ESPOSAS E AS MALAS AO LONGO DO TEMPO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Até a década de 70, se a mulher descobrisse uma traição, ela perdoava e cuidava do marido, com medo de ser abandonada.
Na década de 80, se a mulher descobrisse uma traição, juntava as próprias coisas na mala e ia embora.
Já na década de 90, se a mulher descobrisse uma traição, juntava as coisas do marido na mala e o mandava embora.
Hoje, quando a mulher descobre uma traição, junta os pedaços do marido na mala e joga a mala fora...
- Então, vê se te cuida, galo velho!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

QUANDO SER FELIZ?

Texto de Lêda Mello

Gosto de conversar com pessoas idosas. Na cultura oriental há um lugar privilegiado para os velhos, na família e na sociedade. As pessoas costumam consultá-los, ouvi-los e escutá-los. Sabem onde está a sabedoria que vem da experiência. No ocidente, não é costume valorizar a experiência acumulada por uma vida. Em função desse modo de pensar, as pessoas perdem oportunidades valiosas de aprendizagem. Se prestassem atenção nas histórias que eles contam, errariam menos e acertariam muito mais.
É na reta final do caminho que é feita a avaliação da viagem. Nesse ponto, tem-se a consciência do que, realmente, valeu a pena ser vivido. Escuto deles, com frequência: - "Se eu pudesse começar outra vez, faria diferente." ou: - "Como eu queria ter outra oportunidade!" Não me lembro de haver escutado de um idoso que, numa outra oportunidade, faria diferente qualquer coisa relacionada com bens, posição social e poder. As lembranças estão sempre no que foram ou deixaram de ser na vida.
Correndo em busca de valores ilusórios, a maioria dos seres humanos passa, apenas, pela vida. E tudo isto é muito rápido, cumulativo e exigente.  Não há tempo para apreciar, interiorizar, saborear a paisagem. A medida do "ter" não tem fim porque é feita de insatisfações. Quando se consegue ter algo desejado, logo se deseja substituí-lo por outro considerado melhor. Sempre querendo mais, mais, mais... Uma verdadeira luta sem fim. Na avaliação final, as pessoas concluem que viveriam sem a maioria desses bens e que teriam vivido muito melhor. Na reta final, não há lamentos pelo que não se possuiu, mas pelo que se poderia ter sido e não se foi.
Pode-se comprar outra casa ou outro automóvel, mas não se pode comprar o primeiro sorriso de um filho, a valsa que não se dançou, o pôr do sol que não se viu, o amor que não se viveu... São momentos únicos. Não se repetem e quem os perde não mais os terá de volta. O amor de águas profundas que se deixou passar enquanto se estava com os olhos voltados para a superfície, o aconchego da família, o lazer com os amigos, aquela viagem que foi sendo protelada e que acabou não se realizando... O que se deixou de viver porque se estava ocupado demais com "coisas" mais sérias ou  mais importantes. Se você ainda tem tempo, se a sua história ainda não está sendo contada na reta final, dê-se um tempo. Um tempo de reavaliação. Você não pode recuperar o que perdeu, mas poderá construir um novo tempo e escrever uma nova história para a sua vida, permitindo que o amor seja o tema central do enredo. Amando-se a si mesmo, amando-se muito e bem, a taça transbordará e banhará com amor todos os recantos da sua vida.
O sucesso é ser feliz!

A GENTE SOFRE, MAS GOZA!

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES


terça-feira, 20 de agosto de 2013

SE A MODA PEGA...

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

No bairro de Palanca, Luanda, os ladrões são obrigados a devolver o bem furtado, completamente nus, levando umas "chibatadas" pelo caminho.
Imaginem as ruas do Brasil, lotadas de desnudados, com sacos de REAI$ nas costas, fazendo várias viagens, claro!
E com muitas "chibatadas" também!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

MUITO VIAGRA NO "QUENGO"

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Segundo artigo publicado no "International Journal of Surgery Case Reports", no último dia 5 de agosto, um homem de 70 anos de idade passou por uma cirurgia em um hospital de Canberra, na Austrália, depois que colocou um garfo no pênis, durante um ato sexual, porque queria sentir mais prazer.

O PODER DO PERDÃO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

 Não, não quero mais guardar mágoas de ti, ressentimentos e tristezas.
Além de te perdoar, o que mais quero é me perdoar, por talvez ter me enganado.
O que mais quero é aceitar que vínculos bem construídos também acabam.
O que mais quero é compreender que certas verdades têm a hora de serem reveladas e que cada um é responsável por seus atos e omissões.
O que mais quero é deixar de pensar no que tenho e no que não tenho mais, ou, quem sabe, no que verdadeiramente nunca tive.
Onde está o apaziguamento da alma? Na aceitação? No perdão? Ou em ambas as atitudes?
Aceitar que sofrer e fazer sofrer faz parte da nossa natureza humana.
Aceitar que as desilusões existem e que somo seres humanos em constante evolução; aceitar que muitas vezes erramos para que, só assim, tentemos novas formas de felicidade.
É... A maturidade vem nos mostrar que nos transformamos através do entendimento, que não há perdão sem aceitação.
Eu te perdoo para não ter mais expectativas, para eu não mais esperar teus afetos, para não mais alimentar ilusões, para me livrar da mágoa, para me libertar do passado. Enfim, eu te perdoo para o meu coração voltar a se alegrar e por ser o perdão mais benéfico para quem consegue perdoar.
Quero de ti, e de certos acontecimentos, distanciamento psíquico. Uma desvinculação proposital, não para nos tornamos frios e insensíveis, mas para não mais nos alimentarmos das relações destrutivas.
É através da desconstrução de certos padrões de pensamentos que conseguimos sair da nossa dor e compreender a dor do outro.
É através do perdão ao outro e a nós mesmos que voltaremos a construir, dentro de nós, a serenidade da paz e a alegria de viver.
Nada de bom poderá nos acontecer enquanto não tivermos contato visceral com nós mesmos, enquanto estivermos presos ao passado.
Nada de bom poderá nos surpreender enquanto não acreditarmos no impossível; nada de bom poderá nos transformar enquanto não mudarmos nossas atitudes mentais.
Nada de bom poderá aquietar e harmonizar nosso ser enquanto não exercitar e praticarmos a fé e o amor, com toda a energia e tenacidade da nossa alma.

sábado, 17 de agosto de 2013

OS CAMINHOS DA TRANSFIGURAÇÃO


Texto de Rubens Mário
PROFESSOR E ADMINISTRADOR DE EMPRESAS

N
ós, os jovens de ontem, ainda ficamos perplexos com a mudança radical à que o mundo foi submetido, provocada pela, abrupta, transmutação das pessoas, basicamente, as mais jovens. Tudo se transfigurou! E, olhem!  Que não estamos falando de simples mudanças, pois, elas seriam, absolutamente, naturais! Estamos nos reportando à degeneração social! Acredito que essa nossa perplexidade é acentuada, devido ao pouco tempo do debacle - creio que, no máximo, 20 anos - quando ainda tínhamos simples direitos inalienáveis. Por exemplo, podíamos sentar à porta após o jantar, tínhamos família, uma excelente escola pública, frequentávamos as praças, andávamos despreocupados pelas ruas a qualquer hora, no São João ouvíamos músicas nordestinas, no carnaval, frevos e marchinhas, no Natal, músicas alusivas à época, e,  fora dessas três festas, escutávamos música de verdade, sem falar em outros inúmeros privilégios. De repente, perdemos tudo! E, aí, fico a me indagar! Por que, coisas, aparentemente, tão triviais, nos foram arrebatadas de forma tão abrupta e violenta? “Da noite para o dia” perdemos a nossa família, a nossa identidade, a nossa paz e a nossa cultura. Quantas saudades do tempo em que nós dizíamos: “ah! Isso é coisa da cidade grande”! Com o advento da globalização, e a destruição da educação, fomos expulsos do nosso mundo e obrigados, sem qualquer preparo prévio, a invadir outro mundo totalmente estranho e repleto de contradições. Senão, vejamos: Assalto era uma inofensiva festinha de amigos! Racha era apenas um jogo de futebol amador! Um casal era formado por um macho e uma fêmea! Cachorra era uma cadela irracional! Bandido era o “inimigo” do “artista” nos filmes, no cinema! Fruta não era uma mulher “bombada”! Craque era o jogador mais talentoso! Rede social significava um grupo de pessoas que se reunia pessoalmente! Bomba era um artefato junino! Negro não era afro descendente! Homossexual masculino era viado! Homossexual feminino era sapatão, Garota de Programa era rapariga! Mas, agora, infelizmente, com a tal da globalização, temos até receio de usar algumas expressões, outrora, tão corriqueiras e inofensivas, sob pena de estarmos cometendo crimes contra a dignidade humana.   
Francamente, não consigo enxergar algum benefício, comparando-o com os pesados custos advindos dessa involuntária transição. As desgraças que antes só existiam na cidade grande, hoje, nós as cometemos aqui também! Afinal, as poderosas redes de televisão e redes sociais, estão ai, ditando os nossos destinos e destruindo os nossos costumes: “-Corta pra dezoito!", “-Perdeu! Perdeu!”, “-É nóis!”, “-fanpeige”, “-feicebuqui”, “-dijei”, “-fanqui”, e etc. são as expressões mais ouvidas hoje, e, algumas não possuem qualquer sentido racional. Aos poucos, e, celeremente, vamos perdendo as nossas expressões, a nossa fala, a nossa língua, os nossos valores, enfim, toda nossa riqueza cultural e humana. Reconhecemos que a influencia e a força desses gigantes midiáticos, é muito grande, mas, oxente, por que não reagimos?! Por que, os setores mais importantes da sociedade não se manifestam? Ouso até, acreditar que ainda não nos apercebemos do imenso perigo dessa invasão descontrolada. Se pararmos para meditar, veremos que a coisa chega ser até, tragicômica! Como entender uma pessoa que não sabe ler, escrever, ou falar a sua língua, pronunciar, até com certa fluência, tantos termos em inglês? Já é redundante falar que tudo isso é falta de educação.  Se a tivéssemos, todos esses males seriam minimizados, pois, não estaríamos tão vulneráveis.
A nossa esperança é que os perversos políticos, que patrocinam a ignorância do povo, consigam entender que a ignorância junta com as coisas ruins da globalização, forma a violência, e, essa, também, já está os ameaçando. Um exemplo do que nós estamos falando é a atabalhoada manifestação contra os governos do Rio de Janeiro. 
Periodicamente, principalmente, quando se aproximam os pleitos eleitorais, eles recomeçam as “ameaças” de injetarem recursos monetários na educação pública. Na verdade, tudo não passa de eternas balelas, afinal, recursos nunca faltaram. Vide os infinitos processos de desvio de dinheiro do setor, inclusive, pasmem, da merenda escolar!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

ENVELHECER

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Um desses dias, uma jovem me perguntou como eu me sinto envelhecendo. Levei um susto, porque eu não me vejo como uma velha. Ao notar minha reação, a garota ficou embaraçada, mas eu expliquei que era uma pergunta interessante, que pensaria a respeito disso e depois voltaria a falar com ela.
Pensei e concluí: a velhice é um presente. Eu sou agora, provavelmente pela primeira vez na vida, a pessoa que sempre quis ser.
Oh, não meu corpo! Fico incrédula muitas vezes ao me examinar, ver as rugas, a flacidez da pele, os pneus rodeando o meu abdômen, o traseiro rotundo e os seios já caídos. E constantemente examino essa pessoa velha que vive em meu espelho (e que se parece demais com minha mãe), mas não sofro com isso. Não trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, e o carinho de minha família por menos cabelos brancos e uma barriga mais esguia.
Tornei-me amiga de mim mesma. Não fico me censurando se quero comer um docinho a mais, se tenho preguiça de arrumar minha cama, ou se compro um sapato que não necessito, mas que ficou tão lindo no meu pé. Conquistei o direito de matar minhas vontades, de ser bagunceira, de ser extravagante.
Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.
Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogando paciência no computador até as tantas da madrugada e depois só acordar ao meio-dia?
Andarei pela praia em um maiô esticado sobre um corpo decadente, mergulharei nas ondas, darei pulinhos se quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros. Eles, também, se conseguirem, envelhecerão.
Sei que ando esquecendo muita coisa, o que é bom para poder ser perdoada. Mas, pensando bem, há muitos fatos na vida que merecem ser esquecidos. E das coisas importantes, eu me recordo frequentemente.
É certo que ao longo dos anos meu coração já sofreu muito. Mas um coração partido é que nos dá a força, a compreensão e nos ensina a compaixão. Um coração que nunca sofreu, é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser forte, apesar de imperfeito.
Sou abençoada por Deus, por ter vivido o suficiente para ter o riso da juventude e da maturidade gravados para sempre, em sulcos profundos, no meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes que seus cabelos pudessem ficar prateados.
Conforme envelhecemos, fica mais fácil ser positivo e ligar menos para o que os outros pensam. Eu não me questiono mais. Conquistei o direito de estar errada e não ter que dar explicações.
Assim, respondendo à pergunta daquela jovem graciosa, posso afirmar:
- Eu gosto de ser velha. Libertei-me! Gosto da pessoa que me tornei. Não vou viver para sempre, mas enquanto estiver por aqui, não desperdiçarei meu tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupando com o que virá. O futuro pertence a Deus! Penso que nunca me sentirei só. Sou receptiva e carinhosa, e se amizades antigas teimam em partir antes de mim, outras novas, assim como você, me procuram buscando o que terei sempre para dar, enquanto viver: experiência e muito amor.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A LOJA DE MARIDOS

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Foi inaugurada em New York, a The Husband Store, uma nova e incrível loja, onde as damas vão escolher um marido.
Na entrada, as clientes recebem instruções de como a loja funciona:
Uma mulher pode visitar a loja apenas uma vez. São seis andares e os atributos dos maridos à venda melhoram à medida que a mulher sobe os andares. Mas há uma restrição: ela pode comprar o marido de sua escolha em um andar que estiver ou subir mais um andar; mas não pode descer, a não ser para sair da loja, diretamente para a rua.
Assim, uma dama foi até a loja para escolher um marido...
No primeiro andar, um cartaz na porta: 
Andar 1: Todos os homens têm bons empregos.
Não se contentando, subiu mais um andar... No segundo andar, o cartaz dizia:
Andar 2: Todos os homens têm bons empregos e gostam de crianças.
Ela resolveu subir mais um andar... No terceiro andar, o aviso dizia:
Andar 3: Todos os homens têm bons empregos, gostam de crianças, e são todos bonitões.
 “Uau!”, ela disse, mas foi tentada e subiu mais um andar. No andar seguinte, o aviso:
Andar 4: Todos os homens têm bons empregos, gostam de crianças, são todos bonitões e gostam de ajudar nos trabalhos domésticos.
 “Ai, meu Deus”, disse a mulher, mas continuou subindo. No andar seguinte, o aviso:
Andar 5: Todos os homens têm bons empregos, gostam de crianças, são todos bonitões, gostam de ajudar nos trabalhos domésticos e ainda são extremamente romântico.
Ela insistiu, subiu até o 6º andar e encontrou o seguinte aviso:
Andar 6: Você é a visitante de número 7.831.345.012. Neste andar não existem homens à venda, ele serve apenas para provar que é impossível agradar uma mulher. Obrigado por visitar a Loja dos maridos.
Posteriormente, abriu uma loja do outro lado da rua, A Loja de Esposas, também com seis andares e idêntico regulamento para os compradores masculinos.
No 1º andar: as mulheres que adoram fazer sexo.
No 2º andar: as mulheres que adoram fazer sexo e são muito bonitas.
Os andares 3, 4, 5 e 6 nunca foram visitados...

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O COMANDANTE DA GUARDA

Texto de Aloisio Guimarães

Uma das coisas boas que aconteceram comigo foi o Serviço Militar. Acho que todos os brasileiros deveriam passar por essa experiência. Foi no Exército, que “aprendi a ser homem e a ter caráter”. Disciplina e respeito à hierarquia eram (e acho que ainda são) as palavras de ordem. Pontualidade, fardamento impecavelmente engomado, coturno brilhando igual a catarro na parede, barba perfeitamente raspada...
O meu pai fazia questão que seus filhos fossem convocados, ao ponto de ir falar com o sargento para que não fôssemos dispensados, quando da seleção. Por conta disso, todos os quatros homens da família serviram ao Exército Brasileiro.
Servi na patente de Cabo - 2ª Categoria - no Tiro de Guerra 07-179, da minha cidade natal, Palmeira dos Índios, nos anos 70. Além de Cabo, eu era uma espécie de capataz do quartel, o “homem de confiança” do sargento Fireman, o nosso comandante.
O sargento Fireman era um sujeito boa praça. Baixinho, barrigudo (suava mais do que pano de cuscuz), branquelo, óculos "fundo de garrafa"... Era paraibano e veio comandar o Tiro de Guerra de Palmeira dos Índios sem trazer a família para a nossa cidade. Quando a “saudade apertava”, o que acontecia sempre, o sargento se mandava para a Paraíba e me deixava como encarregado geral do quartel. Nessas ocasiões, eu era o "Comandante Supremo". Como diz o ditado: casava e batizava!
Apresentado o cenário, vamos ao nosso causo:
Certo dia estava “Tirando guarda” (de prontidão, à noite, no quartel). Lá por volta da meia noite, mais ou menos, entra na sala, o meu futuro, e hoje ex-cunhado, Hélio Alves, que morava ali por perto.
- Diga aí, cara, o que faz por aqui? - Indaguei ao namorado da minha irmã.
- Vim trazer esse bolo e esse refrigerante que a sua mãe mandou, para você lanchar...
- Oba! Muito obrigado, Hélio. Agora, me responde uma coisa: quem deixou você entrar no quartel?
- Foi o "Marmota" (apelido do soldado Mota, que estava de guarda, no portão).
- Tudo bem, obrigado!
Abrindo um parêntese: O soldado Mota tinha o apelido de “Marmota” porque “o peste” era todo desengonçado. Sabiamente, turma passou a chamá-lo assim, uma perfeita associação do seu nome com o animal.
Pois bem...
Era o auge da chamada “Ditadura Militar”. Portanto, todo o cuidado era pouco. Por isso, assim que o meu ex-cunhado se retirou, acordei os soldados Araújo e Aguiar e ordenei:
- Vão, agora mesmo, lá no portão. Você, Araújo, substitua o soldado Mota (Nome de Guerra do "Marmota") e você, Aguiar, prenda-o, sob a acusação de negligência, porque ele deixou pessoas estranhas entrarem no quartel, sem autorização do Comandante (no caso, eu) e, ainda por cima, no meio da noite!
O soldado Mota "Marmota" passou 24 horas preso! Se não agisse assim, no dia seguinte, o pau cairia na minha cabeça...
Ainda hoje, quando visito Palmeira dos Índios e encontro com o "Marmota", ele passa por mim e faz de conta que não me conhece. 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

TÔ INDO MORAR NA ZONA

Texto de Aloisio Guimarães

Já decidi: vou morar na zona!
Eu vou morar na zona porque lá tem ordem: quem tentar "bagunçar o corêto" ou mexer com as "primas", vai ver "com quanto paus se faz uma canoa". Os cafetões e leões-de-chácara não me deixam mentir.
No Brasil, virou moda protestar contra tudo e contra todos. A coisa está tão exagerada ao ponto de meia dúzia de paulistanos protestarem até contra o governador do estado do Rio de Janeiro!  Pelo visto, o prefeito Fernando Haddad (PT) está realizando uma excelente administração na cidade de São Paulo!
É incrível como alguns gatos pingados, 200 ou 300 "manifestantes", "protestam" como e aonde querem, promovendo quebra-quebra, causando prejuízos, tumultuando a vida de milhões de pessoas e paralisando o trânsito de grandes cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo, fechando ruas, avenidas e rodovias.
É triste ver a mídia chamar de "protesto pacífico" manifestações que praticam tais atos, violando o direito de ir e vir do cidadão. Eu pergunto:
- Isto também não é uma violência? Será que a violência só se caracteriza com o confronto ou com o derramamento de sangue?
À exemplo das manifestações que ocorreram durante a Copa das Confederações, já estou imaginando milhares de "corajosos manifestantes paulistas", vestidos com a camisa do Palmeiras, protestando no dia da inauguração do Itaquerão, estádio que o governo PT ajudou a construir para o Corinthians...
Aqui, na nossa Alagoas, por exemplo, os empregados de uma usina de cana-de-açúcar fecharam rodovias porque o patrão não pagou o salário deles. Que culpa tem a população se o patrão não cumpre com as suas obrigações trabalhistas? Outro dia, uma briga interna entre duas correntes do sindicato dos motoristas de ônibus, fez com que ruas fossem bloqueadas, causando tumulto na cidade. Hoje mesmo, aqui em Maceió, ocorreram três protestos diferentes: um de taxistas (bagunçando o trânsito da cidade), um de surdos-mudos e outro sobre o chamado Ato Médico.
Como diz uma amiga minha: "Tem que ter cunhão!" (sic). 
Pelo andar da carruagem, logo, logo, quando um corno descobrir que está "levando ponta da mulher" vai protestar, contra o Ricardão, fechando as ruas da cidade!
Eu não aguento mais...
Vou embora, morar na zona, na esperança de que a zona ainda não tenha virado uma zona!