sábado, 20 de dezembro de 2014

A ROUPA

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Sem maiores preocupações com o seu vestir, um jovem médico conversa descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega e de forma ríspida, pergunta:
- Vocês sabem onde está o médico do hospital?
 Com tranquilidade, o médico respondeu:
 - Boa tarde, senhora, em que posso ser útil?
 Ríspida, ela retorquiu:
- Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou à procura do médico? Mantendo-se calmo, ele contestou:
- Boa tarde, senhora, o médico sou eu, em que posso ajudá-la?!?!
- Como?! O senhor?! Com essa roupa?!
- Ah, Senhora, desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta...
- Oh! Desculpe-me, doutor. Boa tarde... É que, vestido assim, o senhor nem parece um médico...
- Veja bem as coisas como são - disse o médico - as vestes parecem não dizer muitas coisas, pois quando a vi chegando, tão bem vestida, tão elegante, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos e depois daria um simpaticíssimo “bom tarde". Como se vê, as roupas nem sempre dizem muito...
MORAL DA HISTÓRIA:
Um dos mais belos trajes da alma é a educação.

MULHER IDEAL

Texto de Arnaldo Jabor

É melhor você ter uma mulher engraçada do que linda, que sempre te acompanha nas festas, adora uma cerveja, gosta de futebol, prefere andar de chinelo e vestidinho, ou então calça jeans desbotada e camiseta básica, faz academia quando dá, come carne, é simpática, não liga pra grana, só quer uma vida tranquila e saudável, é desencanada e adora dar risada, do que ter uma mulher perfeitinha, que não curte nada, se veste feito um manequim de vitrine, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a sequência de bíceps e tríceps.
Legal mesmo é mulher de verdade.
E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa.
Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal-educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas e daí? Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução. Mas ainda não criaram um remédio para futilidade!
E não se esqueça: mulher bonita demais e melancia grande, ninguém come sozinho.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A RÃ

Texto de Olivier Clerc

Imagine uma panela cheia de água fria, na qual nada, tranquilamente, uma pequena rã.
Um pequeno fogo é aceso embaixo da panela, e a água se esquenta muito lentamente. Pouco a pouco, a água fica morna, e a rã, achando isso bastante agradável, continua a nadar,
A temperatura da água continua subindo...
Agora, a água está quente mais do que a rã pode apreciar; ela se sente um pouco cansada, mas, não obstante isso, não se amedronta.
Agora, a água está realmente quente, e a rã começa a achar desagradável, mas está muito debilitada; então, suporta e não faz nada.
A temperatura continua a subir, até quando a rã acaba simplesmente cozida e morta.
Se a mesma rã tivesse sido lançada diretamente na água a 50 graus, com um golpe de pernas ela teria pulado imediatamente para fora da panela. Isto mostra que, quando uma mudança acontece de um modo suficientemente lento, escapa à consciência e não desperta, na maior parte dos casos, reação alguma, oposição alguma, ou, alguma revolta.
Se nós olharmos para o que tem acontecido em nossa sociedade desde há algumas décadas, podemos ver que nós estamos sofrendo uma lenta mudança no modo de viver, para a qual nós estamos nos acostumando.
Uma quantidade de coisas que nos teriam feito horrorizar 20, 30 ou 40 anos atrás, foram pouco a pouco banalizadas e, hoje, apenas incomodam ou deixam completamente indiferente a maior parte das pessoas.
Em nome do progresso, da ciência e do lucro, são efetuados ataques contínuos
às liberdades individuais, à dignidade, à integridade da natureza, à beleza e à alegria de viver; efetuados lentamente, mas inexoravelmente, com a constante cumplicidade das vítimas, desavisadas e, agora, incapazes de se defenderem.
As previsões para nosso futuro, em vez de despertar reações e medidas preventivas, não fazem outra coisa a não ser a de preparar psicologicamente as pessoas a aceitarem algumas condições de vida decadentes, aliás, dramáticas.
O martelar contínuo de informações, pela mídia, satura os cérebros, que não podem mais distinguir as coisas...
Quando eu falei pela primeira vez destas coisas, era para um amanhã. Agora, é para hoje!
Consciência, ou cozido, precisa escolher!
Então, se você não está como a rã, já meio cozido, dê um saudável golpe de pernas, antes que seja tarde demais.
- NÓS JÁ ESTAMOS MEIO COZIDOS OU NÃO?

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

SEGURANÇA MÁXIMA

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
 
A nossa vizinhança sofre com frequentes assaltos e eu já estava cheio dessa falta de segurança.
Então, fiz o seguinte: desativei o meu sistema de alarme, deixei de pagar o guarda noturno e dispensei a vigilância do bairro. No jardim da minha casa, eu plantei 3 bandeiras: uma bandeira de Afeganistão, outra do Paquistão e, no meio das duas, a bandeira negra do Estado Islâmico!
Pronto!
A minha casa agora é vigiada 24 horas por dia, pela Polícia Militar, pela Polícia Federal, pela Segurança Pública, pela Interpol...
Agora os meus filhos são seguidos, quando vão para a escola; a minha esposa, quando sai de casa; e sou vigiado, quando vou e volto do trabalho.
Ninguém mexe com a gente.
Nunca me senti tão seguro.
Já me disseram que, se eu botar uma bandeira de Cuba, termino ganhando dinheiro do governo federal.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

ESTÁ EXPLICADO...

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Cheguei à conclusão de que a origem de nossas neuroses está em nossos Heróis da Infância.
Agora é tarde...
• A BELA ADORMECIDA
Não trabalha e só quer saber de dormir... 
• ALADIM
É um ladrão vagabundo que só ficou "cheio da grana" porque achou o gênio da lâmpada...
• BATMAN
Dirige a 320 km/h e tem o Robin como "amigo inseparável" (Ui!).
• BRANCA DE NEVE
A "santinha", mora, numa boa, com 7 homens (todos menores!).
• CASCÃO
É um imundo. Não gosta de tomar banho.
• CINDERELA
Só chega em casa à meia noite e sem um sapato... Muito doida!
• IRMÃOS METRALHAS E MANCHA NEGRA
Ladrões “de carteirinha”...
• MAGA PATALÓGIKA E MADAME MIN
Bruxas que vivem fazendo magia negra para tirar vantagem sobre os outros.
• MARGARIDA
Diz que namora o Pato Donald, mas também sai com o Gastão.
• MÔNICA
Vive agredindo os seus amigos, usando como arma aquele seu coelho.
• O HOMEM INVISÍVEL
Usa seus poderes para bisbilhotar a vida dos outros sem ser visto.
• MULHER MARAVILHA
Anda seminua, somente de calcinha e colante.
• OLÍVIA PALITO
Sofre de bulimia e ninguém fala nada. Namorada do Popeye, mas sempre dando mole para o Brutus.
• PINOCCHIO
É mentiroso pra cacete!
• POPEYE
Foi o primeiro a "se bombar" numa academia, se empanturrando de energético em lata e ainda fuma um matinho bem suspeito!
• SALSICHA (DO SCOOBY-DOO)
Tem a voz de bicha apavorada, via fantasmas e ainda conversa com um cachorro. (Freud ia adorar isso!).
• SUPER-HOMEM
Doidão, vê através das paredes, voa mais rápido que um avião e coloca a cueca por cima das calças! E ainda tem dupla personalidade!
• SUPERPATETA
Além de ser um cachorro, tem dupla personalidade.
• TARZAN
Corre pelado na selva e mora, literalmente, com uma macaca...
• TIO PATINHAS:
Não abre a mão, nem para jogar peteca.
• ZORRO
Vive fugindo da polícia. O seu grande amigo e conselheiro é um Tonto.
• ZÉ COLMEIA E CATATAU
São cleptomaníacos, pois roubam cestas de pic-nic.
- Caramba, Como querem que sejamos normais?!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO: FELIZ NATAL!

Texto atribuído ao Papa Francisco

O Natal costuma ser sempre uma ruidosa festa; entretanto se faz necessário o silêncio, para que se consiga ouvir a voz do Amor.
Natal é você, quando se dispõe, todos os dias, a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma.
O pinheiro de Natal é você, quando com sua força, resiste aos ventos e dificuldades da vida.
Você é a decoração de Natal, quando suas virtudes são cores que enfeitam sua vida.
Você é o sino de Natal, quando chama, congrega, reúne.
A luz de Natal é você quando com uma vida de bondade, paciência, alegria e generosidade consegue ser luz a iluminar o caminho dos outros.
Você é o anjo do Natal quando consegue entoar e cantar sua mensagem de paz, justiça e de amor.
A estrela-guia do Natal é você, quando consegue levar alguém, ao encontro do Senhor.
Você será os Reis Magos quando conseguir dar, de presente, o melhor de si, indistintamente a todos.
A música de Natal é você, quando consegue também sua harmonia interior.
O presente de Natal é você, quando consegue comportar-se como verdadeiro amigo e irmão de qualquer ser humano.
O cartão de Natal é você, quando a bondade está escrita no gesto de amor, de suas mãos.
Você será os “votos de Feliz Natal” quando perdoar, restabelecendo de novo, a paz, mesmo a custo de seu próprio sacrifício.
A ceia de Natal é você, quando sacia de pão e esperança, qualquer carente ao seu lado.
Você é a noite de Natal quando consciente, humilde, longe de ruídos e de grandes celebrações, em silêncio recebe o Salvador do Mundo.
Um muito Feliz Natal a todos que procuram assemelhar-se com esse Natal.

CONVERSAS CELULARES

Texto de Carlito Lima

 
Rosário, dois anos de casada não engravidava, o sonho era um filho, consultou médicos da cidade, do Recife, Rio de Janeiro, ninguém conseguiu diagnosticar, corpo sem problemas mostravam os exames. Ela não se conformava, marcou consulta para depois do carnaval com o mais competente médico do Brasil, Eucimar Coutinho em Salvador. O marido, André Bandeiras, também apresentava normalidade nos exames de esperma, mistério da medicina. A esperança de Rosário era o médico baiano.
O jovem casal vivia em harmonia, os dois trabalhavam, tinham uma vida simples, sem gastos supérfluos, sonhavam apenas com um menino para reinar naquele apartamento confortável, bem decorado, na praia da Jatiúca. Certo dia, Rosário sentiu alguma mudança no comportamento do marido, não sabia o que era, o instinto feminino despertou-lhe sensação de suspeita de alguma coisa estar acontecendo. Certa noite sua sensibilidade instintiva inspirou algumas perguntas ao marido. Pelas respostas vagas, evasivas sem convicção, Rosário teve certeza, havia alguma coisa no ar além dos urubus, pombos e nuvens passageiras. Começou a investigar suas roupas, números de celular, nenhum vestígio, nenhuma pista deixada. Convenceu-se, era apenas ciúme de mulher sem filho ou coisa parecida. Quando num entardecer André lhe telefonou avisando, chegaria um pouco mais tarde, visitava um cliente. Após atender, ela deixou seu celular em cima da mesinha, continuou a ver um filme na televisão. Certo momento escutou pequeno barulho no celular, colocou-o ao ouvido, ficou pasmada ao ouvir o marido conversar com uma pessoa, com nítida clareza. Ele não havia desligado o celular.
- ... preciso ver coisas novas, viajar pelo mundo, sou muito novo, casei-me cedo, minha mulher quer filho, não sei se quero, ainda bem que não engravida, tem algum problema, não sei se é meu ou dela, mas o que quero nesse instante minha querida, é fazer amor, venha, me abrace, quero você cada dia mais. Telefonei para casa, tenho mais de uma hora para lhe amar nesse motel maravilhoso. Aída querida, sempre fui tarado por você desde solteiro, agora estamos casados, seu marido conheço pouco, mas jamais vai lhe dar tanto amor, sexo selvagem e carinho como lhe dou, venha...
 Interrompeu-se a conversa, o celular de repente ficou mudo. A cabeça de Rosário virava, ela tentava acalmar-se, entretanto, a emoção forte quebrou  jarros, cristais, o que tinha por perto. Chorou, se acalmou. Primeira providência, procurou na agenda o número do telefone do marido de Aída, conhecia o corno do Almeida. Cobriu o telefone com um guardanapo, falou bem devagar.
- É Seu Almeida? - ao confirmar, prosseguiu - Olhe sua mulher nesse momento está com um amante no Motel X.
Desligou o telefone sem dar tempo de Almeidinha falar, arriscou o nome do Motel, sabia ser o preferido do marido, levou-a muitas vezes, desde solteiros.
Rosário entrou no quarto do casal, foi juntando roupas masculinas, fez três trouxas de calças, camisas, paletós, cuecas, bermudas, deixou as trouxas na portaria do prédio. Ficou esperando André, sem lágrimas. Eram oito e meia da noite quando ele chegou com fisionomia preocupada, tentando apresentar normalidade, foi perguntando:
- Tudo bem querida? - sorriu amarelo.
Ela explodiu, gritando com toda raiva acumulada:
- Tudo bem é a p.q.p., você é um canalha, um f.d.p., safado, ouvi toda sua conversa com a vadia da Aída no motel, o celular não desligou. Agora saía dessa casa antes de fazer uma besteira, seu f.d.p. - apontou-lhe o revólver novinho, presente de casamento de seu pai.
André entre surpreso e desesperado, gritava:
- Não atire Rosário, não acabe minha vida, guarde esse revolver, me perdoe querida, eu explico.
- Covarde! Suas trouxas estão na portaria, desapareça da minha frente ou dou um tiro nos seus cornos.
André abriu a porta, desceu correndo pela escada, escafedeu-se, nunca mais pisou no apartamento. Naquela mesma noite, Rosário tomou um banho de banheira, relaxante, colocou um vestido preto, perfumou-se, pintou-se, foi à guerra, saiu na noitada. Hoje, é conhecida boemia da cidade, dá para quem quer, tem apenas uma dúvida, não sabe e não quer saber quem é o pai do filho que leva na barriga.

domingo, 14 de dezembro de 2014

O SOM UNIVERSAL

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES


O ESPELHO E A JANELA

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Certa vez um jovem muito rico foi procurar um rabi para lhe pedir um conselho.
Toda sua fortuna não era capaz de lhe proporcionar a felicidade tão sonhada.
Falou da sua vida ao rabi e pediu a sua ajuda.
Aquele homem sábio o conduziu até uma janela e pediu para que olhasse para fora com atenção, e o jovem obedeceu.
- O que você vê através do vidro, meu rapaz? Perguntou o rabi.
- Vejo homens que vêm e vão, e um cego pedindo esmolas na rua - respondeu o moço.
Então o homem lhe mostrou um grande espelho e novamente o interrogou:
- O que você vê neste espelho?
- Vejo a mim mesmo, disse o jovem prontamente.
- E já não vê os outros, não é verdade?
E o sábio continuou com suas lições preciosas:
- Observe que a janela e o espelho são feitos da mesma matéria prima: o vidro. Mas, no espelho há uma camada fina de prata colada ao vidro e, por essa razão, você não vê mais do que sua própria pessoa. Se você comparar essas duas espécies de vidro, poderá retirar uma grande lição. Quando a prata do egoísmo recobre a nossa visão, só temos olhos para nós mesmos e não temos chance de conquistar a felicidade efetiva. Mas, quando olhamos através dos vidros limpos da compaixão, encontramos razão para viver e a felicidade se aproxima.
Por fim, o sábio lhe deu um simples conselho:
- Só vales alguma coisa, quando tiveres coragem de arrancar o revestimento de prata que tapa os olhos, para poderes de novo ver e amar aos outros.

sábado, 13 de dezembro de 2014

NÃO ENTENDO, POR QUÊ?

Texto de Alberto Rostand Lanverly
Membro das Academias Maceioense e Alagoana de Letras e do IHGAL

Convivi, em vários momentos, com pessoas maravilhosas das quais, sempre que possível, busquei captar conselhos, de certa forma balizadores de meu comportamento diário. Carlos Machado Pontes de Miranda, certa vez me falou, quando eu ainda engatinhava como professor, no curso de Engenharia Civil, que um homem para ser sério, não precisava viver sério. Sorria sempre, falou-me e as portas se lhe abrirão com mais facilidade. Já Carlos Reinaldo Mendes Gama, meu eterno professor de Estradas e Transportes, nos dias que precederam o concurso público que prestaria para ingressar na docência da UFAL, ao demonstrar-lhe minha preocupação com o certame, me aconselhou dizendo que fizesse sempre muito bem feito tudo aquilo que me competisse, sem temer os resultados.
Contudo, uma das frases mais esclarecedoras de minha caminhada veio de outra pessoa, igualmente muito importante: Eduardo Jorge Silva, genitor de Ana, minha esposa. Estávamos viajando, a celebrar meus quarenta anos de existência. Foi quando ele me alertou sobre um dos maiores mistérios da vida, que é quando, mesmo não entendendo nada, nós continuamos insistindo, sem saber o porquê.
Figuras inesquecíveis esses três conselheiros. Dos dois primeiros absorvi integralmente as orientações. Porém as palavras de meu sogro, a quem sempre considerei um pai, continuam a reverberar em minha consciência pois, cada dia mais confirmo ser o entender tão complexo que extrapola o próprio raciocínio.
Enquanto em alguns momentos, o ato de compreender apresenta limites, como na matemática,  em outros pode não ter fronteiras. Chego a pensar que o bom mesmo é ser inteligente, sem precisar entender. É como ter acessos de loucura, apesar de estar saudável. Eu mesmo sou “louco” pelas pessoas que realmente considero minha família, sem entretanto sentir-me doido.
É quando milhares de fatos afloram à minha mente que me vejo buscando assimilá-los: por quê o Brasil perdeu de sete a um para a Alemanha? Por quê, em minha infância a dupla de sucesso era Tom e Jerry, na juventude Roberto e Erasmo Carlos, e hoje, na maturidade, a moda é falar em “Lava e Jato”, numa alusão direta à maior dilapidação que os cofres nacionais já sofreram, incluído o roubo das pedras preciosas, nos tempos de Tiradentes e do Império.
Por quê, em Maceió, a falta de água foi programada para as vésperas do Natal no período do verão? Por quê, um professor da UFAL, em final de carreira, teria que trabalhar em média nove anos para conseguir juntar um milhão de reais, enquanto um gerente da estatal do petróleo possui depósitos bancários com, no mínimo, oito dígitos?
Por quê? Para várias pessoas, viver é simplesmente estar vivo, enquanto para outras ser feliz é conseguir deitar de bruços, sendo, para uma grande maioria, respirar, trabalhar cumprir suas obrigações enquanto, para alguns poucos, é praticar o mal, assaltando, extorquindo e corrompendo. Por quê?
Uma coisa, porém, é certa. De quando em vez um mosquito canta em meus ouvidos e eu gosto. É quando chego à conclusão de que apreciaria entender um pouco, não demasiadamente, mas apenas o suficiente para saber que não entendo.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

NOVA REFORMA ORTOGRÁFICA

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Eis aqui um programa para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica. Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é mesmo difícil. Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual:
• PRIMEIRO ANO
No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C" sibilantes, e o "Z" o "S" suave. Peçoas que açeçam a internet com frequênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes. O "C" duro e o "QU" em que o "U" não é pronunçiado çerão trokados pelo "K", já ke o çom é ekivalente.
Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha çó ke koiza prátika e ekonômika.
• SEGUNDO ANO
Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados. O "CH" çerá çimplifikado para "X" e o "LH" pra "LI" ke dá no mesmo e é mais facil.
Iço fara kom ke palavras como "onra" fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe.
Da mesma forma, o "G" ço çera uzado kuando o çom for komo em "gordo", e çem o "U" porke naum çera preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de "G" em "tigela", uza-çe o "J" pra façilitar ainda mais a vida da gente.
• TERCEIRO ANO
No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis. O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar.
Alem diço, todos konkordaum ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas dois pontos aspas e traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam kair e olia falando çerio já vaum tarde.
• QUARTO ANO
No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu.
Os karioka talvez naum gostem de akabar com os plurau porke eles gosta de falar xxx nos finau das palavra mas vaum akabar entendendo.
Os paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer aproveitar pra akabar como D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum.
• QUINTO ANO
No kinto ano akaba a ipokrizia deçe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu ?
os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.
Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti.
todu mundu no Braziu vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us publiçitario us blogeru us advogado us iskrito i ate us pulitiko i u prezidenti.
- Olia ço ki maravilia!