sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

MICHAEL SCHUMACHER

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

O texto abaixo serve para mostrar àqueles que ainda não entenderam o porquê da comoção em relação ao Michael Schumacher e seu estado de saúde, após o acidente que sofreu esquiando. Com certeza o mundo estará mais triste se perdermos esse incrível ser humano: Michael Schumacher:
Michael Schumacher foi um gênio nas pistas. Ele sempre passou uma imagem de austeridade e seriedade, foi competitivo ao extremo, passou por várias polêmicas em sua carreira na Fórmula 1 como todo gênio desse esporte.
Schumacher possui uma fortuna estimada em 600 milhões de euros, mas poucos conhecem o "ser humano", um lado importantíssimo dele que ninguém conta.
Assim, saiba que, entre outras coisas:
Schummy é embaixador da UNESCO, doou mais de US$ 1,5 milhões para projetos ligados a educação e ao esporte, incluindo alguns no Brasil.
Financiou, sozinho, a construção de uma escola para crianças pobres de Senegal, além de contribuir para melhorias da própria cidade de Dakar.
Construiu, sozinho, um hospital especializado em amputados, para apoiar as vítimas da guerra de Sarajevo.
Em Lima, no Peru, fez o "Palácio para os Pobres", centro de ajuda para as crianças de rua, com alimentação, educação, cuidados médicos, roupas e abrigo.
Para as vítimas do tsunami que atingiu a Ásia em 2004, Schummy doou nada mais nada menos do que US$ 10 milhões, a maior doação individual de um esportista.
Para a Fundação William J. Clinton, que cuida das crianças com HIV, malária e pobreza, ele doou mais U$ 5 milhões.
Para enchentes que devastaram a costa Europeia, mais US$ 1 milhão de dólares.
Schumacher foi pessoalmente visitar as vitimas do terremoto na Costa Rica onde se emocionou bastante e deixou mais uma doação de 1 milhão de dólares para as vítimas.
Schumacher adotou uma cadelinha que vivia andando pelos boxes de Interlagos faminta e muito magra, apelidou ela de Pulga, levou ao veterinário cuidou e levou a cadela abandonada para viver com ele na Alemanha. Pulga virou uma espécie de celebridade pois ele levava ela para tudo que é circuito em finais de semana de corridas, na foto acima Schummy e Pulga dando uma voltinha em Ímola na Itália.
Se você achava que ele era apenas um rico ex-piloto de F1, deve ter mudado de ideia...

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

BRAZIL

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

O site MoveHub, resolveu ajudar os gringos que pretendem conhecer o Brasil (a Copa do Mundo vem aí) e traduziu, para o inglês, os nomes dos estados brasileiros.
Para o site, a maioria dos nomes dos nossos estados é de origem tupi-guarani, dificultando a tradução para o inglês, e muitos nomes são nomes controversos, especialmente o Amapá, Maranhão, Acre, Ceará, Pernambuco, Goiás e Rio de Janeiro. Alerta ainda que o resultado final é fruto das interpretações mais aceitas pelos os tradutores do site.
Veja no que deu...

Acre - Green River (Rio Verde)
Alagoas - Lakes (Lagos)
Amapá - Place of Rain (Lugar de Chuva)
Amazonas - The Amazons (O Amazonas)
Bahia - Bay (Baia)
Ceará - Green Waters (Águas Verdes)
Espírito Santo - Holy Spirit
Goiás - People of Guaiá (Povo de Guaiá)
Maranhão - Amazon River (Rio Amazonas)
Mato Grosso - Thick Bushes (Mato Grosso)
Mato Grosso do Sul - Thick Bushes of the South (Mato Grosso do Sul)
Minas Gerais - General Mines (Minas Gerais)
Pará - Sea (Mar)
Paraíba - Bad for Navigation (Ruim para Navegação)
Paraná - River (Rio)
Pernambuco - Long Sea (Grande Mar)
Piauí - Piaba Fish River (Rio de Peixe Piaba)
Rio de Janeiro - River of January (Rio de Janeiro)
Rio Grande do Norte - Great Northern River (Rio Grande do Norte)
Rio Grande do Sul - Great Southern River (Rio Grande do Sul)
Rondônia - Land of Rondon (Terra de Rondon)
Roraima - Green Peak (Pico Verde)
Santa Catarina - Saint Catherine (Santa Catarina)
São Paulo - Saint Paul (São Paulo)
Sergipe - River of Crabs (Rio de Siris)
Tocantins - Toucan`s Beak (Bico do Tucano)

NO TEMPO DA MINHA INFÂNCIA

Texto de Ismael Gaião

No tempo da minha infância...

Nossa vida era normal.
Nunca me foi proibido
Comer muito açúcar ou sal.
Hoje tudo é diferente,
Sempre alguém ensina a gente
Que comer tudo faz mal!
Bebi leite ao natural,
Da minha vaca Quitéria
E nunca fiquei de cama
Com uma doença séria!
As crianças de hoje em dia
Não bebem como eu bebia
Pra não pegar bactéria...
A barriga da miséria
Tirei com tranquilidade,
Do pão com manteiga e queijo
Hoje só resta a saudade.
A vida ficou sem graça,
Não se pode comer massa
Por causa da obesidade.
Eu comi ovo à vontade,
Sem ter contraindicação,
Pois o tal colesterol,
Pra mim, nunca foi vilão...
Hoje a vida é uma loucura!
Dizem que qualquer gordura
Nos mata do coração...
Com a modernização,
Quase tudo é proibido,
Pois sempre tem uma Lei
Que nos deixa reprimido...
Fazendo tudo o que eu fiz,
Hoje me sinto feliz,
Só por ter sobrevivido...
Eu nunca fui impedido
De poder me divertir,
E nas casas dos amigos
Eu entrava sem pedir...
Não se temia a galera
E naquele tempo era
Proibido proibir.
Vi o meu pai dirigir,
Numa total confiança,
Sem apoio, sem air-bag,
Sem cinto de segurança...
E eu, no banco de trás,
Solto, igualzinho aos demais,
Fazia a maior festança!
No meu tempo de criança,
Por ter sido reprovado
Ninguém ia ao psicólogo,
Nem se ficava frustrado.
Quando isso acontecia,
A gente só repetia...
Até que fosse aprovado.
Não tinha superdotado,
Nem a tal dislexia...
E a hiperatividade
É coisa que não se via.
Falta de concentração
Se curava com carão
E disso ninguém morria.
Nesse tempo se bebia
Água vinda da torneira,
De uma fonte natural,
Ou até de uma mangueira...
E essa água engarrafada
Que diz-se esterilizada
Nunca entrou na nossa feira.
Para a gente era besteira
Ter perna ou braço engessado,
Ter alguns dentes partidos,
Ou um joelho arranhado...
Papai guardava veneno
Em um armário pequeno
Sem chave e sem cadeado.
Nunca fui envenenado
Com as tintas dos brinquedos,
Remédios e detergentes
Se guardavam, sem segredos.
E descalço, na areia
Eu joguei bola de meia
Rasgando as pontas dos dedos.
Aboli todos os medos
Apostando umas carreiras
Em carros de rolimã,
Sem usar cotoveleiras...
Pra correr de bicicleta
Nunca usei, feito um atleta,
Capacete e joelheiras.
Entre outras brincadeiras
Brinquei de Carrinho de Mão
Estátua, Jogo da Velha,
Bola de Gude e Pião,
De mocinhos e Cowboys
E até de super-heróis
Que vi na televisão.
Eu cantei Cai-Cai Balão,
Palma é palma, Pé é pé,
Gata Pintada, Nesta Rua,
Pai Francisco e De Marré.
Também cantei Tororó,
Brinquei de Escravos de Jó
E do Sapo não lava o pé.
Com anzol e jereré
Muitas vezes fui pescar
E só saía do rio
Pra ir pra casa jantar.
Peixe nenhum eu pagava,
Mas os banhos que eu tomava
Dão prazer em recordar.
Tomava banho de mar
Na estação do verão,
Quando papai nos levava
Em cima de um caminhão.
Não voltava bronzeado,
Mas com o corpo queimado,
Parecendo um camarão.
Sem ter tanta evolução
O Playstation não havia,
E nenhum jogo de vídeo
Naquele tempo existia.
Não tinha videocassete,
Muito menos internet,
Como se tem hoje em dia.
O meu cachorro comia
O resto do nosso almoço...
Não existia ração,
Nem brinquedo feito osso.
E para as pulgas matar
Nunca vi ninguém botar
Um colar no seu pescoço.
E ele achava um colosso
Tomar banho de mangueira,
Ou numa água bem fria,
Debaixo duma torneira.
E a gente fazia farra
Usando sabão em barra
Pra tirar sua sujeira.
Fui feliz a vida inteira
Sem usar um celular.
De manhã ia pra aula,
Mas voltava pra almoçar.
amãe não se preocupava,
Pois sabia que eu chegava
Sem precisar avisar.
Comecei a trabalhar
Com oito anos de idade,
Pois o meu pai me mostrava
Que pra ter dignidade
O trabalho era importante,
Pra não me ver adiante
Ir pra marginalidade.
Mas hoje, a sociedade
Essa visão não alcança
E proíbe qualquer pai
Dar trabalho a uma criança.
Prefere ver nossos filhos
Vivendo fora dos trilhos,
Num mundo sem esperança.
A vida era bem mais mansa,
Com um pouco de insensatez.
Eu me lembro com detalhes
De tudo o que a gente fez,
Por isso tenho saudade
E hoje sinto vontade
De ser criança outra vez...

QUARENTA ANOS

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O PODER DO SILÊNCIO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Pensar antes de reagir é uma das ferramentas mais nobres do ser humano nas relações interpessoais.
Nos primeiros trinta segundos de tensão, cometemos os maiores erros de nossa vida, falamos palavras e temos gestos diante das pessoas que amamos que jamais deveríamos expressar. Nesse rápido intervalo de tempo, somos controlados pelas zonas de conflitos, impedindo o acesso de informações que nos subsidiariam a serenidade, a coerência intelectual, o raciocínio critico.
Um médico pode ser muito paciente com as queixas de seus pacientes, mas muitíssimo impaciente com as reclamações de seus filhos.
Pensa antes de reagir diante de estranhos, mas não diante de quem ama. Não sabe fazer a oração dos sábios, nos focos de tensão, o silêncio.
Só o silencio preserva a sabedoria quando somos ameaçados, criticados, injustiçados.
Se vivermos debaixo da ditadura da resposta, da necessidade compulsiva de reagir quando pressionados, cometeremos erros, alguns muito graves.
Cada vez as pessoas estão perdendo o prazer de silenciar, de se interiorizar, refletir, meditar.
O dito popular de contar até dez antes de reagir é imaturo, não funciona. O silêncio não é se aguentar para não explodir; o silêncio é o respeito pela própria inteligência.
Quem faz a oração dos sábios não é escravo do binômio do bateu-levou. Quem bate no peito e diz que não leva desaforo para casa, não pensa nas consequências de seus atos. Quem se orgulha de vomitar para fora tudo que pensa, machuca quem mais deveria ser amado. Não conhece a linguagem do autocontrole.
Decepções fazem parte do cardápio das melhores relações. Nesse cardápio precisamos do tempero do silencio para prepara o molho da tolerância. Para conviver com maquinas não precisamos de silêncio nem da tolerância, mas com seres humanos elas são fundamentais. Ambos são frutos nobres da arte de pensar antes de reagir. Preserva a saúde psíquica, a consciência, a tranquilidade.
O silêncio e a tolerância são o vinho dos fortes, a reação impulsiva é a embriagues dos fracos. O silencio e a tolerância são as armas de quem pensa; a reação instintiva é a arma de quem não pensa.
É muito melhor ser lento no pensar do que rápido em machucar. É preferível conviver com uma pessoa simples, sem cultura acadêmica, mas tolerante, do que com um ser humano de ilibada cultura, saturada de radicalismo, egocentrismo, estrelismo.
Sabedoria e tolerância não se aprendem nos bancos de uma escola, mas no traçado da existência. Ninguém é digno de maturidade se não usar suas incoerências para produzi-la.
Todo ser humano passa por turbulências na vida. A alguns falta pão na mesa; a outros, a alegria na alma. Uns lutam para sobreviver; outros são ricos e abastados, mas mendigam o pão da tranquilidade e da felicidade.
Os milionários quiseram comprar a felicidade com o seu dinheiro; os políticos quiseram conquistá-la com o Poder; as celebridades quiseram seduzi-la com sua fama, mas ela não se deixou achar. Balbuciando aos ouvido de todos, disse:
- Eu me escondo nas coisas simples e anônimas.
Todos fecham os seus olhos quando morrem, mas nem todos enxergam quando estão vivos.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

PENSE GRANDE: ÁGUIAS NÃO CAÇAM MOSCAS

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES



Águias não caçam moscas“, ou seja, "pessoas águias" não se prendem a coisas inúteis, não desperdiçam seu tempo com coisas sem propósito; "pessoas águia" mantém o foco, definem objetivos e partem para o ataque.
A águia nunca volta do voo rasante sem pegar o seu objetivo, porque são sábias, pacientes e esperam a hora certa.
As 20 atitudes da Águia:
META
Saber exatamente o que deseja alcançar.
ESTRATÉGIA
Definir a forma de atingir os objetivos.
VISÃO DE LONGO ALCANCE
Enxergar de longe o objetivo e os obstáculos.
FOCO
Escolher exatamente um alvo.
PLANEJAMENTO
Planejar o modo de chegar ao seu objetivo.
PREPARAÇÃO
Antecipar todas as informações e providências de modo a estar apto para a ação.
CONCENTRAÇÃO
Não se dispersar no momento de agir.
PACIÊNCIA
Aguardar a hora certa.
SENSO DE OPORTUNIDADE
Perceber o momento exato de agir.
AGILIDADE
Agir com desembaraço, leveza e vivacidade.
VELOCIDADE
Movimentar-se com rapidez.
PREPARO FÍSICO
Manter-se em boa forma.
FORÇA
Manter os músculos com energia para enfrentar os momentos decisivos.
TÉCNICA
Ter capacidade de atingir o objetivo com precisão.
CONFIANÇA
Acreditar totalmente em sua capacidade.
DETERMINAÇÃO
Tentar de novo, caso a investida não dê certo.
FATOR SURPRESA
Surpreender o alvo.
OUSADIA
Aventurar-se, inovando rumos e atitudes, sem medo de se expor.
SEGURANÇA
Cuidar das condições necessárias para viver e trabalhar de forma segura.
RESPONSABILIDADE
Honrar seus compromissos.

domingo, 26 de janeiro de 2014

A POLÊMICA DOS ROLEZINHOS

Texto de Rubens Mário
PROFESSOR E ADMINISTRADOR DE EMPRESAS

Mais uma vez, o nosso país foi sacudido por uma nova onda de maus costumes - os já famosos rolezinhos. A primeira noticia sobre os novos encontros da nossa juventude desmiolada foi divulgada pelas grandes redes de televisão abertas, e aconteceram na região sudeste. Na oportunidade, o que assistimos foi uma grande bagunça, que teve depois a intervenção da policia militar, seguida de depredações e arrastões na cidade de São Paulo. Sem muito conhecimento do novo movimento, quem presenciou as cenas de terror, se apressou em condenar os atos.
Após o surgimento de novas edições do movimento, li diversas opiniões de alguns intelectuais de gabinete - geralmente, pessoas que não vivem a realidade na prática - afirmando que os comerciantes dos shoppings centers, estavam segregando jovens negros e pobres e, por conseguinte, coibindo as entradas e permanências dos mesmos naqueles locais frequentados pela classe média brasileira.
A Ministra da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos da República, Maria do Rosário, afirmou em entrevistas, que não vê os rolezinhos como um problema de policia, porém, disse também - o que eu entendo como uma grave contradição ao governo do qual ela faz parte - que deveríamos nos preocupar com o que estamos oferecendo à esses jovens pobres das nossas periferias sociais, citando, inclusive, a falta  de lugares para eles fazerem seus encontros, à exemplo de praças públicas.
Ainda, segundo as opiniões de alguns intelectuais de plantão, a reunião dos jovens nos centros de compras, afirma a manifestação desses adolescentes, como sendo uma tendência natural, e que eles só querem se divertir, curtir um funk, e “pegar umas mina”. De acordo com entrevistas dadas a diversos órgãos midiáticos, alguns participantes dos rolezinhos, afirmaram gastar em média R$ 500,00 por mês para se produzirem, se exibirem nas redes sociais, alcançando a fama e, assim, angariando admiradores carentes de educação, para, posteriormente, “zuar e pegar as mina” nos shoppings centers.
O que me inquieta e preocupa com essas manifestações e reações da maioria dos formadores de opinião é falta de atenção e cuidados com o novo mundo que já está aí solidificado e com tendências a se acentuar. Na verdade, ninguém, principalmente, os nossos governantes, está preocupado com a educação genuína dos jovens brasileiros, e nem dimensionam as desastrosas consequências de tudo isso. A nossa legitima Presidente Dilma, declarou, recentemente, em rede nacional, que as escolas onde estudam os filhos do Bolsa Família, oferecem boa qualidade de ensino, pasmem! O próprio termo “rolezinho” é uma prova inequívoca da nossa pobreza mental. A expressão "vou dar um role", era usada há alguns anos pelos malandros da época quando queriam dizer que iriam dar umas voltas sem destino.
Quando aceitamos como uma nova tendência cultural esse tipo de manifestação, sem qualquer compreensão inteligível, estamos, também, aprovando todos os descasos com a nossa educação básica.
Sei e reconheço que nesse país, eivado de indecências, inescrúpulos, diferenças e preconceitos de todos os tipos, já se configuram diversos apartheids camuflados, mas, no caso dos tais rolezinhos, não consigo entender como arbitraria, a reprovação dos empresários e dos outros frequentadores, ou, como um preconceito contra negros e pobres, afinal, esses adolescentes realizam as tais “zueiras” e “pegações”, vestidos com “roupas de marca” e, sem o acompanhamento dos seus pais ou responsáveis.
Seria interessante que o governo federal, depois de adotar a educação pública básica, convocasse os pais dos rolezeiros e os orientassem para que os seus filhos, através das redes sociais, promovessem encontros culturais e até campanhas de doações de diversos tipos.