quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

FLIZ ANVERS

Texto de Renato Holz

Minha filha completou quinze anos e organizamos a festa em um salão para que convidasse todos os seus amigos.
Nessa noite, à medida que iam chegando, se acomodavam no lugar designado e em seguida abriam seus celulares e começavam a conversar, por meio de mensagens de texto, ou a jogar com esses aparatos maravilhosos, entre mensagens e mensagens.
Era muito comovente vê-los concentrados, cada um na tela de seus sóbrios e negros aparatos, como especificava o convite: “Esporte elegante e celulares negros”.
Que grandes estão todos! E pensar que os conheço desde que falavam entre eles. Todavia me recordo da voz deles. Alguns não acreditam que quando eram crianças falavam e se olhavam nos olhos.
Eu não os corrigia, é claro... “Já vão crescer e vão aprender sozinhos a não falar”, pensava.
Quando chegou o momento do baile, cada um conectou os auriculares ao seu celular, escolheu a lista de músicas que mais gostava e entrou na pista de dança. Dava a sensação de que todos estavam bailando ao som da mesma música.
A entrada de minha filha foi apoteótica, exultante de emoção. Seus amigos se desesperavam por serem os primeiros em fazer-lhe chegar seu texto de felicitações, movendo a toda velocidade seus dedos. Alguns, os mais precavidos, já tinham a mensagem preparada e o único que deviam fazer era apertar “ok”.
O telefone de minha filha não parava de vibrar e como era impossível lê-los todos, guardou alguns para mais tarde.
Aproximei-me dela e, sem me dar conta, lhe disse:
- Feliz aniversário, filhinha.
Ela me olhou horrorizada e se afastou de mim. Preocupado, fui atrás dela e lhe perguntei se lhe passava algo, se havia feito algo que a incomodara. Tomou o celular e me mandou uma mensagem de texto:
- Qres m envrgonr frnte ms amgs? Fçme o fvor, pra q exst os tlfnes?
Não tive mais remédio que abrir o meu celular e mandar-lhe as minhas felicitações.
- Prdao. Fliz anvers, filnha. T am. Papa.
Foi um aniversário perfeito!
Como passa o tempo e que "velho" estou.
Pensar que quase lhe dou um beijo...

O FINADO ZÉ

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
A mulher chegou em casa e disse para o marido:
- Zé, você se lembra das enxaquecas que eu costumava ter toda vez que nós íamos fazer amor? Estou curada.
O marido perguntou espantado:
- Não tem mais dor de cabeça?!
A esposa respondeu:
- Minha amiga Margarete me indicou um terapeuta que me hipnotizou. O médico me disse para ir para frente do espelho, me olhar bem no espelho e repetir para mim mesma. Não tenho mais dor de cabeça. Não tenho mais dor de cabeça. Não tenho mais dor de cabeça. Fiz isso e a dor de cabeça parece que sumiu.
O marido respondeu:
- Mas que maravilha!
Então a esposa falou para o marido.
- Nos últimos anos você não anda muito interessado em sexo. Por que você não vai ao terapeuta e tenta ver se ele te ajuda a ter interesse em sexo novamente?
O marido concordou. Marcou uma consulta e alguns dias depois estava todo fogoso para uma noite de amor com a esposa. Então, foi correndo para casa e entrou arrancando as roupas e arrastando a esposa para o quarto. Colocou a esposa na cama e disse para ela:
- Não se mova que eu já volto.
Ele foi ao banheiro e voltou logo depois, pulou na cama e fez amor de maneira muito apaixonada como nunca tinha feito com a esposa antes. A esposa falou:
- Zé, foi maravilhoso!
O marido disse novamente para a esposa.
- Não saia daí, que eu volto logo...
Foi ao banheiro e a segunda vez foi muito melhor que a primeira.
A mulher sentou-se na cama, a cabeça girando em êxtase com a experiência. O Marido disse outra vez:
- Não saia daí, que eu volto logo.
Foi ao banheiro…
Desta vez a esposa foi silenciosamente atrás dele e quando chegou lá o marido olhava para o espelho e dizia:
- Não é minha esposa, não é minha esposa, não esposa, não é minha esposa...
O velório do Zé será amanhã na capela 13 do cemitério da Saudade! 

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

ALMAS IMPREVISÍVEIS

Texto de Carlito Lima

- Neguinha, tenha certeza, isso é mulher nova, bonita e carinhosa, só você não quer enxergar, procure um detetive, disse em tom de mofa Alzirinha.
Marlene ao ouvir a amiga deu vontade de chorar, a raiva tomou conta de sua alma; não queria acreditar  nas  suspeitas, a opinião da melhor amiga deu-lhe quase certeza, Eurico lhe traía, há mais de quatro meses não fazia amor. Precisava ter calma, muita calma, despediu-se de Alzirinha, saiu da pizzaria, no estacionamento a cabeça rodava, pensava não ser ciumenta, entretanto, o ciúme penetrou em suas entranhas, em sua mente.
Eram quatro da tarde, sentou-se na confortável cadeira na varanda do apartamento, a vista encantadora da praia de Pajuçara, coqueiros e o azul-esverdeado do mar deu-lhe  volta a tranquilidade, pensava como agir, ficou matutando até às oito da noite quando  Euricão chegou do trabalho.
Depois do jantar, ela pediu uma conversa, foram à varanda, Marlene perguntou na bucha:
- Eurico, já não somos crianças, temos filhos bem encaminhados, exijo sinceridade. Existe outra mulher em sua vida?
O marido levou um susto com a pergunta tempestiva. Suspirou para responder.
- O que é isso Marlene? Por que você botou essa história na cabeça?
- Estou perguntando tem ou não tem alguma mulher?
- Claro que não meu amor, para que preciso de uma amante? Tenho você, companheira por mais de trinta anos.
Eurico se achegou, acariciou o rosto da mulher, beijou-lhe a face, a boca, iniciou algumas carícias pelas costas descendo até levá-la à cama, uma noite de amor como nunca mais havia acontecido.
Marlene não perdeu a desconfiança, contratou o detetive Audálio no Edifício Breda, centro da cidade, diária, R$ 100,00. Quinze dias de investigação, Marlene retornou  ao escritório, ao ver as fotografias de Eurico entrando no motel, desabou a chorar, a raiva aumentou ao perceber um detalhe, a acompanhante era Silvinha, secretária de total confiança, esposa de seu primo Edmundo. Marlene, sufocada pela dor do ciúme, desceu pelo elevador, foi à Casa do Esporte, comprou  um chicote de equitação. Dirigindo o carro rumou  ao escritório da construtora no bairro do Tabuleiro.
Foi entrando com o chicote na mão, perguntando pela Silvinha. “Cadê Silvinha?” gritava. Ao ver a loura, bonita, 26 aninhos,  deu-lhe uma chicotada na cara, continuou a surra, gritando para todos ouvirem, "Rapariga, filha de uma égua..."  Um funcionário teve a coragem de tomar o chicote abraçando Marlene, acalmou-a  falando baixo, conseguiu tirá-la do local. Levou-a para casa em seu carro. Deixou a mulher do patrão no apartamento, retornou de ônibus.
Eurico foi chamado  com urgência ao escritório. O que mais doía em Silvinha não eram os edemas das chicotadas, era o marido saber da traição, acabar o casamento de cinco anos, uma filhinha de três, ao pensar na família desandava a chorar.
Eurico não teve coragem de ir ao apartamento àquela hora, telefonou para Alzirinha, pediu para acalmar a mulher.  Retornou à casa ao anoitecer, ao chegar no  edifício suas malas estavam na portaria, em um envelope pardo um bilhete. "Nem ouse subir".
O fato se deu exatamente ha um ano. Hoje Marlene vive em busca do tempo perdido, é a coroa mais charmosa e assídua nos bares da boemia. Eurico  fez tudo para voltar, ela nem quer vê-lo. E quanto a Silvinha, o maridão depois de algum tempo perdoou, vivem na maior felicidade. Imprevisível a alma de um corno ou de uma corna.
 

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

LIÇÃO DE OTIMISMO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Numa dinâmica de grupo para trabalhar em uma empresa multinacional, foi feita a seguinte pergunta para três candidatos:
- O QUÊ VOCÊ GOSTARIA QUE FALASSEM DE VOCÊ NO SEU VELÓRIO?

O primeiro candidato disse:
- Que eu fui um grande médico e um ótimo pai de família.
O segundo candidato respondeu:
- Que eu fui um homem maravilhoso, excelente pai de família, e um professor de grande influência no futuro das crianças.
Aí, o terceiro candidato arrasou:
- Gostaria que eles dissessem: "OLHA, ELE ESTÁ SE MEXENDO!"
Isto é Otimismo!
Foi contratado!
 

domingo, 27 de dezembro de 2015

PÉ NA ESTRADA

Texto de Aloisio Guimarães
(FONTE: SITE DNIT)

Estamos acostumados a viajar de automóvel, pelo Brasil afora, trafegando nas diversas rodovias federais.
- Você sabe com é feita a denominação (nomenclatura) das rodovias federais no Brasil? Se não sabe, agora vai aprender...
Todas as rodovias federais do país têm a sua nomenclatura definida pela sigla BR, seguida por três algarismos: o primeiro algarismo indica a categoria da rodovia e os dois outros algarismos definem a posição, a partir da orientação geral da rodovia, com relação a Brasília e aos limites do País.
Para não confundir, uma vez que outros parâmetros também influenciam nas denominações das rodovias, de modo simplista, o que acontece é o seguinte:
• RODOVIAS RADIAIS: São aquelas rodovias que partem de Brasília em direção aos extremos do país.  
A nomenclatura delas começa com o algarismo 0 (zero): BR-040, BR-070...
O sentido da contagem de quilometragem começa no Anel Rodoviário de Brasília e vai em direção aos extremos do país. O quilometro zero de cada estado do país é fixado no ponto da rodovia mais próximo à capital federal.
• RODOVIAS LONGITUDINAIS: São todas aquelas rodovias que cortam o nosso país na direção Norte-Sul.
A nomenclatura sempre começa com o algarismo 1: BR-101, BR-173...
O sentido da quilometragem vai do norte para o sul. As únicas exceções deste caso são as BR-163 e BR-174, que tem o sentido de quilometragem contado do sul para o norte.
• RODOVIAS TRANSVERSAIS: São aquelas rodovias que cortam o país na direção Leste-Oeste. 
A nomenclatura é iniciada com o algarismo 2: BR-230, BR-262...
O sentido da contagem da quilometragem vai do leste para o oeste.
• RODOVIAS DIAGONAIS: São aquelas rodovias que apresentam uma das duas situações abaixo:
1. DIAGONAIS ORIENTADAS NA DIREÇÃO NE-SO
A nomenclatura começa com o algarismo 3 e o seu último algarismo é um número ímpar: BR-319, BR-365...
2. DIAGONAIS ORIENTADAS NA DIREÇÃO NO-SE
A nomenclatura começa com o algarismo 3 e o seu último algarismo é um número par: BR-316, BR-364...
A quilometragem das rodovias em diagonais se inicia no seu ponto mais ao norte em direção ao ponto mais ao sul. Exceções: BR-307, BR-364 e BR-392.
• RODOVIAS DE LIGAÇÃO: São as rodovias que se dirigem em qualquer direção, geralmente ligando rodovias federais, ligando uma rodovia federal a cidades ou pontos importantes ou ainda a nossas fronteiras internacionais. 
A nomenclatura delas começa com o algarismo 4: BR-401 (liga Boa Vista à fronteira com a Guiana), BR-288 (liga a BR-116 ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida).
A contagem da quilometragem começa no ponto mais ao norte da rodovia em direção para o ponto mais ao sul. No caso de ligação entre duas rodovias federais, a quilometragem começa na rodovia de maior importância.
• SUPERPOSIÇÃO DE RODOVIAS
Nos casos de superposições de duas ou mais rodovias, usualmente, é adotado o número da rodovia que tem maior importância (normalmente a de maior volume de tráfego), mas, atualmente, já se adota como rodovia representativa do trecho superposto a rodovia de menor número, tendo em vista a operacionalidade dos sistemas computadorizados.
- Agora você já pode viajar com segurança e sabedoria!

sábado, 26 de dezembro de 2015

ORGULHO DE SER PORTUGUÊS

POSTAGEN: ALOISIO GUIMARÃES
 
Um americano, um italiano, um turco e um português discutiam para saber qual deles eram orgulhoso da sua nacionalidade. Para isso, cada um deles teria que falar sobre o motivo do seu orgulho.
O americano:
- Sou orgulhoso da nossa CIA! Ela sabe a maior parte das coisas no mundo, por vezes mesmo antes que elas sucedam!
O italiano:
- Sou orgulhoso das nossas mulheres. Elas são as mais belas e as mais orgulhosas. Não as podemos “ter” muito facilmente...
O turco:
- Sou orgulho dos nossos tapetes: obras de arte! Ninguém consegue fabricar tapetes de tão boa qualidade.
Todos olham para o português e esperam as suas declarações. O americano pergunta então:
- E tu não tens nada de que te possas orgulhar?
Responde o português:
- Eu sou orgulhoso de mim mesmo!
Todos perguntam admirados:
- Por quê?!!!
Ele responde:
- Comi uma italiana, na semana passada, sobre um tapete turco, e até hoie a CIA não sabe de nada! Somos os maiores!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

O TESTAMENTO DE JESUS

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Eu, Jesus de Nazaré, vendo próxima a minha hora e estando na posse das minhas plenas faculdades para assinar este documento, desejo repartir os meus bens entre as pessoas que Me são mais próximas. E sendo entregue como Cordeiro, para a salvação da humanidade, creio ser conveniente repartir entre todos. Assim deixo-lhes todas as minhas coisas que desde o meu nascimento estiveram presentes na minha vida, e a marcaram de um modo significativo:
·  A ESTRELA
Deixo aos que estão desorientados e necessitam ver claro para continuar em frente, e a todo aquele que deseja ser guiado e/ou servir de guia.
·  O LUGAR NA MANJEDOURA
Aos que não têm nada, nem sequer um lugar para se albergar ou um fogo onde acalentar-se e poder falar com um amigo.
·  MINHAS SANDÁLIAS
Serão as suas sandálias e de todos aqueles que desejarem empreender uma jornada em que estejam dispostos a caminhar sempre Comigo.
·  A BACIA
Em que lhes lavei os pés, dou a quem quiser servir, para quem desejar ser “pequeno” diante dos homens, pois será “grande” aos olhos de Meu Pai.
·  O PRATO
Em que parti o pão, é para os que vivem em fraternidade, e aos que estiverem dispostos a Amar acima de tudo, e a todos.
·  O CÁLICE
Deixo-o para os que estiverem sedentos de um mundo melhor, e de uma sociedade mais santa e justa.  
·  A CRUZ
Será de todo aquele que estiver disposto a impunhá-la e carregá-la.
·  A MINHA TÚNICA
A todo aquele que estiver nu e com frio.
·  A MINHA PALAVRA
Para todo aquele que Nela meditar, seja sábio; acreditar, seja salvo e a praticar, seja Santo.
·  A ALEGRIA
A todos os que desejarem partilhá-la.
·  A HUMILDADE
Para quem estiver disposto a trabalhar pela expansão do Reino dos Céus.
·  O MEU OMBRO
Dou a todo aquele que necessite de um amigo, e para que possa reclinar a cabeça; ao que estiver abatido pelo cansaço do caminho para que possa descansar, ganhar forças e continuar a caminhar ao meu lado.
·  O MEU PERDÃO
 Estará à disposição de todos, para que, dia após dia, pecado após pecado, tenham a oportunidade de voltar ao Pai.
Deixo ainda, como legado à humanidade inteira as atitudes pelas quais pautei a minha vida: Que elas sejam sua estrela guia.
Naturalmente sinto especial predileção pelos mais débeis. Tudo isto e ainda mais deixo-lhes, mas, sobretudo, a Minha vida, a qual lhes ofereço.
Sou eu mesmo que fico convosco para continuar a caminhar ao vosso lado, partilhando preocupações e problemas, alegrias e gozos. Sim, Eu Sou a Vida, mas vós podeis transmiti-la. No mais, mantenham-se unidos e amem-se de verdade.
Eu vos amei até o extremo e vos tenho no meu coração,
Jesus.