segunda-feira, 30 de novembro de 2015

AS TRES MOEDAS

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

O pai entra num restaurante com seu pequeno filho e dá três moedinhas para a criança se manter ocupada. De repente, o menino começa a tossir violentamente e sua face ficando azul. O pai achou que o garoto tinha engolido as moedas e deu uns tapas nas costas dele. O menino cuspiu duas das moedas, mas continuou a convulsão. O pai, olhando o filho, começou a ficar em pânico, gritando por ajuda.
Uma senhora, elegante, muito bem vestida, de olhar sério, estava sentada no balcão do bar lendo um jornal e sorvendo de sua taça de café. Com a comoção, ela olhou para ver o que estava acontecendo. Depois, calmamente, ela colocou a xícara no pires, dobrou o jornal, e sem pressa cruzou o restaurante em direção do grupo, agora bastante aflito. Lá chegando, pegou o garoto e, cuidadosamente, desceu calças dele. Com uma das mãos, segurou os testículos do menino e começou a apertá-los, girando-os, de início, suavemente; e, em seguida, de maneira firme. Em poucos segundos o menino deu uma última convulsão e cuspiu o último níquel, que caiu justo na mão livre da mulher. Soltando os testículos da criança, a dama dá a moeda para o pai e volta ao balcão do bar para terminar seu café, sem dar uma palavra sequer.
 Assim que o pai ficou seguro que seu filho não tinha sofrido consequências, comovido e agradecido, se dirige a senhora e diz:
 - Eu nunca vi alguém assim, tão eficiente. A senhora foi fantástica! A senhora é médica?
- Não - respondeu a mulher - Sou do Imposto de Renda...

domingo, 29 de novembro de 2015

PARAÍSO X INFERNO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

O PARAÍSO É AQUELE LUGAR ONDE...

O humor é britânico,
Os cozinheiros são franceses,
Os mecânicos são alemães,
Os amantes são brasileiros
A organização é suíça.

O INFERNO É AQUELE LUGAR ONDE...

O humor é alemão,
Os cozinheiros são britânicos,
Os mecânicos são franceses,
Os amantes são suíços
A organização é brasileira.

sábado, 28 de novembro de 2015

QUEIXAS DE UM DEFUNTO

Texto de Lima Barreto

Antônio da Conceição, natural desta cidade, residente que foi em vida na Boca do Mato, no Méier, onde acaba de morrer, por meios que não posso tornar público, mandou-me a carta abaixo que é endereçada ao prefeito. Ei-la:
“Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Doutor Prefeito do Distrito Federal. Sou um pobre homem que em vida nunca deu trabalho às autoridades públicas nem a elas fez reclamação alguma. Nunca exerci ou pretendi escrever isso que se chama os direitos sagrados de cidadão. Nasci, vivi e morri modestamente, julgando sempre que o meu único dever era ser lustrador de móveis e admitir que os outros os tivessem para eu lustras e eu não.
Não fui republicano, não fui florianista, não fui custodista, não fui hermista, não me meti em greves, nem em cousa alguma de reivindicações e revoltas; mas morri na santa Paz do Senhor, quase sem pecados e sem agonia.
Toda a minha vida de privações e necessidades era guiada pela esperança de gozar depois de minha morte um sossego, uma calma de vida que não sou capaz de descrever, mas que pressenti pelo pensamento, graças à doutrinação das seções católicas dos jornais.
Nunca fui ao espiritismo, nunca fui aos "bíblias", nem a feiticeiros, e apesar de ter tido um filho que penou dez anos nas mãos dos médicos, nunca procurei macumbeiros nem médiuns.
Vivia uma vida santa e obedecendo às prédicas do Padre André do Santuário do Sagrado Coração de Maria, em Todos os Santos, conquanto as não entendesse bem por serem pronunciadas com toda eloquência em galego ou vasconço.
Segui-as, porém, com todo o rigor e humildade, e esperava gozar da mais dúlcida paz depois de minha morte. Morri afinal um dia destes. Não descrevo as cerimônias porque são muito conhecidas e os meus parentes e amigos deixaram-me sinceramente porque eu não deixava dinheiro algum. É bom, meu caro Senhor Doutor Prefeito, viver na pobreza, mas muito melhor é morrer nela. Não se levam para a cova maldições dos parentes e amigos deserdados; só carregamos lamentações e bênçãos daqueles a quem não pagamos mais a casa.
Foi o que aconteceu comigo e estava certo de ir direitinho para o Céu, quando, por culpa do Senhor e da Repartição que o Senhor dirige, tive que ir para o inferno penar alguns anos ainda.
Embora a pena seja leve, eu me amolei, por não ter contribuído para ela de forma alguma. A culpa é da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro que não cumpre os seus deveres, calçando convenientemente as ruas. Vamos ver por quê. Tenho sido enterrado no cemitério de Inhaúma e vindo o meu enterro do Méier, o coche e o acompanhamento tiveram que atravessar em toda a extensão a Rua José Bonifácio, em Todos os Santos.
Esta rua foi calçada há perto de cinquenta anos a macadame e nunca mais foi o seu calçamento substituído. Há caldeirões de todas as profundidades e larguras, por ela afora. Dessa forma, um pobre defunto que vai dentro do caixão em cima de um coche que por ela rola sofre o diabo. De uma feita um até, após um trambolhão do carro mortuário, saltou do esquife, vivinho da silva, tendo ressuscitado com o susto.
Comigo não aconteceu isso, mas o balanço violento do coche machucou-me muito e cheguei diante de São Pedro cheio de arranhaduras pelo corpo. O bom do velho santo interpelou-me logo:
- Que diabo é isto? Você está todo machucado! Tinham-me dito que você era bem-comportado - como é então que você arranjou isso? Brigou depois de morto?
Expliquei-lhe, mas não me quis atender e mandou que me fosse purificar um pouco no inferno.
Está aí como, meu caro Senhor Doutor Prefeito, ainda estou penando por sua culpa, embora tenha tido vida a mais santa possível. Sou, etc., etc.”
Posso garantir a fidelidade da cópia a aguardar com paciência as providências da municipalidade.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

DECLARAÇÃO HISTÓRICA

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

TESTE DO BAFÔMETRO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Fui informado que às vezes você dirige sob a influência de álcool... Para verificar se isso é verdade, peço que responda à seguinte pergunta:

- Em qual direção segue o carro da foto abaixo?
   a) Ele está indo em frente.
   b) Ele está andando em marcha a ré.
   c) Ele está indo para a direita.
   d) Ele está indo para a esquerda. 


Se você não está absolutamente certo de sua resposta, evite dirigir agora e só volte a dirigir quando estiver sóbrio!

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

DISCURSO DE DESPEDIDA

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Discurso atribuído a Bryan Dyson, ex-presidente da Coca Cola, proferido durante a solenidade de sua despedida da empresa:
Imagine a vida como um jogo em que você esteja fazendo malabarismos com cinco bolas no ar. Estas são: seu Trabalho, sua Família, sua Saúde, seus Amigos e sua Vida Espiritual.
E você terá de mantê-las todas no ar...
Logo você vai perceber que o Trabalho é como uma bola de borracha: se soltá-la, ela rebate e volta.
Mas as outras quatro bolas: Família, Saúde, Amigos e Espírito, são frágeis como vidros: se você soltar qualquer uma destas, ela ficará irremediavelmente lascada, marcada, com arranhões, ou mesmo quebradas, vale dizer, nunca mais será a mesma.
Deve entender isto: tem que apreciar e esforçar para conseguir cuidar do mais valioso. Trabalhe eficientemente no horário regular do escritório e deixe o trabalho no horário. Gaste o tempo requerido à tua família e aos seus amigos. Faça exercício, coma e descanse adequadamente. E sobretudo... Cresça na sua vida interior, no espiritual, que é o mais transcendental, porque é eterno.
Shakespeare dizia:
- Sempre me sinto feliz, sabes por quê? Porque não espero nada de ninguém. Esperar sempre dói. Os problemas não são eternos, sempre têm solução. O único que não se resolve é a morte. A vida é curta, por isso, ame-a! Viva intensamente e recorde: antes de falar, escute; antes de escrever, pense; antes de criticar, examine, antes de ferir, sente; antes de orar, perdoe, antes de gastar, ganhe; antes de render, tente de novo e, antes de morrer, viva!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

AVIÕES

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

O texto abaixo, provavelmente saído de uma cabeça feminina, compara o homem a um avião, em função do seu "desempenho" ao longo dos anos, diferentemente da opinião masculina, que considera a mulher um "avião", de última geração, independente da idade, bastando apenas ser "gostosona".
Vejamos o que elas pensam:
• AVIÃO DE PAPEL
É o homem até os seus 20 anos: realiza apenas voos rápidos, de curto alcance e duração!
• AVIÃO DE CAÇA MILITAR
Próprio dos homens dos 20 até os 30 anos: sempre a postos, 7 dias por semana. Ataca qualquer objetivo. Capaz de executar várias missões, mesmo quando separadas por curtos intervalos de tempo.
• AVIÃO COMERCIAL DE VOOS INTERNACIONAIS
Comportamento dos homens que vai dos 30 até os 40 anos: opera em horário regular, destinos de alto nível, voos longos, com raros sobressaltos. A clientela chega com grande expectativa e, no final da viagem, sai cansada, mas satisfeita.
• AVIÃO COMERCIAL DE VOOS REGIONAIS
Aqui se enquadram os homens dos 40 até os 50 anos: mantêm horários regulares, destinos bastante conhecidos e rotineiros. Os voos nem sempre saem no horário previsto, o que demanda mudanças e adaptações que irritam a clientela.
• AVIÃO DE CARGA
Homens dos 50 aos 60 anos: preparação intensa e muito trabalho antes da decolagem. Uma vez no ar, manobra lentamente e proporciona menor conforto durante a viagem. A clientela é composta majoritariamente por malas e bagulhos diversos.
• ASA DELTA
Classificação dos homens na faixa etária que vai dos 60 aos 70 anos: exige excelentes condições externas para alçar voo. Dá um trabalho enorme para decolar e, depois, evita manobras bruscas para não cair antes da hora. Após aterrissagem, desmonta e guarda o equipamento.
• PLANADOR
Aqui começa o "fim de carreira", estando enquadrados os homens dos 70 aos 80 anos: só voa eventualmente e com auxílio.  Repertório de manobras extremamente limitado. Uma vez no chão, precisa de ajuda até para voltar ao hangar.
• MODELO ANTIGO
Após os 80 anos: apenas enfeite.
- Será mesmo verdade?

domingo, 22 de novembro de 2015

IMPREVISÍVEL

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

A vida é como um medicamento sem bula, um aparelho eletrônico sem manual de instruções, uma caça ao tesouro sem mapa, uma prova de rally sem GPS.
O problema é que você insiste em tentar encontrar um padrão, em seguir uma lógica, em acreditar em verdades absolutas, em desejar que as experiências passadas se repitam.
Veja bem, aquela cantada que deu certo uma vez pode ser que nunca mais funcione. Aquele lugar que você adorou conhecer tem boas chances de não te agradar em outras oportunidades. Aquela roupa com a qual você se deu bem em uma festa não te fará ser o galã supremo em todas as outras. Aquele grande amor pode se tornar entediante. O certo, às vezes, torna-se errado e, o contrário, muitas vezes, parece certo. Pare de querer repetir fórmulas prontas que deram certo com outras pessoas. Você percebe? Outras pessoas, não você!
Não é porque sua amiga conheceu o amor da vida dela em determinado lugar que o seu também estará lá. E, também, não é porque um cara foi um imbecil com você que todos os outros também serão. Toda generalização é burra, inclusive essa. Nem toda mulher que gosta de boate é fácil, nem todo homem que frequenta a igreja é um bom partido.
Tem gente que gosta de receber mensagem de “bom dia” toda manhã, tem outros que irão se afastar de você se fizer isso. As pessoas são mesmo assim: podem te amar ou te odiar pelo mesmo motivo.
É preciso saber chegar, adaptar-se, jogar o jogo com as cartas que lhe forem entregues. Para mim é isso que torna a vida apaixonante: o imprevisível. Porque você acorda sem saber como o dia vai terminar, e pode ser até que não termine. Por isso a boa é viver sem fazer planos, sem querer repetir histórias, sem esperar muito e sem desesperar jamais.
Esteja de braços abertos para o novo. O inesperado pode te abraçar em qualquer esquina. O seu projeto de vida nunca será melhor do que aquele que o maior arquiteto de todos planejou para você.
Quer saber? Corta essa de querer reviver momentos. Suas melhores lembranças só existem porque um dia você se permitiu viver algo novo.
Liberte-se e acredite: quando o vento do destino sopra, o acaso faz o inesperado acontecer.

O PT E O PODER

Texto de Luiz Ferreira da Silva
 ENGENHEIRO-AGRÔNOMO APOSENTADO E ESCRITOR

Eu sempre tive muito medo do PODER. Nas vezes que fui conduzido a uma Diretoria, sempre exigi um tempo determinado, que não ultrapassasse 3 anos, findo os quais retornaria às minhas atividades de pesquisas. Raciocinava que Chefe não é carreira, mas pesquisador sim.
Por outro lado, além da defasagem profissional, ocorria o perigo de se gostar das vantagens, especialmente das bajulações, puxa-saquismo e sinecuras.
Assisti cenas tristes de colegas quando perdiam os seus cargos. Trancavam-se em suas salas e até choravam, além de não terem condições de voltar à sua especialidade de origem, pois se sentiam diminuídos. Ou lutavam por uma “aspone” ou mudavam de departamento.
Esse introito da minha experiência é para tentar entender o que aconteceu com o PT. Antes, humilde, defensor dos fracos e oprimidos, alegre, solidário e destemido.
Depois, no PODER, uma mudança total. Quem vê o ex-Presidente Lula hoje, espanta-se com o pretérito. Incorporou tudo de ruim que o poder concede, desde a arrogância e ar de saber inconteste, aos trejeitos falatórios e o jogar para a plateia, sobretudo internacional.
Os seus prepostos nem é bom falar. Do Ministro da Casa Civil, José Dirceu, ao Presidente do partido, José Genuíno, passando pela Marta e desembocando no Mercadante. Uma nota só: arrogância e estufar do peito. Para o inferno, a humildade e o jabá (carne seca/charque) de dantes! Agora, é mandar e se deliciar com o caviar! Devem assim racionar, pelo que posso entender dessa alteração comportamental.
Eu sempre admirei o PT e votei no Lula, uma vez; um voto até de emoção. Expectativa de um novo vade-mécum político, eivado de ética e cidadania. Mas, o que aconteceu? Todo mundo sabe.
Hoje, vibro com as derrotas do PT e continuarei a votar contra, enquanto estiver no PODER, para o bem da Nação, sonhando em resgatar aquele outro PT, que eu apoiava, mesmo sem ser ativista. Só que pelo andar da carruagem, trata-se de um “caso sem jeito”, como diziam os de antigamente.
Eu explico. O meu PT era aquele da oposição, que defendia os aposentados, os velhinhos, os descamisados e os sem nada (terra, casa, comida, etc.). Com sua tenacidade, evitou que os aposentados fossem tachados pelo PSDB de FHC. O de hoje, “deu na jugular” dos velhinhos, arrancando-lhes 11%, sem dor e nem piedade. Como mudou!
Daí o bom PT é o de outrora, quando estava lá em baixo e nos defendia, vislumbrando-nos uma cidadania próxima. Os seus ideólogos têm que voltar a planície e o chefe maior às portas das fábricas, pois se “embananaram” e estão tontos, provando-se que o PT com PODER não dá certo.
Nem quero falar da corrupção que a mídia estampa diariamente!
Eu creio que vai ser preciso, mesmo parecendo uma incoerência, rebaixa-lo e reagrupar o grupo original (Heloisa Helena, Babá, Luciana genro e outros), para lhe dar juízo, na expectativa que volte a ser o nosso defensor, coerente, ativo, solidário, verdadeiro.
Portanto, nada desse PT poderoso e, como se leem nas reportagens, artigos e livros diversos, corrupto. Queremos o OUTRO.

sábado, 21 de novembro de 2015

A TOLHA DE MESA

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Um novo pastor, recentemente formado, e sua esposa, que foram encarregados de reabrir uma igreja no bairro de Brooklyn, NY chegaram no início de outubro, entusiasmados com a oportunidade.
Quando viram a igreja, observaram que havia muitos estragos e um grande trabalho a ser feito. Sem se deixar abater, estabeleceram como meta deixar tudo pronto para o primeiro serviço: o culto de Natal.
Trabalharam sem descanso, consertando o telhado... refazendo o piso... pintando... e, muito antes do Natal, em 18 de dezembro, tudo estava pronto! Mas, no dia seguinte, 19 de dezembro, desabou uma terrível tempestade que durou por dois dias.
No dia 21, o pastor foi até a igreja. Seu coração doeu... Viu que o telhado tinha quebrado e que uma grande área do revestimento de gesso decorado, da parede do santuário, logo atrás do púlpito, havia caído.
O pastor, enquanto limpava o chão, pensava em como resolver a situação. No caminho de casa, pensando em adiar o culto de Natal, observava as vitrines, enfeitadas para a época, quando notou um bazar beneficente e parou por instantes.
Uma linda toalha de mesa, de crochê, na cor marfim, com um crucifixo delicadamente bordado no centro chamou-lhe a atenção. Era do tamanho exato para cobrir o estrago atrás do púlpito.
Comprou-a e voltou para a igreja. Começou a nevar. Apressou seus passos e quando chegava à porta da igreja uma velha senhora vinha correndo em direção contrária tentando pegar o ônibus, o que não conseguiu.
O pastor convidou-a a entrar para esperar pelo próximo que viria 45 minutos depois, abrigando-se do frio. Ela sentou-se num banco e nem prestava atenção no pastor que já providenciava a instalação da toalha de mesa na parede.
Ao terminar afastou-se e pôde admirar o quanto a toalha era linda e servia perfeitamente para esconder o estrago. Então, o pastor notou a velha encaminhando-se para ele. Seu rosto estava lívido e perguntou:
- Pastor, onde o senhor encontrou essa toalha de mesa?
O pastor contou a história. A mulher pediu-lhe que examinasse o canto direito inferior para encontrar as iniciais EBG, bordadas. O pastor fez o que a mulher pediu e, intrigado, confirmou.
A mulher disse:
- Essas são as minhas iniciais.
Ela havia feito essa toalha de mesa há 35 anos, na Áustria. Contou que, antes da guerra, ela e seu marido estavam "bem-de-vida".
Quando os nazistas invadiram seu país combinaram fugir; ela iria antes e seu marido a seguiria uma semana depois. Ela foi capturada, trancada numa prisão e nunca mais viu seu marido e sua casa.
O pastor ofereceu a toalha, mas, ela recusou, dizendo que estava num lugar muito apropriado. Insistindo, ofereceu-se para levá-la até sua casa; era o mínimo que poderia fazer.
Ela morava em Staten Island e tinha passado o dia no Brooklin para um serviço de faxina. No dia de Natal a igreja estava quase cheia. Foi um lindo trabalho.
Ao final, o pastor e sua esposa cumprimentaram os fiéis um a um à porta e muitos diziam que retornariam. Um velho homem, que o pastor reconheceu pela vizinhança, permaneceu sentado, atônito.
O pastor aproximou-se e, antes que dissesse palavra, o velho perguntou:
- Onde o senhor conseguiu a toalha de mesa da parede? Ela é idêntica à uma que minha mulher fez, muitos anos atrás, quando vivíamos na Áustria, antes da guerra.
Como poderiam existir duas toalhas tão parecidas? Imediatamente, o pastor entendeu o que tinha acontecido e disse:
- Venha... eu vou levá-lo a um lugar que o senhor vai gostar muito.
No caminho o velho contou a mesma história da mulher. Ele, antes de poder fugir, também havia sido preso e nunca mais pôde ver sua mulher e sua casa, por 35 anos.
Ao chegar à mesma casa onde deixara a mulher, três dias antes, ajudou o velho a subir os três lances de escadas e bateu na porta...
Creio que não há necessidade de se contar o resto da história. Quem disse que Deus não trabalha de maneira misteriosa?
NADA ACONTECE POR ACASO.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

ANTIGAMENTE ESCREVIA-SE MUITO BEM!

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
ENVIADO POR JOÃO VIEIRA - PORTUGAL

Carta dirigida pelo Dr. Frederico de Moura, Médico e Historiador de Vagos, ao Dr. Nogueira de Lemos, Médico Cirurgião de Aveiro. O autor nasceu em 1909 e faleceu em 2002, licenciou-se em Medicina em 1933 e em Histórico-Filosóficas em 1960. 
Meu caro Lemos,
É coisa axiomática que o pénis não obedece a freio; e é coisa de esperar que, a natureza o tenha dado a animal que lhe não obedece. Mas como a esta estuporada profissão que exercemos só aparecem anormalidades, aberrações e coisas em desacordo com a natureza, surgiu-me hoje no consultório esse rapazinho que lhe envio, com um freio de tal dureza e de tal conformação que o insubmisso pénis, tradicionalmente indomável, não teve outro remédio senão ceder. Calcule os mistérios e os paradoxos desta ladina natureza! Esse moço, na casa dos 20 anos com uns corpos cavernosos que devem estar isentos de qualquer esclerose ou de qualquer obstrução, e concerteza dispondo de uma libido afinada capaz de lhe fazer sair, erecto, o próprio umbigo, resolve ir para o casamento com os seus (dele) três vinténs e confirma, então a suspeita que já tinha, de que no auge da metálica erecção, o pénis fica em crossa como o báculo de um bispo, por incapacidade de vencer a brevidade e a dureza do freio que lho verga para a terra. Calculará o meu prezado Lemos, as acrobacias de alcova que este desgraçado terá de realizar para conseguir a penetração de um membro viril, quase tão torto como uma ferradura, na vagina suplicante da consorte. De modo que o rapazinho veio pedir-me socorro, e eu condoído peço-lhe a sua colaboração em favor da harmonia conjugal, com a certeza de que por isso ninguém nos irá acoimar de chegadores. Condoa-se a cirurgia de braço dado com a medicina que, por intermédio deste fraco servidor que eu sou, já se condoeu e endireitemos o pénis torto (e nada de confusões, que não é mole pelo que me afirma o proprietário). Lembremo-nos, sobretudo, ao praticarmos esta obra, que vem aí um tempo em que um pénis destes, mesmo em arco ou em forma de saca-rolhas, nos faria um jeitão, e ajudemos o pobre rapaz que se compromete comigo a fazer bom uso dele, emprenhando a mulher da primeira vez que o usar, depois da operação ortomórfica que o meu amigo lhe vai fazer sem sombra de dúvida.
Desculpe mandar-lhe desta vez uma tarefa fálica! Ouvi uma mulher um dia dizer que um Phallus é um excelente amuleto e que dá sorte verdadeira. Se quiser tirar a prova não tem mais que endireitá-lo... e jogar a seguir na lotaria. Desculpe, pois, a remessa de bicho tão metediço que eu por mim prometo, logo que possa, e em compensação, mandar-lhe uma vulva virgem e nacarada como uma concha de madrepérola.
Um abraço do seu amigo certo,
Frederico de Moura
P.S. Como a minha letra é muito má, segundo a sua opinião, e como o assunto desta carta é muito importante para duas pessoas, uma das quais do sexo fraco, entendi do meu dever dactilografá-la. Assim, não haverá nenhuma razão para que o meu amigo dizer que não entendeu o que eu queria e, por partida, deixar o aparelho na mesma ou pior ao rapaz. Quero ainda dizer-lhe que para sua compensação, tenciono depois do êxito que o seu ferro cirúrgico vai alcançar, comunicar o seu nome à mulher beneficiada que, por certo, lhe ficará eternamente grata, ficando sempre com a sua pessoa presente na memória nos momentos – e oxalá que sejam muitos! – em que se sentir penetrada por um pénis que só o meu amigo conseguiu endireitar. E nem sei se o Estado virá louvar a sua acção, se lhe for dado conhecimento que os filhos que saírem daquele casal são devidos em grande parte (não ao seu pénis) mas, sem dúvida, à sua mão. E filhos com a mão nem toda a gente se poderá gabar de os fazer!
Creia-me seu afeiçoado,
Frederico
27/3/1958
 

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

SEJA VOCÊ MESMA

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Victoria Caroline é uma fotógrafa norte-americana bem sucedida, cuja especialidade é fazer fotos eróticas de mulheres de qualquer faixa etária. Entretanto, muitas de suas clientes tem complexos em relação ao corpo, e acontece com frequência que elas liguem cancelando a sessão de fotos, temendo expor suas imperfeições diante de uma câmera. Mas dentre as diversas mulheres que já fizeram books com ela, tem uma que Victoria não esquece. E isso por causa da reação do marido da cliente ao ver as imagens. Surpresa com o fato, ela postou a história no seu Facebook:
Hoje eu gostaria de contar para vocês a história de um dia em que eu fiz tudo errado. Isso aconteceu quando eu tinha acabado de fundar minha empresa, e minha cliente da vez era um mulher quarentona, tamanho M, e com curvas espetaculares. Durante nossa sessão de fotos em um incrível hotel na cidade de San Antonio, eu lembro de pensar que tinha diante de mim uma linda mulher. Mas como quase todas as minhas clientes, ela tinha um pedido a fazer.
Ela me olhou direto nos olhos e me disse:
- Eu quero que você use o Photoshop para fazer sumir toda a minha celulite, e também minhas estrias, gordurinhas e rugas. Por favor, desapareça com tudo. Eu quero me sentir maravilhosa pelo menos uma vez na vida.
Então eu fiz exatamente o que ela desejava. Naquele dia, nós tiramos fotos por cerca de uma hora e meia, e depois eu fui para casa retocar no computador cada imagem, eliminando todas as imperfeições possíveis. Quando terminei, eu a tinha transformado no protótipo da mulher ideal.
Quando chegou o natal, esta cliente deu de presente para seu marido um lindo álbum com 30 das suas melhores fotos. Mas, passados três dias, eu recebi o seguinte e-mail:
Oi, Victoria
Eu sou o marido da Amanda (nome fictício). Eu estou te escrevendo porque recentemente recebi de presente um álbum com fotos que você tirou da minha esposa. Eu não quero que você pense que eu estou chateado com você, mas eu andei refletindo sobre isso, e eu queria dividir meus pensamentos aqui neste e-mail. Eu e minha mulher estamos juntos desde que tínhamos 18 anos, e nós temos dois filhos maravilhosos. Ao longo da vida, nós tivemos nossos altos e baixos, e eu acredito que.. Bem, na verdade eu sei que minha mulher fez estas fotos tentando apimentar nossa relação. Ela às vezes reclama da sua aparência, e ela acredita que eu não a acho atraente, e que ela não me culparia se eu a trocasse por alguém mais jovem. Então quando eu recebi o presente e abri o álbum, o que eu vi ali dentro me deixou arrasado.
Estas fotos, apesar de serem lindas e mostrarem que você é uma fotógrafa muito talentosa, elas não mostram a minha mulher. Você fez cada um dos seus '’defeitos” desaparecerem. Eu tenho certeza que foi ela que pediu isso para você, mas estes retoques apagaram também as marcas da nossa história, e da nossa jornada na vida. Quando você eliminou as estrias, você deletou junto com elas o registro do nascimento dos nossos filhos. Quando você fez as rugas sumirem, você baniu as nossas duas décadas de risadas, e as nossas preocupações. Quando você excluiu as celulites, você tirou do mapa o amor dela por bolos e reduziu a pó todas as coisas deliciosas que comemos juntos ao longo do tempo. Eu não estou escrevendo estas palavras para que você se sinta mal; você estava apenas fazendo o seu trabalho e eu entendo totalmente. Na verdade, eu estou te escrevendo para te agradecer. Ao ver estas imagens, eu percebi que eu não digo “eu te amo” o suficiente para a minha esposa e também não repito tanto quanto deveria que eu acho ela linda exatamente como ela é. Justamente por ter ouvido raramente estas palavras, ela acreditou que esta versão dela “photoshopada” e retocada era exatamente a aparência que eu gostaria que ela tivesse. E assim eu percebi que preciso me esforçar mais. De agora em diante, e pelo resto dos meus dias, eu a celebrarei com todas as suas imperfeições. Obrigada por me lembrar disto.
Abraços,
Carlos
(Nome fictício para proteger a identidade dos clientes)
Meninas, eu posso retocar e eliminar praticamente qualquer coisa! Mas será que não é hora de repensar sobre isso e refletir sobre todas estas alterações artificiais? As pessoas que nos amam, elas nos adoram exatamente como somos. Este é um e-mail 100% real que recebi, e durante 6 meses eu chorei de culpa a cada vez que eu o lia. Então, vamos lá, porque não começar a se apreciar exatamente como você é?! E caso você não tenha ninguém para te dizer hoje o quão bonita você é, eu digo: Você é espetacular!