segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O VENENO NOSSO DE CADA DIA

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

O mais recente lançamento no mundo literário alagoano é o livro “O Veneno Nosso de Cada Dia”, do escritor Severino Ramos Barbosa.
O livro, que mescla ficção e realidade, conta a saga do delegado Altino Barros para desvendar a morte de um vereador da cidade de Porto Calvo, ocorrida na sacristia da igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, horas depois de uma missa celebrada pelo Pe. Nilo Garrido, em Ação de Graça, encomendada pelo prefeito e pelos onze vereadores que foram eleitos no pleito eleitoral.
O escritor brinda os leitores com uma trama travestida de cunho político, onde cada personagem destila o seu veneno. No enredo, também estão presentes o tráfico de drogas, a Lenda da Serpente e Túneis que cortam a cidade, a figura histórica de Calabar e, acima de tudo, a crítica social.
Os interessados em adquirir a cativante obra devem entrar em contato diretamente com o escritor pelo fone 82 988381129 ou através do e-mail severoescritor@gmail.com.
COMENTÁRIOS SOBRE A OBRA:
- O Veneno Nosso de Cada Dia vem enriquecer a literatura brasileira e explicitar a ousadia deste novo escritor, que muito me orgulha pelo fato de ter sido meu aluno e enveredar-se pelo caminho das letras, através de mim.
Áurea Alves de Lima – Professora de Língua Portuguesa 
- Brincar com o jogo das palavras, para envolver e divertir o leitor, é uma tarefa muito difícil. Mas este dom o Severino possui, pois O Veneno Nosso de Cada Dia é a maior prova disso.
Adriana Barbosa – Psicóloga 
- Parabenizo o amigo Severino Ramos Barbosa pela luta e ousadia na escrita deste livro. O Veneno Nosso de Cada Dia vai contribuir para o enriquecimento da cultura de Porto Calvo, de Alagoas e do Brasil.
Adelmo Monteiro – Diretor de Cultura 
- O surpreendente e novo escritor, Severino Ramos Barbosa, vai impactar os leitores do começo ao fim com o seu primeiro livro: O Veneno Nosso de Cada Dia.
Enoc dos Santos – Coordenador Regional de Educação – 10ª CRE 
- O autor do livro “O VENENO NOSSO DE CADA DIA”, Severino Ramos Barbosa, demonstra maturidade em sua narrativa, envereda pelo campo da ficção e da realidade com maestria, e mostra como, no mundo da política, o “veneno” é destilado. Suspense de tirar o fôlego!
José Ailton Tavares de Oliveira – Advogado

O VELHO, O NETO E A INTERNET

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

O avô finalmente comprou um computador e, após algumas aulas, aprendeu mais do que as noções básicas, em especial como enviar e receber e-mails!
E eis que, um belo dia, ele recebe um e-mail de André, o seu neto de quinze anos, dizendo:
- Bom dia, vovô! Como vai o senhor? É muito legal que o senhor agora tenha computador porque agora nós podermos trocar mails e assim não preciso de ir a tua casa para saber notícias tuas! Olha, vovô, o senhor agora pode fazer a transferência do dinheiro da minha mesada pela internet, direto para a minha poupança de número BR12342016. Assim fica muito mais fácil, não é, vovô? Um beijo do teu neto André, que te adora.
Ao ler o e-mail do neto, o velho avô, do alto de sua sabedoria, respondeu:
- Querido André, está tudo bem. Além do computador, eu comprei um scanner. Eu vou digitalizar uma nota de R$ 100 e vou enviar a imagem para você, por e-mail. E quando você tiver um tempinho, dá uma passadinha aqui, em minha casa, para pegar o original. Um beijo do "teu avô virtual".

domingo, 28 de fevereiro de 2016

O TRIPLEX DO GUARUJÁ, O MONOPLEX DA JATIÚCA E LULLEX

Texto de Audemaro Araújo

Corre mundo afora e adentro o bafafá do triplex do ômi. Quem já viu uma coisa dessa?
Primeiramente, por que um operoso e malandroso torneiro mecânico, sindicalista (dito entregão!) que virou biprisidente e que, ainda, elegeu mádama mosquita biprisidenta, não pode ter um baita dum apê-triplex na badala praia de Guarujá? Por que??? Isso só pode ser inveja de coxinha/acarajezinho dazeliti e mera sacanagem da imprensa golpista, doida pra faturar adoidado na conta gorda do ptralhismo. Por outro lado, São luizinaçu frequentador assíduo daquele sitinho de Atibaia, diz que nada tem a ver com os tais sítio e apê; elle nem sequer lembra onde bexiga fica isso.
Segundamente, o que faria lullex correr e temer a justa pra se explicar direitinho, tim-tim por tim-tim(ou seria oi-oi por oi-oi?) como comprou ou deixou de comprar aquele triapê popular; coisa baratinha, uns 7.513.313 real.
Terceiramente e emboramente eu não tenha o supimpa grau de Onestidade delle, "o ser mais Onesto deste planeta", quiçá do Universo finito e transfinito, não me apoquentaria se o bondoso Leão ou a Justiça quisessem esmiuçar como comprei por 755.333 real, na ficha e na planta, meu monoplex da Jatiúca-Beach. Tanto faz ser a justa estaduá ou federá.
Finalmente, o populista, peleguista, conferencistas, estradista ítalo-caeteense, pelo conjunto da obra (literalmente!) faz por merecer morar e viver muito bem, no bem bom; o povo se-ufana-se e garante!!! Assim, o probo e inimputável lullex estaria, mesmo, acima e/ou à margem da Lei?
(AAraujosilva, o leigo, desde os confins da Jatiúca-Beach em MCZ/AL
 
 

sábado, 27 de fevereiro de 2016

SOLAMENTE UNA VEZ

Texto de Carlito Lima

Há mais de seis anos deixei de dirigir, tornei-me amigo de taxistas. Gosto de conversar com esses motoristas anônimos, futebol, política (é um termômetro), o que acontece na cidade. A prefeitura da cidade de São Paulo proibiu taxistas conversarem esses assuntos com clientes, fico imaginando a conversa de taxista paulista, Sartre? Tchaikovsky? Marx?
 Semana passada peguei um taxi no posto, disse o destino ao amigo Arara, fomos conversando, perguntei sobre o movimento dos turistas. Ele não se fez de rogado, gosta de contar casos, ótimo contador de história. Enfrentamos o trânsito louco enquanto ele narrava com entusiasmo sua aventura.
- Coronel, o senhor não vai acreditar, eu aguardava passageiro calmamente no posto, eram 10 horas, quando a argentina apareceu, coroa bonita, vestido transparente de renda branca, por baixo maiô azul claro. Sorrindo foi negociando o custo em levá-la à praia de Ipioca e ficar esperando até às três da tarde, o almoço ela pagava. Fiz meus cálculos, ela aceitou. Sentou-se no banco dianteiro, partimos rumo ao litoral norte. A coroa se apresentou, Filipa, mora em Córdoba, fascinada por Maceió, está comprando um apartamento na Jatiúca, sempre passa férias e feriados, conhece todas as praias, apaixonada por Ipioca. Ficou empolgada ao passarmos pelas novas ruas e avenidas em frente ao mar. Em Ipioca, estacionei embaixo de uma árvore, Filipa desceu, rumou à barraca de praia, acompanhei-a à distância, pediu ao garçom, sombrinha, mesa, cadeira. Eu apreciando, a argentina tirou o vestido, de maiô respirou fundo, de repente correu, entrou no mar, pulou marolas, mergulhou.
 Interessadíssimo na história, perguntei:
- Que tal a coroa?
- Uma Deusa, corpo enxuto, tudo em seus lugares, foi campeã de natação na Argentina.
Respondeu o Arara com ar de cumplicidade. Continuou:
- A bonitona nadou meia hora mar a dentro. Saiu da água saltitando, feliz, alegre, sorrindo, deu-me um adeus ao longe, retornou à mesa, ajeitou a sombrinha pediu ao garçom cerveja e peixe frito, camarão. Na segunda cerveja ela virou-se, chamou-me com os dedos, atendi, sentei-me a seu lado, num português com sotaque entendível, conversamos bastante. Trocou para uísque, eu na coca. Cada vez soltava-se mais, perguntou-me que tal a veterana? Só depois entendi que veterana é coroa, mulher usada, seminova, em argentino. Respondi, “a senhora ganha de muita jovem”.
Arara, todo orgulhoso disse ter notado depois da bebida um clima de paquera.
- Filipa puxou assuntos picantes, sexo e coisa e tal. Ela perguntou-me se queria almoçar em algum restaurante ou comeria na barraca, respondi-lhe que o peixe estava ótimo, matava a fome com aquele delicioso bijupirá e camarão. Ela tomava uísque como se fosse cerveja, sorria, cantava, quase embriaga, deu três da tarde, ela falou que não importasse a hora, pagava mais. Às quatro, ela pagou a conta, levantou-se, eu ajudei-a a levar o vestido, de maiô entrou no carro, cantando e sorrindo. Ao sentar-se, de repente olhou para mim, puxou meu rosto, beijou-me a boca, ficamos grudados. Olhamos, olhos nos olhos, ela deu as ordens, para o hotel. Segui com o carro conversando com a veterana, não deixava de sorrir e cantar. No hotel levei-a ao quarto, nos abraçamos, fomos ao banho. Passei um resto de tarde maravilhoso, coroa extraordinária a argentina nadadora, sabia tudo na cama. Sai às nove da noite, pagou-me o combinado, deixei-a dormindo.
Eu ansioso por saber se a argentina estava ainda na cidade, perguntei se ele a procurou novamente, qual hotel se hospedava. Arara continuou sua história:
- No dia seguinte fui ao hotel, encontrei-a no café da manhã, pediu-me para sentar, disse-me em seu espanhol: "Arara, me gustó sair con usted, pero, saio solamente una vez, sin repetir lo taxista, una vez cada uno, una vez nada más, solamente una vez." Levantou-se, entrou no hotel. Com alguns dias descobri, três colegas taxistas tiveram a mesma aventura maravilhosa com a argentina. Vão completar dois meses, nunca mais avistei a veterana".  
Chegamos ao nosso destino, Arara parou o taxi, eu pensando, "solamente una vez", deu-me uma ponta de inveja do Arara.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

CARTA DO SATANÁS PARA A IGREJA LIBERAL

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Prezado Pregador,
Aqui, no reino das trevas, o seu trabalho, à frente de sua Igreja, tem sido bastante elogiado. Todas as coisas que tenho introduzido aí em sua congregação, têm sido bem aceitas.
Eu sempre gostei de Igrejas liberais. Veja, por exemplo, sua mocidade: As moças gostaram muito do novo decote, meio escandaloso, criado aqui no inferno. Eu sei que é impróprio para crentes, mas elas gostam. Os brincos, os piercings, também, estão fazendo sucesso. Assim corno os esmaltes, maquiagens, fizeram. Soube que até sua esposa está querendo fazer uso dessas coisas. Não a proíba. Eu preciso usá-la como exemplo, para as outras mulheres e jovens. Quanto ao comprimento das vestes femininas, eu me reuni com o chefe do departamento de invenções infernais e vamos encurtá-las mais um pouco. Acho que elas vão gostar. Quanto aos rapazes, também, me alegrei ao saber que eles estão andando cabeludos, tatuados. Isso é bom. Permita que eles andem como as pessoas do mundo. Talvez seja melhor para evangelizar. Alguns têm ido ao cinema para ver filmes criados aqui no inferno, outros vão para as danceterias, outros para clubes, mas não se preocupe, eu tomo conta deles para você. E, além do mais, é só diversão, não tem nada a ver.
Quanto ao que você disse domingo passado, que os crentes já não carregam mais a Bíblia, não se preocupe com isso. Dá muito trabalho andar com uma Bíblia na mão, principalmente depois do culto, quando eles vão a uma pizzaria ou pit-dog. Eu acho que quanto menor o número de Bíblias na Igreja, melhor. Você não acha?
Estou satisfeito, também, porque você não disciplina mais aqueles que cometem pecados e os deixam encobertos. Muito bem! Os seus jovens estão soltinhos e do jeito que eu gosto, inclusive com namoro igualzinho aos meus lá do mundo. É até bom você nem falar sobre isso.
Sei que, durante a semana, a frequência nos cultos é reduzidíssima. Não se perturbe com isso. Fui eu que consegui convencê-los que as novelas, os filmes e os jornais são mais interessantes que os cultos em sua Igreja.
Outra coisa que me faz feliz é saber que você aceitou, e já adotou, em sua congregação, aquela doutrina que nós inventamos aqui no inferno, que fala que Deus só quer o coração, o resto não importa. Depois que você passou a pregar isso, meu trabalho ficou mais fácil. Continue pregando assim.
Só tem uma coisa na sua congregação que nós aqui no inferno não estamos gostando. Eu gostaria que você desse um jeito nisso. É sobre aquele grupinho de irmãos que não aceitam as coisas que estou introduzindo em sua Igreja e está se reunindo na Igreja para orar e jejuar em favor de toda Igreja. São uns fanáticos, uns chatos, legalistas. Há alguns que estão jejuando todos os dias. Outro dia ouvi as orações deles. Só sabem pedir avivamento, despertamento, batismo com o Espírito Santo e coisas desse tipo. Teve um dia que pediram até para Deus acabar com o mundanismo dentro da Igreja. Imagine você, depois de todo trabalho que tive para colocar o mundo dentro de sua Igreja. Se eu fosse você, acabava logo com esses cultos de oração, assim como outros pregadores já fizeram. Já consegui tirar o desejo da maioria dos crentes de orar. Acaba logo com isso! Se esse grupo continuar orando, pode crescer e acabar com as oportunidades que você tem me dado.
Tenho outras coisas para lhe dizer, mas o tempo é pouco. Continue permitindo que eu introduza essas coisas em sua congregação e, brevemente, estarei recebendo você e toda a sua congregação aqui no inferno.
Cordiais saudações,
Satanás

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

No início, existia um Plano.
E então vieram as Premissas…
E as Premissas não tinham forma…
E o Plano não tinha substância e a escuridão cobriu a face dos Funcionários. Então, eles disseram entre si:
- É um balde de merda, e ele fede.
E os Funcionários foram aos seus Supervisores e disseram:
- É um pote de excremento animal e não podemos viver com o cheiro.
E os Supervisores foram aos seus Gerentes dizendo:
- É uma caixa de adubo e ele é muito forte, de forma que não podemos suportá-lo.
E os Gerentes foram aos seus Diretores dizendo:
- É um recipiente de fertilizante e não podemos resistir a sua força.
E os Diretores comentaram entre si:
- Ele contém aquilo que ajuda as plantas a crescerem e é muito forte.
E os Diretores foram aos Vice-Presidentes dizendo a eles:
- Ele promove crescimento e é muito poderoso.
E os Vice-Presidentes foram ao Presidente dizendo a ele:
- Esse novo Plano irá ativamente promover crescimento e vigor para a Empresa, com efeitos muito poderosos.
O Presidente olhou para o Plano e disse que ele era muito bom. E o Plano virou Política da Empresa...
E é assim que a merda acontece.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

USE BORRACHINHA...

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Na fila do ônibus, estava uma senhora com todos os seus 10 filhos. Junto deles, estava um senhor, de meia idade, que tinha uma perna de pau.
O ônibus chegou, a criançada entrou primeiro e ocupou todos os bancos vazios. O senhor e a senhora entraram e ficaram de pé. Na arrancada do ônibus, o senhor da perna de pau, com visível dificuldade, desequilibrou-se para trás, e o barulho foi inconfundível: “toc... toc... toc... toc...
Quando o ônibus freou, a mesma coisa aconteceu, agora para frente: “toc... toc... toc... toc...
Na arrancada, novamente: “toc... toc... toc... toc...
E assim foi, por várias vezes...
Num determinado momento, já incomodada com o barulho e, ao mesmo tempo, tentando ser gentil, a mãe das 10 crianças disse ao perneta:
- Perdão, mas eu gostaria de fazer uma sugestão ao senhor: por que o senhor não coloca uma borrachinha na ponta do pau? Com certeza vai diminuir o barulho e incomodar menos a todos.
 Imediatamente, o perneta respondeu:
 - Agradeço a sugestão, mas se, há alguns anos, a senhora também tivesse colocado uma borrachinha na ponta do pau, todos nós estaríamos sentados, numa boa!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A ARROGÂNCIA QUEBRANDO A CARA

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Um fiscal federal vai a uma fazenda e diz ao dono, um velho fazendeiro:
- Preciso inspecionar sua fazenda. Há uma denúncia de plantação ilegal de maconha.
O fazendeiro aponta para uma determinada área e diz:
- Certo, mas não vá naquele campo ali...
O fiscal, puto da vida, tira do bolso um crachá e, mostrando ao fazendeiro, diz indignado:
- O senhor sabe que tenho o poder do governo federal comigo? Este crachá me dá a autoridade de ir onde eu quero e de entrar em qualquer propriedade. Não preciso pedir ou responder a nenhuma pergunta. Está claro? Me fiz entender?
O fazendeiro todo educado pede desculpas e volta para o que estava fazendo...
Poucos minutos depois o fazendeiro ouve uma gritaria e vê o ofiscal do governo federal correndo para salvar sua própria vida perseguido pelo "Santa Gertrudes", o maior touro da fazenda. A cada passo, o touro vai chegando mais perto do fiscal, que parece que será chifrado antes de conseguir alcançar um lugar seguro. O fiscal, apavorado, corre como um louco.
Ao ver a cena, o fazendeiro larga suas ferramentas, corre para a cerca e grita com todas as forças de seus pulmões:
- O seu crachá! Mostra o seu crachá!

sábado, 20 de fevereiro de 2016

CARTA DO SATANÁS PARA VOCÊ

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
Companheiro,
Ontem eu te vi quando começava o seu dia... Acordou e nem sequer orou ao seu Deus. Ou melhor, durante todo o dia você não orou e nem lembrou de abençoar sua comida. Você é muito ingrato para com o seu Deus e isso em você me agrada muito.
Eu também gosto da enorme fraqueza que sempre demonstra no que diz respeito ao seu crescimento espiritual, em ser um cristão. Raramente lê a Bíblia e, quando faz, está cansado. Não medita no que lê, ora quase nada e, além disso, muitas vezes diz palavras que não analisa. Por qualquer pretexto chega tarde ou falta ao seu culto de ensino.
E o que falar de suas murmurações?
Temos assistido muitos filmes juntos, sem falar nas vezes que fomos juntos ao teatro. Lembra daquele dia da tua fraqueza com aquela linda pessoa? Oh, como foi bom!  Mas o que mais me agrada é que você não se arrepende porque sabe que é jovem e tem que aproveitar a vida, pensa só na carne e acredita que não precisa ser salvo para a eternidade. Não há dúvida: você é um dos meus!
Amo as piadas vergonhosas que você conta e que também escuta. Você ri delas, eu também rio de ver um filho de Deus participando disto. O fato é que nos sentimos bem.
A música vulgar e de duplo sentido que você escuta me agrada demais. Como você sabe quais são os grupos que eu gosto de escutar? Também adoro quando murmura e se revolta contra o seu Deus. Sinto-me feliz quando vejo você dançando e fazendo estes movimentos sensuais: eles me fascinam. Como isso, me agrada!
Você quer se encontrar comigo qualquer dia destes?
Certamente quando você está se divertindo saudavelmente, fico triste, mas sem problema, sempre haverá outra oportunidade. Tem vezes que me faz coisas incríveis, quando dá mal exemplo às crianças ou quando os autoriza para perderem a sua inocência através da televisão, músicas ou coisas do gênero. Eles são tão espertos que imitam facilmente tudo o veem. Muito obrigado! 
O que mais me agrada é que poucas vezes tenho que te tentar. Você quase sempre cai por conta própria. Você busca os melhores momentos, se expõe as situações perigosas, me dando lugar!
Se tivesse cabeça, mudaria de ambiente e de companhias; buscaria a palavra de Deus e entregaria realmente a tua vida àquele que você chama de Deus e, ainda mais, viveria o resto de seus anos sob a orientação do Espírito Santo.
Não tenho costume de enviar este tipo de mensagem, mas você é tão acomodado espiritualmente que não acredito que vá mudar nada.  
Não me entenda mal, eu te odeio e não te dou a mínima. Se eu te busco é porque você me satisfaz com as tuas atitudes e faz cair em ridículo a Jesus Cristo. 
Estou te esperando,
Satanás.
P.S.: Se realmente me amas, não mostre a mais ninguém esta carta.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

MULHER: BOLSA VERSUS IDADE

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
Desde que nascem, as coitadas das mulheres já carregam a velha sina, de andar com bolsas. O tipo de bolsa e o seu conteúdo determinam a idade que você tem. Avalie-se:
· DE O A 6 MESES
A sua bolsa é da loja infantil, todinha rosa, e custou por volta de R$ 200,00. O que tem dentro: um pacote de fraldas descartáveis, creminhos e lencinhos rosa, duas chupetas rosa, três mudas extras de roupinhas rosas, uma mamadeira com leite com a tampa rosa, uma infinidade de paninhos rosas, uma pequena farmácia.
· AOS 10 ANOS DE IDADE
A sua bolsa tem a Barbie estampada na frente, e custou por volta de R$ 50,00. O que tem dentro: prendedores e fivelinhas coloridas; chicletes; diário íntimo da Barbie, pente fluorescente com cheirinho de morango, foto do Justin Bieber, 5 reais, telefone celular da Pequena Sereia, carteirinha do colégio, chave do diário da Barbie e do cadeado da bicicleta, um panda.
· AOS 20 ANOS DE IDADE
A sua bolsa é do camelô ou da feirinha, e não custou mais de R$ 15,00. O que tem dentro: óculos com lentes coloridas, anticoncepcionais e camisinha, agenda, Escova, blush e batom, foto do namorado, dinheiro trocado, telefone celular que troca a frente e toca musiquinha, chaves de casa, um mp3.
· AOS 30 ANOS DE IDADE
A sua bolsa é da Victor Hugo ou Lui Vuiton, não custou menos de R$ 2.000,00. O que tem dentro: óculos de sol, adoçante em saquinho, agenda eletrônica, necessaire (combinando com a bolsa), foto do seu bebê, cartão do banco, telefone celular pequeno, moderno e que toca fazendo “trim”, chaves de casa e do carro, chupeta e fraldas usadas, esquecidos do último passeio com seu bebê.
· AOS 40 ANOS DE IDADE
Ainda usa a mesma bolsa dos 30, afinal foi caríssima. O que tem dentro: óculos de sol e de grau, lexotan, telefone celular desligado ou sem bateria, pinça de depilação e algumas lixas de unha, a mesma foto de sempre do seu bebê, cartão do banco , de crédito e débito, chaves de casa, do carro e do escritório, um par de meias sobressalente.
· AOS 50 ANOS DE IDADE
A sua bolsa é emprestada da filha de 20 anos, para parecer mais jovem (e ainda economizou). O que tem dentro: dois pares de óculos (um para perto e um para longe), lexotan e prozac ou genérico, livro de autoajuda, perfume, três fotos 3×4 velhas, esqueceu o telefone celular em casa, cartão do banco, de crédito e talão de cheques, chaves de casa, do carro e do sítio, uma barra de chocolate.
· DEPOIS DOS 60 ANOS DE IDADE
As suas bolsas são: um saco de crochê (com alcinhas finas), um saco plástico e uma sacola de papel de loja de roupas, tudo junto. O que tem dentro: dois pares de bifocais (um deles com a haste quebrada), uma pequena farmácia, cartão de gratuidade do ônibus, cartão-telefônico para orelhão, agendinha telefônica com as folhas caindo, guarda-chuva, fotos dos netinhos, porta-moedas, um saquinho plástico (só quem tem 60 ou mais sabe para que serve isso), chave de casa e da casa dos filhos, uma sacolinha com um tuppeware, uma lista de remédio (o que toma e o que não pode tomar) e um cartão com os telefones dos parentes.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

PARA MAIORES DE 50

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

· É hora de usar o dinheiro (pouco ou muito) que você conseguiu economizar. Use-o para você, não para guardá-lo e não o desfrutar com aqueles que não tem a menor noção do sacrifício que você fez para consegui-lo. Geralmente as pessoas que não estão sequer na família: genros, noras, sobrinhos. Lembre-se que não há nada mais perigoso do que um genro ou uma nora com ideias. Atenção: não é tempo para maravilhosos investimentos, por mais que possam parecer, eles só trazem problemas e é hora de ter muita paz e tranquilidade.
· Pare de preocupar-se com situação financeira dos filhos e netos. Não se sinta culpado por gastar o dinheiro consigo mesmo. Você provavelmente já ofereceu o que foi possível na infância e juventude como uma boa educação. Agora, pois, a responsabilidade é deles.
· Não é mais época de sustentar pessoas de sua família. Seja um pouco egoísta, mas não usurário. Tenha uma vida saudável, sem grande esforço físico. Faça ginástica moderada (como andar regularmente) e coma bem.
· Compre sempre o melhor e mais bonito. Lembre-se que, neste momento, um objetivo fundamental é de gastar dinheiro com você, com seus gostos e caprichos e do seu parceiro. Após a morte o dinheiro só gera ódio e ressentimento.
· Nada de angustiar-se com pouca coisa. Na vida tudo passa, sejam bons momentos para serem lembrados, sejam os maus, que devem rapidamente ser esquecidos.
· Independente da idade, sempre mantenha vivo o amor. Ame o seu parceiro, ame a vida, ame o seu próximo... Lembre-se: “um homem nunca é velho enquanto lhe resta a inteligência e o afeto”.
· Seja vaidoso. Cabeleireiro frequente, faça as unhas, vá ao dermatologista, dentista, e use perfumes e cremes com moderação. Porque se agora você não é bonito, é, pelo menos, bem conservado.
· Nada de ser muito moderno. É triste e doloroso ver pessoas com penteados e roupas feitas para os jovens.
· Sempre mantenha-se atualizado. Leia livros e jornais, ouça rádio, assista bons programas na TV, visite Internet com alguma frequência, envie e responda e-mails, use as redes sociais, mas sem estresse ou com vício. Chame os amigos.
· Respeite a opinião dos jovens. Muitos deles estão melhor preparados para a vida, como nós quando estávamos com a sua idade.
· Nunca use o termo "no meu tempo”. Seu tempo é agora, não se confunda. Pode lembrar do passado, mas com saudade moderada e feliz por ter vivido.
· Não caia em tentação de viver com filhos ou netos. Apesar de ocasionalmente ir alguns dias como hóspede, respeite a privacidade deles, mas especialmente a sua. Se você perdeu o seu parceiro, obtenha uma pessoa para ir morar com você e trabalhar com as tarefas domésticas, e tomar esta decisão somente quando não mais possa dar de si e o fim esteja próximo.
· Pode ser muito divertido conviver com pessoas de sua idade. E o mais importante, não vai funcionar com qualquer um. Mas sim se você se reunir com pessoas positivas e alegres, nunca com "velhos amargos".
· Mantenha um hobby. Você pode viajar, caminhar, cozinhar, ler, dançar, cuidar de um gato, de um cachorro, cuidar de plantas, cartas de baralho, golfe, navegar na Internet, pintura, trabalho voluntário em uma ONG, ou coletar alguma coisa. Faça o que você gosta e o que seus recursos permitem.
· Aceite convites. Batizados, formaturas, aniversários, casamentos, conferências. Visite museus, vá para o campo ... O importante é sair de casa por um tempo. Mas não fique chateado se ninguém o convidou. Certamente, quando você era jovem também não convidava seus pais para tudo.
· Fale pouco e ouça mais. Sua vida e seu passado só importam para você mesmo. Se alguém lhe perguntar sobre esses assuntos, seja breve e tente falar sobre coisas boas e agradáveis. Jamais se lamente de nada. Fale em um tom baixo, cortês. Não critique qualquer coisa, aceite situações como elas são. Tudo está passando. Lembre-se que em breve voltará para sua casa e sua rotina.
· Dores e desconfortos, apresentará sempre. Não os torne mais problemático do que são. Tente minimizá-los. No final, eles só afetam você e são problemas seus e do seu médico... Lamentações nada conseguem.
· Permaneça apegado à religião. Mas orando e rezando o tempo todo como um fanático, não conseguirá nada. Se você é religioso, viva-o intensamente, mas sem ostentação. A boa notícia é que "em breve, poderá fazer seus pedidos pessoalmente".
· Ria-se muito, ria-se de tudo. Você é um sortudo, você teve uma vida, uma vida longa, e a morte só será uma nova etapa, uma etapa incerta, assim como foi incerta toda a sua vida.
· Não faça caso do que dizem a seu respeito, e menos do que pensam de você. Se alguém lhe diz que agora você não faz nada de importante, não se preocupe. A coisa mais importante já está feita: você e sua história, boa ou ruim, seja como foi. Agora se trata de uma jubilação, o mais suave, em paz e feliz possível.
E lembre-se:
- A vida é muito curta para beber vinho ruim.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

QUANDO ELAS DIZEM...

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Para que você se sair bem em um relacionamento amoroso, saiba interpretar o significado das respostas das mulheres, quando elas dizem:
Certo...
Esta é a palavra que as mulheres usam para encerrar uma discussão quando elas estão certas e você precisa se calar.
• Cinco minutos...
Se ela está se arrumando significa meia hora. “cinco minutos” só são cinco minutos se esse for o prazo que ela te deu para ver o futebol antes de ajudar nas tarefas domésticas.
• Nada...
Esta é a calmaria antes da tempestade. Significa que algo está acontecendo e que você deve ficar atento. Discussões que começam em “Nada” normalmente terminam em “Certo”.
• Você que sabe...
É um desafio, não uma permissão. Ela está te desafiando, e nessa hora você tem que saber o que ela quer e não diga que também não sabe!
• Um suspiro alto...
Não é realmente uma palavra, é uma declaração não verbal que frequentemente confunde os homens. Um suspiro alto significa que ela pensa que você é um idiota e que ela está imaginando porque ela está perdendo tempo, parada ali, discutindo com você sobre “Nada”.
• Tudo bem...
Uma das mais perigosas expressões ditas por uma mulher. “Tudo bem” significa que ela quer pensar muito bem antes de decidir como e quando você vai pagar por sua mancada.
• Obrigada...
Uma mulher está agradecendo, não questione, nem desmaie. Apenas diga “Por nada”, uma colocação pessoal, é verdade, a menos que ela diga “Muito obrigada" - isso é puro sarcasmo - não está agradecendo por coisa nenhuma. Nesse caso, não diga “Por nada”. Isso apenas provocará o “Esquece”.
• Esquece!
É uma mulher dizendo “Foda-se!”.
• Deixa pra lá, eu resolvo...
Outra expressão perigosa, significando que uma mulher disse várias vezes para um homem fazer algo, mas agora está fazendo ela mesma. Isso resultará no homem perguntando “O que aconteceu?”. Para a resposta da mulher, consulte o item "Nada".
• Precisamos conversar...
Fodeu! Você está a 30 segundos de levar um pé na bunda!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A HORA DO ESPANTO

Texto de Aloisio Guimarães

Lagoa do Rancho é pequeno um povoado pertencente ao município de Arapiraca, localizado perto da cidade de Igaci. 
Foi em torno da estação da Rede Ferroviária Federal que Lagoa do Rancho se desenvolveu, isto no tempo em que, regularmente, um trem de passageiros fazia a linha Maceió/Porto Real do Colégio/Maceió.
É triste dizer que hoje a linha férrea se encontra desativada e que todo aquele patrimônio do povo brasileiro está abandonado... 
Pois bem, "armado o circo", vamos ao causo: 
Contam que, numa determinada época, morava em Lagoa do Rancho uma cabocla bonita, chamada Zulmira, que nunca tinha namorado. A razão da sua falta de namoro, segundo contam, é que ela tinha vergonha de "determinada parte do seu corpo" e por isso mesmo vivia sempre trancada dentro de casa, "fugindo dos rapazes como o diabo foge da cruz".
Eis que, numa bela tarde ensolarada, desembarcou na estação ferroviária de Lagoa do Rancho, vindo Palmeira dos Índios, Teobaldo, um sujeito alto e forte, que ali chegou para "tomar conta" do sítio de Dona Olindina, uma vizinha e amiga de dos pais da Zulmira.
Inevitavelmente, Teobaldo e Zulmira se conheceram... Depois de alguns dias de olhares furtivos, o amor logo brotou entre eles.Teobaldo, como diziam antigamente, ficou "arriado os quatro pneus e o estepe" pela formosura da Zulmira. A paixão foi tanta que ele decidiu pedir a moça em casamento:
- Zuzu, quirida, vamu ajuntá nossos trápus?
Antes de aceitar o pedido de casamento, ela pensou muito e achou prudente confessar logo o seu problema:
- Teozinho, amô, divido a um piqueno probrema de infânça, tenho os seius dos tamanho de uma minina de deiz ano.
Ao ouvir a confissão da amada, Teobaldo disse que não tinha nenhum problema, pois o amor que sentia por ela era muito maior do que este pequeno detalhe. E, já que estavam numa espécie de "jogo da verdade", ele resolveu que também devia confessar um pequeno problema que ele tinha e que estava guardado, a sete chaves, por muitos anos. Assim, olhando bem no fundo dos olhos da sua futura esposa, ele disse:
 - Zuzu, todo mundu tem probrema... Eu tombém vou confessar o meu probrema: tenho o pêni du tamanho dum ricém-nascidu. Ispero qui vosmicê num fiqui cum raiva...
Ela prontamente respondeu que isso tampouco seria motivo para não se casarem, pois ela o amava tanto, mas tanto mesmo, que os dois encontrariam uma forma de "dar a volta por cima".
Assim, “cartas na mesa”, eles se casaram...
Depois do casório, o pai da noiva, seu "Manezinho da Venda", ofereceu um tradicional "rala-bucho", regado a muitas doses da cachaça Mucuri, cachaça famosa porque, no seu rótulo, tinha um cavalo preto, com uma das patas dianteiras levantada e que muitos bebuns diziam que só parariam de beber “quando o cavalo preto baixasse a mão”, lembram-se?
Antes de terminar a festança, já por volta das duas horas da madrugada, os dois pombinhos partiram para a lua de mel, em Arapiraca, numa casa emprestada por um dos tios da noiva.
Tão logo entraram no "ninho de amor", os nubentes já estavam “em ponto de bala” e partiram logo para as preliminares...
O bicho pegou mesmo foi quando a Zulmira meteu a sua mão por dentro da cueca do marido e grito, bem alto:
- Ôxente, qui pesti é issu!
Em seguida, ela deu um "pinote daqueles"; abriu a porta do quarto e saiu correndo, "com mais de mil"...
Vendo o desespero da esposa, Teobaldo, correu atrás dela e, quando a alcançou, lhe perguntou o motivo de todo aquele espanto, no que ela respondeu:
- Vosmicê mintiu pra mim! Dissi qui tinha o pêni du tamanho dum ricém-nascidu!
Nisso, o maridão respondeu:
- Tenho sim, quirida... O meu pêni é du tamanho dum ricém-nascidu, sim! Eu num minti não, pruquê ele tem mermo 32 centímos! Vosmicê foi qui não isperou pra ele ficá todinho duro e diz logo qui to mintindo!
Zulmira, coitada, continua donzela, tomando conta da venda do falecido Manezinho e nunca mais quis saber de casamento e muito menos do “ricém-nascidu” de ninguém...