segunda-feira, 31 de outubro de 2016

QUEM É O SEU AMANTE?

Texto de Jorge Bucay
Psiquiatra e Psicoterapeuta

Muitas pessoas tem um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm e as que tinham e perderam. Geralmente, são essas últimas que vem ao meu consultório, para me contar que estão tristes ou apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc. Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança. Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "depressão"!
Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum antidepressivo; digo-lhes que precisam de um amante!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho. Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas"?! Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:
- “Amante" é aquilo que nos "apaixona", é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono. É também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso “amante" é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. Às vezes encontramos o nosso “amante" em nosso parceiro; outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto... Enfim, é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar a vida" e nos afasta do triste destino de "ir levando". E o que é "ir levando"? “Ir levando” é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva. Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã. Por favor, não se contente com "ir levando"; procure um amante, seja também um...
Para estar satisfeito, ativo e sentir-se jovem e feliz, é preciso namorar a vida.

domingo, 30 de outubro de 2016

CELULAR NA SALA DE AULA

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

O caso é antigo, mas vale a pena recordar porque a situação é e será sempre atual.
O juiz Eliezer Siqueira de Sousa Junior, da 1ª Vara Cível e Criminal de Tobias Barreto, no interior do Sergipe, julgou improcedente um pedido de indenização que um aluno pleiteava contra o professor que tomou seu celular em sala de aula.
De acordo com os autos, o educador tomou o celular do aluno, pois este estava ouvindo música com os fones de ouvido durante a aula.
O estudante foi representado por sua mãe, que pleiteou reparação por danos morais diante do "sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional".
Na negativa, o juiz afirmou que "o professor é o indivíduo vocacionado a tirar outro indivíduo das trevas da ignorância, da escuridão, para as luzes do conhecimento, dignificando-o como pessoa que pensa e existe”. O magistrado se solidarizou com o professor e disse que "ensinar era um sacerdócio e uma recompensa. Hoje, parece um carma". Eliezer Siqueira ainda considerou que o aluno descumpriu uma norma do Conselho Municipal de Educação, que impede a utilização de celular durante o horário de aula, além de desobedecer, reiteradamente, o comando do professor. Ainda considerou que não houve abalo moral, já que o estudante não utiliza o celular para trabalhar, estudar ou qualquer outra atividade edificante.
E declarou:
- Julgar procedente esta demanda, é desferir uma bofetada na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação e a contra educação, as novelas, os realitys shows, a ostentação, o “bullying intelectivo”, o ócio improdutivo, enfim, toda a massa intelectivamente improdutiva que vem assolando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, ensinando falsos valores e implodindo a educação brasileira”.
Por fim, o juiz ainda faz uma homenagem ao professor:
- No país que virou as costas para a Educação e que faz apologia ao hedonismo inconsequente, através de tantos expedientes alienantes, reverencio o verdadeiro HERÓI NACIONAL, que enfrenta todas as intempéries para exercer seu “múnus” com altivez de caráter e senso sacerdotal: o Professor.

sábado, 29 de outubro de 2016

O CAMINHO PARA A FELICIDADE

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

O caminho para a felicidade não é reto: existem curvas, chamadas EQUÍVOCOS; existem semáforos, chamados AMIGOS; luzes de cautela, chamadas FAMÍLIA. E tudo se consegue se tens: um estepe, chamado DECISÃO; um motor poderoso, chamado AMOR; um bom seguro, chamado ; um combustível abundante, chamado PACIÊNCIA e, acima de tudo, um motorista habilidoso, chamado DEUS!

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

O VALOR DO TEMPO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Conta-se que um jovem de uma aldeia no interior da China não dava nenhuma importância para o tempo. Sempre deixava tudo para depois, sempre se julgava novo demais para fazer qualquer coisa naquele momento, sempre alegava que o que mais tinha era tempo. E exatamente por ter muito, não o valorizava.
Certo dia, porém, esse jovem se encontrou com um velho sábio que dizia ser uma pessoa feliz, pois soube muito bem aproveitar o seu tempo e, mesmo no fim de sua vida, o que ele mais fazia era valorizar o pouco tempo que ainda lhe restava.
Curioso com tamanho disparate, o jovem perguntou:
- Senhor, por que você valoriza tanto o tempo? Poderia me dizer qual é o real valor dele?
O sábio, percebendo o interesse, respondeu:
- Para você entender o valor do tempo, vamos transformá-lo em dinheiro. Imagine que você tenha uma conta corrente e, a cada manhã, você acorde com um saldo de 86.400 moedas. Só que não é permitido transferir esse saldo do dia para o dia seguinte. Todas as noites, sua conta é zerada, mesmo que você não tenha conseguido gastar durante o dia. O que você faz?
– Eu gastaria cada centavo todos os dias, é claro! – respondeu convicto o jovem.
– Sim, gastaríamos cada centavo. Pois bem, todos nós somos clientes desse banco, que se chama Tempo. Todas as manhãs, são creditados para cada um de nós 86.400 segundos. Todas as noites, o saldo é debitado como perda. Não é permitido acumular esse saldo para o dia seguinte. Todas as manhãs, a sua conta é reiniciada, e todas as noites, as sobras do dia se evaporam. Não há volta. Você precisa gastar vivendo no presente o seu depósito diário. Invista, então, no que for melhor: na saúde, na felicidade e no sucesso. O relógio está correndo... Faça o melhor para o seu dia-a-dia. Para perceber o valor de um ano, pergunte a um estudante que repetiu de ano. Para dar valor a um mês, pergunte a uma mãe que teve o bebê prematuramente. Para perceber o valor de uma semana, pergunte ao editor de um jornal semanal. Para conhecer o valor de uma hora, pergunte aos amantes que estão esperando para se encontrar. Para você encontrar o valor de um minuto, pergunte a uma pessoa que perdeu um trem. Para perceber o valor de um segundo, pergunte a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente. Para você aprender o valor de um milissegundo, pergunte a alguém que recebeu a medalha de prata na Olimpíada. Valorize cada momento que tem! E valorize mais porque você deve dividir com alguém especial o suficiente para gastar o seu tempo junto com você. Lembre-se de que o tempo não espera por ninguém. Ontem é história. O amanhã, um mistério. O hoje é uma dádiva. Por isso, é chamado presente!
PENSE NISSO!

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A PARÁBOLA

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Navegavam há meses e os marujos não tomavam banho nem trocavam de roupa, o que não era novidade na Marinha Mercante Britânica, e o navio fedia!
O Capitão chama o Imediato:
- Mr. Simpson, o navio fede, mande os homens trocarem de roupa!
Responde o Imediato:
- Yes... Yes, Sir!
Parte para reunir os seus homens e diz:
- Marujos, o Capitão está se queixando do fedor a bordo e manda todos trocarem de roupa. David troque a camisa com John; John, troque a sua com Peter; Peter, troque a sua com Alfred; Alfred, troque a sua com Jonathan...
E assim prosseguiu...
Quando todos tinham feito as devidas trocas, ele volta ao Capitão e diz:
- Sir, todos já trocaram de roupa.
O Capitão, visivelmente aliviado, manda então prosseguir a viagem.
Moral da História:
É mais ou menos isso que vai acontecer no Brasil, nas próximas eleições, se você deixar.
Não é a política que faz o candidato virar ladrão; é o seu voto que faz o ladrão virar político.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A IDADE

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Em certa ocasião, perguntaram a Galileu Galilei:
- Quantos anos tens?
Caindo em contradição com os seus cabelos e barbas totalmente brancos, ele respondeu:
- Oito ou dez...
Diante do olhar interrogativo que foi alvo, logo explicou:
- Tenho, na verdade, os anos que me restam de vida porque os já vividos não os tenho mais da mesma forma que não tenho mais as moedas que já gastei.
PENSE NISSO!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

FILHOS

Texto de Affonso Romano de Sant'anna

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos seus próprios filhos. É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados. Crescem sem pedir licença à vida. Crescem com uma estridência alegre, e, às vezes, com alardeada arrogância. Mas não crescem todos os dias de igual maneira. Crescem de repente.
Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura. Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do maternal?
A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil... E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça! Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes sobre patins e cabelos longos, soltos. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros. Ali estamos, com os cabelos esbranquiçados.
Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros. Principalmente com os erros que esperamos que não repitam.
Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos próprios filhos. Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas. Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas.
Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, pôsteres, agendas coloridas e discos ensurdecedores. Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao Shopping, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado. Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto.
No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscina e amiguinhos. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim. Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados. Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes". Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito (nessa hora, se a gente tinha desaprendido, reaprende a rezar) para que eles acertem nas escolhas em busca de felicidade. E que a conquistem do modo mais completo possível. O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos.
O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam. Aprendemos a ser filhos depois que somos pais; só  aprendemos a ser pais depois que somos avós.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A TRAVESSIA DO CAMINHO

Texto de Susana Carizza

Impossível atravessar a vida sem que um trabalho não saia mal feito, sem que uma amizade não cause decepção, sem padecer com alguma doença.
Impossível atravessar a vida sem que um amor nos abandone, sem perder um ente querido, sem se enganar em um negócio.
Esse é o custo de viver.
O importante não é o que acontece, mas como você reage.
Você cresce quando não perde a esperança, nem diminui a vontade, nem perde a fé. Quando aceita a realidade e tem orgulho de vivê-la.
Você cresce quando aceita seu destino, e mesmo assim..., tem garra para mudá-lo, quando aceita o que ficou para trás..., construindo o que tem pela frente e planejando o que está por vir.
Cresce quando se supera, se valoriza e sabe dar frutos.
Cresce quando abre caminho, assimila experiências e semeia raízes.
Cresce quando se impõe metas sem se importar com comentários, nem julgamentos.
Cresce quando dá exemplos, sem se importar com o desdém, quando você cumpre com seu trabalho.
Cresce quando é forte de caráter, sustentado por sua formação, sensível por temperamento.
E humano por natureza!
Cresce quando enfrenta o inverno, mesmo que perca as folhas,  cresce quando colhe flores mesmo que tenham espinhos.
Cresce quando marca o caminho mesmo que se levante o pó.
Cresce quando é capaz de lidar com resíduos de ilusões, cresce quando é capaz de perfumar-se com flores e elevar-se por amor.
Cresce ajudando a seus semelhantes, conhecendo a si mesmo e dando à vida mais do que recebe.
E assim se cresce... 

domingo, 23 de outubro de 2016

O ESTATUTO DO HOMEM

Texto de Thiago de Mello 

A
Carlos Heitor Cony

• ARTIGO I
Fica decretado que agora vale a verdade, agora vale a vida e de mãos dadas marcharemos todos pela vida verdadeira.
• ARTIGO II
Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo.
• ARTIGO III
Fica decretado que a partir deste instante haverá girassóis em todas as janelas; que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde, onde cresce a esperança.
• ARTIGO IV
Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu.
PARÁGRAFO ÚNICO
O homem confiará no homem como um menino confia em outro menino.
• ARTIGO V
Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira. Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura de palavras. O homem se sentará à mesa, com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa.
• ARTIGO VI
Fica estabelecida, durante dez séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías: "E o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora".
• ARTIGO VII
Por decreto irrevogável, fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da claridade e a alegria será uma bandeira generosa, para sempre desfraldada na alma do povo.
• ARTIGO VIII
Fica decretado que a maior dor sempre foi, e será sempre, não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor.
• ARTIGO IX
Fica permitido que o pão de cada dia tenha no homem o sinal de seu suor. Mas que, sobretudo, tenha sempre o quente sabor da ternura.
• ARTIGO X
Fica permitido a qualquer pessoa, qualquer hora da vida, o uso do traje branco.
• ARTIGO XI
Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama e que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã.
• ARTIGO XII
Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela.
PARÁGRAFO ÚNICO
Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.
• ARTIGO XIII
Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras. Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou.
• ARTIGO FINAL
Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.
THIAGO DE MELLO
Santiago do Chile, abril de 1964.

sábado, 22 de outubro de 2016

RECLAMAÇÕES

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

- Antigamente tudo era melhor. O mundo, hoje, vai mal: o governo só faz política, a Prefeitura é inoperante, a própria igreja estacionou, o carro não pega, a minha promoção não sai, o sinal ainda tá fechado, o meu time perdeu, que calor insuportável, minha mulher só reclama, os amigos sumiram, essas crianças não param de chorar, a cidade tá uma sujeira, meu chefe não me compreende, o táxi não aparece, essa fila que não anda, ninguém reconhece meu trabalho, os preços não param de subir, meu telefone vive enguiçado...
Que vida, hein! Mais alguma reclamação?
- E se eu tivesse nascido em berço de ouro? E se meus pais fossem mais inteligentes? E se eu ganhasse uma enorme quantia? E se não existisse tanta gente atrapalhando a minha vida? E se eu conseguisse um diploma sem precisar estudar? Por que a gente tem tanta luta e tribulação, tanta dor e sofrimento, transformando a vida num “Vale de Lágrimas”?
Difícil, não é mesmo? Mas agora preste muita atenção nesta situação:
• Jesus nasceu num estábulo...
• Jesus montou num burrico...
• Jesus multiplicou os pães e peixes num cesto...
• Jesus utilizou um local para evangelizar...
• Jesus promoveu um milagre num barco...
• Jesus foi sepultado em um túmulo emprestado...
Só a cruz era d’ELE! E Ele nunca amaldiçoou a Sua condição de nada ter, nunca murmurou e jamais blasfemou!
Aprenda a dar mais valor às pessoas, coisas e situações que lhe são impostas, não por elas mesmas, mas por DEUS.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

OS MONGES E O RIO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Contam que certo dia dois monges viajavam por uma estrada, quando começou a chover torrencialmente. Pouco tempo depois, a estrada, por onde andavam, começou a ficar lamacenta, dificultando a caminhada.
A certa altura, chegaram às margens de um riacho, que já acumulava um grande volume de água, mas era necessário atravessá-lo, para prosseguir a viagem, antes que a enchente aumentasse.
Quando já estavam atravessando o riacho, com água pelas cinturas, eles avistaram uma jovem mulher, parada, olhando para as águas que subiam, parecendo não saber o que fazer. Nesse momento, o monge mais velho perguntou-lhe:
- O que tens?
A mulher respondeu:
- Quero atravessar para o outro lado, mas tenho medo...
Ao ouvir a resposta, o monge mais velho voltou para a margem, mandou a jovem subir nas suas costas e a ajudou a atravessar o riacho.
Horas depois, o monge mais novo não se conteve e perguntou:
- Nós, monges, não nos devemos aproximar das mulheres, especialmente se forem jovens e atraentes, com aquela. É perigoso... Por que você fez aquilo?
O velho monge respondeu:
- Eu deixei a moça lá, você ainda a está carregando...
Pense nisso!

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

VANTAGENS DA TERCEIRA IDADE

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

• A tua quantidade de neurônios finalmente baixou a um nível administrável.
• Os teus segredos estão seguros com teus amigos, pois eles tampouco podem recordá-los.
• As tuas articulações (as populares "juntas") fazem uma previsão do tempo mais exata que a do Serviço Nacional de Meteorologia.
• Alguns dos teus amigos te telefonam às 8 da noite e perguntam: - Te acordei?
• Ninguém pensará que és hipocondríaco porque, agora sim, tens todas as doenças.
• Já não tens que estudar nada, agora te estudam.
• A roupa que comprares não passará de moda.
• Podes jantar às 6 da tarde e roncar na hora da telenovela.
• Podes viver sem sexo, mas não sem óculos.
• Te encanta saber das fofocas dos amigos.
• Discutes acaloradamente sobre a aposentadoria e os seguros de saúde.
• Quando fazes reuniões em tua casa, os vizinhos nem notam.
• O limite de velocidade deixa de ser um desafio.
• Já não te importa esconder a barriga.
• O teu investimento com a apólice de gastos médicos começa a valer a pena.
Não se lembra quem te enviou este e-mail? Não te preocupes; quem te enviou, pouco importa lembrar que lhe mandou. Envia-o a todos teus amigos da “terceira idade” Não me lembro se já o fiz...
Ah, e também envia aos “mais jovens” para que vejam “o que os espera” e apreciem “o que têm hoje”.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

DIFERENÇAS MENINOS X MENINAS

ALOISIO GUIMARÃES

 APELIDOS
- Se Adriana, Silvana, Débora e Luciana vão almoçar juntas, elas chamarão umas às outras de Dri, Sil, Dé e Lú.
- Se Leandro, Carlos, Roberto e João saem juntos, afetuosamente se referirão uns aos outros como Cabeção, Godzilla e Chulé.
COMENDO FORA
- Quando a conta chega, Paulo, Carlos, Roberto e João jogam na mesa R$ 20,00 cada um, mesmo sendo a conta apenas R$ 32,50. Nenhum deles terá trocado e nenhum vai ao menos admitir que quer troco.
- Quando as garotas recebem sua conta, aparecem as calculadoras de bolso e a procura pelas moedinhas exatas dentro da bolsa.
 FILMES
- A ideia que uma mulher faz de um bom filme é aquele em que uma só pessoa morre bem devagarzinho, de preferência por amor.
- Um homem considera um bom filme aquele em que muita gente morre bem depressa, se possível com balas de metralhadora ou em grandes explosões.
 DINHEIRO
- Um homem pagará R$ 2,00 por um item que vale R$ 1,00, mas que ele precisa.
- Uma mulher pagará R$ 1,00 por um item que vale R$ 2,00, mas que ela não precisa.
CASAMENTO
- Uma mulher costuma não se lembrar de por que se casou com seu primeiro marido.
- Um homem costuma não fazer ideia de por que sua terceira mulher se divorciou dele.
 BANHEIROS
- Um homem tem seis itens em seu banheiro: escova de dentes, pente, espuma de barbear, barbeador, sabonete e uma toalha de hotel.
- A quantidade média de itens em um banheiro tipicamente feminino é 756. Um homem não consegue identificar a maioria deles.
 DISCUSSÕES
- Uma mulher tem a última palavra em qualquer discussão.
- Por definição, qualquer coisa que um homem disser depois disso é o começo de outra discussão.
 GATOS
- Mulheres adoram gatos.
- Homens dizem que adoram gatos, mas quando as mulheres não estão olhando, homens chutam gatos.
 O FUTURO
- Uma mulher se preocupa com o futuro até conseguir um marido.
- Um homem nunca se preocupa com o futuro até que consiga uma esposa.
 SEXO
- Uma mulher usa o sexo para conseguir amor.
- Um homem usa o amor para conseguir sexo.
 SUCESSO
- Um homem bem-sucedido é aquele que consegue ganhar mais dinheiro do que a sua mulher pode gastar.
- Uma mulher bem-sucedida é aquela que acha esse homem.
 MUDANÇAS
- Uma mulher casa com um homem esperando que ele mude, mas ele não muda.
- Um homem casa com uma mulher esperando que ela não mude, mas ela muda.
 DIVIDINDO PENSAMENTOS
- Uma mulher dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos com um completo estranho que lhe dê atenção.
- Um homem dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos apenas quando questionado por um advogado artimanhoso, sob juramento, e mesmo assim apenas quando isso puder diminuir a sua sentença.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

EU SEI, MAS NÃO DEVIA

Texto de Marina Colasanti

Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia!
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. 
Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma!